terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Setor de petróleo quer contratar 50 mil jovens sem faculdade até 2015


O setor de petróleo e gás está atrás de estudantes que cursam o último ano do ensino fundamental e dos níveis médio e técnico e que ainda não definiram a profissão. A ideia é qualificar o quanto antes a mão de obra para um segmento da economia carente, porém estratégico. A expectativa é de que até 2015 devam surgir mais de 50 mil vagas por ano no Brasil para técnicos nessas áreas.
Quem está em começo de carreira hoje chega a ganhar R$ 2.615,86, valor referente à remuneração básica desses profissionais na Petrobrás. Atualmente, a estatal petrolífera não tem nenhum concurso com inscrições abertas. Mas a estimativa da empresa é admitir 17 mil novos empregados até 2015, com a realização de dois processos seletivos por ano para cargos de níveis técnico e superior.
Para despertar o interesse dos estudantes, a Petrobrás incrementou o programa Profissões de Futuro, com a criação de um site (www.profissoesdefuturo.com.br), onde é possível acessar informações sobre o cenário da indústria de energia e do mercado de nível técnico, além de conhecer as profissões relacionadas.
O gerente-geral da Universidade Petrobrás e responsável pelo programa, Ricardo Salomão, diz que a área mais acessada na página eletrônica é o Mapa de Cursos, onde o aluno conhece os cursos técnicos com uma breve descrição, carga horária, profissões relacionadas e onde estudar. O site foi lançado em dezembro e já contabiliza cerca de 25 mil acessos.
“Com a perspectiva de crescimento nos segmentos de petróleo, gás e energia, construção civil e infraestrutura, a demanda por técnicos de nível médio é crescente. Para termos uma ideia, na Petrobrás controladora, somos cerca de 60 mil empregados próprios sendo dois terços deste efetivo posicionado em carreiras técnicas de nível médio. Esta proporção se repete e até aumenta pelas empresas destes segmentos no País”, afirma Salomão.
Quem apostar no setor de energia está no caminho certo, na opinião do vice-presidente de operações da consultoria DBM Brasil e América Latina, José Augusto Figueiredo. “O setor de energia em geral, desde a elétrica até petróleo passando por energias alternativas, é um campo promissor no Brasil. O profissional deverá olhar a energia de forma sustentável”, afirma o especialista.
“Trabalhar no setor de petróleo e gás sempre será promissor. Tem técnico sênior que ganha mais que um profissional que fez curso superior, por exemplo”, afirma Fernando Monteiro da Costa, diretor de operações da consultoria de RH Human Brasil. Além disso, ele aponta que trabalhar na Petrobrás, por exemplo, garante estabilidade e um pacote de benefícios.
No setor naval, Costa diz que faltam profissionais qualificados e interessados em trabalhar em alto mar. “O brasileiro, de forma geral, quando se forma na área naval, tem preferência em trabalhos fixos, mas as melhores oportunidades estão em alto mar, nas plataformas de petróleo. Isso abre oportunidades para estrangeiros. O setor é fértil de oportunidades, desde que o brasileiro tenha uma mudança de mentalidade e esteja disposto a trabalhar em alto mar.”
O site Profissões de Futuro relaciona ainda outras funções que devem se destacar nos próximos anos, como técnico de operação, técnico de exploração de petróleo, técnico químico e técnico de automação industrial. Para começar a exercer as funções, basta diploma em cursos técnicos.
Segundo Salomão, a formação demora três anos se o curso for feito com o ensino médio ou em 1,2 mil horas (aproximadamente 18 meses) na modalidade após o ensino médio. “As pessoas que já terminaram o ensino médio e não têm uma profissão definida podem fazer uma habilitação técnica de qualidade, num período razoável de tempo, ficando prontas para ingressar no mercado e aproveitar esta onda positiva.”
Com informações da Agência Estado

sábado, 7 de janeiro de 2012

A CGU e o Ministério do Esporte


Publicado por waltersorrentino

Começo de desvendamento, é o que permite a Folha de São Paulo hoje, em

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/18530-uniao-demora-20-anos-para-cobrar-desvio-de-r-300-mi.shtml.

Os “desvios” em Ministérios nos últimos 10 anos, segundo a Controladoria Geral da União, somam 7,7 bilhões e são assim oriundos: 34% do Ministério da Saúde, 14,5% da Integração Nacional, 12,5% da Educação, 8,1 da Fazenda, 6,2% do Trabalho, 5,7 do Planejamento, 3,5% do Meio Ambiente, 2,6% da Cultura, 1,7% da Ciência e Tecnologia, 1,6 % da Previdência. O restante são 9,6% de outros, onde se inclui o Ministério do Esporte.

Tamanho não é documento, por suposto, quando se trata de práticas com a coisa pública. Mas para enfrentar o problema – e a CGU já alegou que nem funcionários suficientes tem para toda a ação fiscalizatória – deve-se pô-lo em perspectiva adequada, hierarquizá-lo. Por que não indicar as ações que os Ministérios adotaram frente aos processos indicados? Quantos deles estão ou estiveram em processos do TCU?

Sabe-se que o Ministério do Esporte, sob a direção de Orlando Silva, condenou o denunciante João Dias a devolver aos cofres públicos perto de 4 milhões desviados. O processo chegou a termo no TCU, por iniciativa do Ministro. Sabe-se que a percentagem de convênios do Ministério com entidades não governamentais era cadente, chegariam a termo no ano de 2011, e a soma envolvida era menos de 1% do total de convênios feitos por todos os demais ministérios.

A verdade toda tem que aparecer e um trabalho permanente tem que ser mantido nesse sentido. Fiscalizar ação pública é uma coisa. A denúncia contra Orlando Silva é outra: foi armada, sem nenhum indício e menos ainda prova. A mídia oposicionista criou um factóide aproveitando a suposta denúncia de um criminoso. A questão fez parte da luta política contra o governo Dilma e renovou insuspeito – ao menos para alguns – anticomunismo.

A questão é que o Ministério do Esporte, sob comando de Orlando Silva, agiu corretamente, em defesa da coisa pública. Por que a mídia se assume como um poder unilateral infenso a qualquer norma de direito, que “fiscaliza”, indicia, julga e condena? A verdade bastará para desvendar a trama. Quem tem medo dela?

Banco alemão vai investir R$ 40 milhões em 17 flonas da Amazônia


Acordo de cooperação financeira assinado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio) e pelo Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW Bankengruppe) prevê o investimento de R$ 40 milhões em recursos para a criação de planos de manejo e produção sustentável em 17 florestas nacionais (flonas) localizadas em quatro estados da região Norte.

O principal objetivo do plano, que também contempla o Serviço Florestal Brasileiro, é evitar o desmatamento ilegal na Amazônia com o fomento da exploração sustentável da madeira e divulgação dessas atividades na região de influência da rodovia BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), e integra a região classificada como “arco do desmatamento”.

Em quatro anos, serão aplicados 15 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões). Segundo Rômullo Mello, uma floresta nacional não é criada apenas para a conservação daquela área, mas sim com a perspectiva de desenvolver tecnologias de produção sustentável. “Produzir madeira e pesquisas sobre a floresta são os principais focos”, afirma.

Concessão – Segundo ele, um dos objetivos é “conceder” essas áreas de interesse nacional para o manejo comunitário (atividades extrativistas realizadas pela população que vive ao redor da área) ou para empresas.

O regime de concessão florestal permite às madeireiras concessionárias o direito de explorar uma floresta pública por 40 anos em manejo de baixo impacto, técnica que extrai um mínimo de árvores de um máximo de espécies e deixa a floresta se regenerar. Em troca, as empresas pagariam royalties ao governo.

O primeiro projeto deste porte a acontecer no país foi na Floresta do Jamari, em Rondônia, a partir de setembro de 2010.

Áreas beneficiadas – Serão contempladas pelo projeto as flonas de Jacundá e Bom Futuro (Porto Velho/RO), Humaitá, Balata-Tufari e Jatuarana (Humaitá/AM), Macauã/São Francisco (Sena Madureira/AC), Iquiri (Lábrea/AM), Mapiá-Inauini e Purus (Boca do Acre/AM).

Também serão beneficiadas as florestas nacionais de Amaná, Trairão, Itaituba I e II (Itaituba/PA), Crepori, Jamanxin e Altamira (Santarém/PA) e a flona de Caxiuanã (Breves/PA). (Fonte: Globo Natureza)



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sociedade civil: faça a convocação das etapas municipais/regionais da 1ª Consocial!



Convocação enviada pela CONAM: Convocação da 1ª Consocial:

Caros amigos da 1ª Consocial,

Já está convocada a Consocial no seu município ou na sua região?

A Coordenação-Executiva Nacional da 1ª Consocial alerta para o fato de que os prazos para a convocação das conferências municipais/regionais estão chegando ao fim!

Segundo o §4º do Art. 29 do Regimento Interno da 1ª Consocial, se as conferências municipais/regionais não forem convocadas pelo poder público, serão consideradas convocadas pelas entidades que primeiro remeterem à Coordenação-Executiva Nacional o Formulário de Requisição de Convocação preenchido e válido.

Para saber como as entidades da sociedade podem convocar as conferências municipais/regionais, escreva para consocial@cgu.gov.br. O processo é bastante simples.

Embora em quase todos os estados ainda possam ser convocadas etapas municipais da Consocial, algumas cidades muito importantes ainda não convocaram a conferência e os prazos estão próximos de acabar. Confira abaixo:

• Pará (data final para convocação: 05/01/2012):

Abaetetuba, Cametá e Marabá.

• Minas Gerais (data final para convocação: 14/01/2012):

Barbacena, Betim, Conselheiro Lafaiete, Governador Valadares, Ibirité, Itabira, Juiz de Fora, Passos, Patos de Minas, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Sabará, Santa Luzia, Sete Lagoas, Ubá e Varginha.

• Rio Grande do Sul (data final para convocação: 15/01/2012):

Novo Hamburgo, Pelotas eUruguaiana.

• Rio de Janeiro (data final para convocação: 17/01/2012):

Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Maricá, Nova Friburgo, Petrópolis, Queimados, Resende, São João de Meriti, Teresópolis e Volta Redonda.

• Bahia (data final para convocação: 29/01/2012):

Camaçari, Eunápolis, Juazeiro, Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

• São Paulo (data final para convocação: 30/01/2012):

Americana, Araraquara, Araras, Atibaia, Barretos, Barueri, Bauru, Birigui, Bragança Paulista, Caraguatatuba, Carapicuíba, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Guaratinguetá, Guarujá, Hortolândia, Indaiatuba, Itapecerica da Serra, Itapetininga, Itapevi, Itaquaquecetuba, Itatiba, Itu, Jacareí, Jandira, Jaú, Jundiaí, Limeira, Marília, Mogi Guaçu, Osasco, Pindamonhangaba, Poá, Praia Grande, Presidente Prudente, Ribeirão Pires, Salto, Santa Bárbara d'Oeste, Santana de Parnaíba, Santo André, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sertãozinho, Suzano, Taboão da Serra, Tatuí, Taubaté, Valinhos, Várzea Paulista e Votorantim.

• Pernambuco (data final para convocação: 02/02/2012):

Camaragibe, Garanhuns, Igarassu, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista e São Lourenço da Mata.

Se algum dos municípios acima já tiver sua etapa da Consocial convocada, por gentileza, informe-nos em: www.consocial.cgu.gov.br/informe-convocacao.

Mais informações e documentos sobre a Consocial podem ser obtidos no endereço: www.consocial.cgu.gov.br, por meio dos perfis de redes sociais: @consocialCGU - do Twitter, Consocial Cgu - do Facebook e Consocial CGU - do Orkut; junto à Coordenação-Executiva Nacional, nos endereços: consocial@cgu.gov.br ou imprensa-consocial@cgu.gov.br, ou ainda por meio do SAC Consocial 0800 600 1704 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h).

Muito obrigado!

Coordenação-Executiva da 1ª Consocial
Controladoria-Geral da União

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A ordem criminosa do mundo


Em novembro de 2008, a TVE (Espanha) exibiu um documentário intitulado “A ordem criminosa do mundo”. Nele, Eduardo Galeano (foto), Jean Ziegler e outras personalidades mundiais falam sobre a transformação da ordem capitalista mundial em um esquema mortífero e criminoso para milhões de pessoas em todo o mundo. Mais de três anos depois, o documentário permanece mais atual do que nunca, com alguns traços antecipatórios da crise que viria atingir em cheio também a Europa.

Em novembro de 2008, a TVE (Espanha) exibiu um documentário intitulado “A ordem criminosa do mundo”. Nele, Eduardo Galeano, Jean Ziegler e outras personalidades mundiais falam sobre a transformação da ordem capitalista mundial em um esquema mortífero e criminoso para milhões de pessoas em todo o mundo. Mais de três anos depois, o documentário permanece mais atual do que nunca, com alguns traços antecipatórios da crise que viria atingir em cheio também a Europa. Reproduzimos aqui o vídeo, legendado em português, e algumas das principais afirmações de Galeano e Ziegler:

“Os verdadeiros donos do mundo hoje são invisíveis”

“Os verdadeiros donos do mundo hoje são invisíveis. Não estão submetidos a nenhum controle social, sindical, parlamentar. São homens nas sombras que procuram o governo do mundo. Atrás dos Estados, atrás das organizações internacionais, há um governo oligárquico, de muito poucas pessoas, mas que exercem um controle social sobre a humanidade, como jamais Papa algum, Imperador ou Rei teve”. (Jean Ziegler)

“O atual sistema universal de poder converteu o mundo num manicômio e num matadouro” (Eduardo Galeano).

“A globalização é uma grande mentira”

“O capital financeiro percorre o planeta 24 horas por dia com um único objetivo: buscar o lucro máximo. A globalização é uma grande mentira. Os donos do grande capital que dirigem o mecanismo da globalização dizem: Vamos criar economias unificadas pelo mundo inteiro e assim todos poderão desfrutar de riqueza e de progresso. O que existe, na verdade, é de uma economia de arquipélagos que a globalização criou” (Jean Ziegler).

“Há três organizações muito poderosas que regulam os acontecimentos econômicos: Banco Mundial, FMI e OMC; são os bombeiros piromaníacos. Elas são, fundamentalmente, organizações mercenárias da oligarquia do capital financeiro invisível mundial” (Jean Ziegler).

“Eu não creio que se possa lutar contra a pobreza e criar uma estratégia de luta contra a pobreza sem lutar contra a riqueza, contra os ricos, pois os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres” (José Collado, Missionário em Níger).

“Todos os dias neste planeta, segundo a FAO, 100 mil pessoas morrem de fome ou por causa de suas consequências imediatas” (Jean Ziegler).

“O dicionário também foi assassinado”

“Hoje as torturas são chamadas de “procedimento legal”, a traição se chama “realismo”, o oportunismo se chama “pragmatismo”, o imperialismo se chama “globalização” e as vítimas do imperialismo, “países em vias de desenvolvimento. O dicionário também foi assassinado pela organização criminosa do mundo. As palavras já não dizem o que dizem, ou não sabemos o que dizem” (Eduardo Galeano).

“Se hoje eu digo que faz falta uma rebelião, uma revolução, um desmoronamento, uma mudança total desta ordem mortífera e absurda do mundo, simplesmente estou sendo fiel á tradição mais íntima, mais sagrada da nossa civilização ocidental. O nosso dever primordial hoje deve ser reconquistar a mentalidade simbólica e dizer que a ordem mundial, tal como está, é criminosa. Ela é frontalmente contrária aos direitos do homem e aos textos fundacionais das nossas civilizações ocidentais” (Jean Ziegler).

“Se houvesse uma só morte por fome em Paris haveria uma revolta”

“A primeira coisa que devemos fazer é olhar para a situação de frente e não considerar como normal e natural a destruição, por exemplo, de 36 milhões de pessoas por culpa da fome e da desnutrição. Se houvesse uma só morte por fome em Paris haveria uma revolta. De nenhum modo devemos permitir que as grandes organizações de comunicação nos intimidem, nem as fábricas das teorias neoliberais das grandes corporações, pois todas as corporações se ocupam, primeiro, de controlar as consciências, de controlar como podem a imprensa e o debate público” (Jean Ziegler). (Carta Capital)

Renato Rabelo fala sobre os desafios do PCdoB em 2012



Em entrevista ao Portal Vermelho, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, falou das perspectivas eleitorais do PCdoB em 2012, definidas por ele como um importante momento de “acumulação de forças”. Segundo ele, o Partido tem registrado, a cada pleito, um importante crescimento e as eleições majoritárias [para prefeitos] serão importantes para que o PCdoB se torne ainda mais conhecido pela população.

Por Mariana Viel

Vermelho:
Quais são as perspectivas para a atuação do Partido em 2012?
Renato Rabelo: O Partido tem uma compreensão, que considero uma conquista muito importante, que é a acumulação de forças. Para alcançar nossos objetivos maiores, é preciso acumular forças. Baseado exatamente nessa compreensão teórica, o PCdoB definiu a sua política. O Programa Socialista também reflete isso porque está estruturado nessa visão – de que é preciso alcançarmos um rumo, que é o nosso grande ideal: a construção de uma nova sociedade, uma sociedade socialista.

Para isso, é preciso um caminho de acumulação – que é traduzido dentro de uma orientação política que seria a luta pela construção de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. O Partido vem tentando seguir essa orientação e com isso tem crescido e se expandido – não apenas na sua influência política e no governo do qual participamos, mas também no seio do povo e dos trabalhadores.

Vermelho: Qual a importância das eleições do próximo ano nesse processo de acumulação de forças?
Renato Rabelo: O PCdoB vem crescendo, mesmo que progressivamente, nos pleitos – onde também foi definido um processo de acumulação. Estamos também fortalecendo pouco a pouco nossa participação nas eleições majoritárias. Se em 2008 tivemos uma presença maior nas eleições majoritárias, em 2012 essa participação será muito maior.

Temos hoje condições concretas para disputar o pleito majoritário em 10 capitais brasileiras – o que é também um processo importante de acumulação. Além disso, o Partido passou a ocupar posições institucionais de maior relevância no governo federal, criando inclusive incômodos para as forças reacionárias. É exatamente em função dessa expansão, desse crescimento e do aumento dessa influência, que essas forças mais à direita vêm procurando atingir o Partido – na tentativa de jogar o PCdoB na vala comum. Para eles é muito perigoso um partido que defende um novo rumo, uma nova sociedade.

O PCdoB tem que ficar mais conhecido da população e para isso tem que ter candidatos majoritários. O momento da acumulação de forças, no nível em que o Partido se encontra, são as eleições majoritárias. Quando chegamos em uma capital ou cidade média importante – e iremos disputar a Prefeitura em mais 20 dessas cidades – apresentando as nossas propostas, passamos a popularizar o PCdoB e o nosso número de legenda, o 65.

Uma candidatura em São Paulo, que é o maior município do país, tem uma repercussão muito grande. O povo de São Paulo passa a ficar conhecendo o PCdoB. Ainda mais porque teremos um nome conhecido. As pesquisas mostram que um dos pré-candidatos mais conhecidos é Netinho de Paula. Teremos um candidato muito conhecido representando o Partido e isso é muito importante para aproximar o povo do PCdoB. Se levarmos em conta as demais capitais e cidades médias onde vamos disputar as eleições municipais, é possível atingir mais da metade do eleitorado do Brasil. Por isso 2012 tem um significado importante para nós.

Vermelho: Os recentes ataques caluniosos contra o Partido e contra o ex-ministro Orlando Silva foram motivados pelo crescimento do PCdoB e pelas lutas que ele defende?
Renato Rabelo: Para as forças de direita, ter um governo que possui em seu núcleo partidos mais consequentes, que oferecem uma visão mais à esquerda, é inimaginável. Tudo aquilo que pode levar o governo mais à esquerda tem que ser barrado. Eles criam uma agenda que é para incompatibilizar o governo com esses partidos. O próprio Fernando Henrique Cardoso, que é o ideólogo deles, já vinha atacando o PCdoB. Por que ele nominava o PCdoB? Se fosse um Partido que não tivesse influência, ou nenhum papel maior, para quê ele perderia tempo?

Eles encontraram um provocador que fez uma denúncia montada, uma grande armação política – isso na história dos Partidos Comunistas existem muitos exemplos – e a partir daí procuraram exatamente construir aquilo que eles já vinham perseguindo. A campanha não se voltou apenas contra o ministro Orlando Silva, ela foi dirigida contra o Partido. Foram 20 dias de campanha uníssona nacional contra o PCdoB. É tanto que você vê que nos outros casos os partidos não entraram muito em cena. No nosso caso houve uma campanha dirigida, orquestrada, montada contra o Partido.

Vermelho: Quais são as lições que o PCdoB tirou desse episódio?
Renato Rabelo: À medida que um partido como o nosso cresce, a luta de classes se acirra. À medida que partidos como o nosso têm um papel maior, podendo até influir nos rumos do governo, a luta política se acirra e temos que estar mais preparados para ela. Não podemos subestimar isso. Não devemos deixar de lado que a elevação e a radicalização da luta política acontecem nos momentos em que um partido mais consequente, ou com uma visão mais avançada, começa a vingar. As forças de direita procuram reagir, muitas vezes, agressivamente.

No plano mundial o cenário atual é muito parecido. À medida que a crise se aprofunda e que as forças de direita podem perder posições, as reações são mais agressivas. Temos dito inclusive que o processo de radicalização decorre da ação das forças dominantes de direita que não querem perder posição. Eles não querem deixar suas posições simplesmente no diálogo. Temos que estar preparados para isso. Essa é uma lição histórica para os comunistas. Temos que ter uma compreensão profunda sobre isso.

Outra questão é que podemos cometer erros também, deixar flancos, e nessas horas o método que usamos é sempre tirar lições. As experiências socialistas do século passado, que foram importantes, chegaram a um apogeu muito grande, mas tiveram grandes reveses. É o que o Partido vai procurar fazer, tirar ensinamentos e se preparar mais ainda para as lutas que vêm.

Vermelho: A unidade do PCdoB, desde sua militância até seus quadros e dirigentes partidários, também marcou esse momento. Em sua análise, qual foi a importância dessa unidade?
Renato Rabelo: É nas grandes batalhas e diante dos grandes ataques que a luta política e de classe revela, que temos de ver também como o Partido se comporta. O PCdoB se comportou com uma característica essencial nessas horas, que é a unidade. Em situações como essas, tanto na guerra como na luta política, não pode haver desagregação. Porque a divisão leva justamente à derrota. A prova mais importante, mostrando que o Partido vai se colocando à altura, é que conseguimos nos unir. O Partido não recuou e se colocou de forma viva e audaz diante do ataque que sofreu. Começo pelo próprio ministro, o alvo direto dos ataques, que atuou com altivez e de forma determinada. Posso dizer que diante dessa grande batalha o Partido até cresceu. Durante a deflagração das denúncias, as conferências municipais e estaduais – que são uma norma estatutária e que vinham sendo realizadas em todo o país – se transformaram em grandes atos de desagravo ao ministro e em defesa do PCdoB.

Procuramos também demonstrar que o ataque contra o PCdoB foi igualmente um ataque ao próprio governo. O medo das forças reacionárias é que o governo seja ainda mais influenciado pelas forças de esquerda. Esse era um foco importante para desestabilizar e descaracterizar o governo. Percebemos que o governo teve essa compreensão porque um dos objetivos dos ataques era afastar o PCdoB. No ato de posse do ministro Aldo Rebelo – que aconteceu no Palácio do Planalto – a presidente Dilma Rousseff defendeu o Partido, dizendo que o PCdoB é fundamental para o seu governo, que o Orlando havia sido um ministro excepcional e que o novo ministro iria elevar e valorizar ainda mais o governo. A mídia ficou engasgada naquele momento. Por isso o ato não teve tanta repercussão.

Vermelho:
Além da disputa em grandes capitais nas eleições do próximo ano, qual será a importância do crescimento da base partidária em 2012?
Renato Rabelo: O Partido tem aumentado sua influência política e por isso tem atraído muita gente para se filiar. Durante o processo de conferências, nosso contingente cresceu 35% em alguns meses – inclusive incorporando lideranças populares, do âmbito intelectual e de diversos setores da sociedade.

O outro lado da medalha é que temos que nos estruturar e organizar. Isso é o que diferencia o PCdoB. Um partido estruturado tem muito mais força do que um partido que não é tão organizado e permanente. Lutamos e definimos tarefas, sobretudo tendo uma política de quadros – que também é uma grande conquista do Partido – que seja capaz de nos levar aos objetivos que traçamos. O Partido não é um ente abstrato, não está fora da contenda política. Quadros e uma camada grande de militantes são fundamentais.

Demos alguns passos nesse sentido e esse foi um dos fatores que causou temor em alguns setores. Um Partido estruturado, organizado, consciente e permanente é uma ameaça. Na prática, a resposta que temos que dar é fazer um grande esforço por um Partido mais forte ideologicamente e mais bem organizado.

http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/renato_rabelo_1022651.jpgVermelho: Diante dessa necessidade, qual é a importância do lançamento do Curso do Programa Socialista?
Renato Rabelo: Esse é um curso básico sobre o Programa do Partido – uma iniciativa que já vínhamos perseguindo – e que agora se tornou mais focal e pelo qual todos os filiados e militantes precisam passar. Temos que envolver todos os 280 mil filiados. Considero o curso como o primeiro liame de nossos militantes com o PCdoB. Sabemos que um partido bem organizado é uma grande força. Um partido pode ter uma política justa, mas se não tem uma organização forte essa força será sempre débil e sem condições de grandes enfrentamentos.

Vermelho: A questão da luta pela verdade no episódio dos ataques contra o PCdoB foi definida, na última reunião do Comitê Central do Partido, como prioridade. Como o Partido vai encarar essa tarefa?
Renato Rabelo: Nossa luta hoje é para repor a verdade. Essa é uma tarefa atual que não será deixada para segundo plano. Começando por demonstrar a inocência do ministro Orlando Silva, que é essencial. Vamos persistir e queremos demonstrar isso no menor tempo possível. Estamos com a verdade. Fomos vítimas de uma grande armação, de uma inquisição. Não podemos ficar submetidos a calúnias, mentiras e difamações como essas. Isso tudo leva o Partido a se levantar e foi por isso que o PCdoB se uniu.

Foi uma grande injustiça em uma situação muito desigual em que não tivemos o direito de defesa. Eles falavam para milhões e nós apenas para alguns milhares. Temos que fazer com que a verdade venha à luz do dia. Por isso todas as respostas políticas e orgânicas são importantes. O Partido crescer é uma grande resposta, termos uma grande vitória no pleito de 2012 é uma resposta. Alcançarmos um prestígio maior no seio dos movimentos sociais e sindicais, conseguirmos nos ligar mais ao povo e às massas, também são importantes respostas. Além, é claro, do terreno judicial para provar o mais rapidamente possível a inocência do ministro e a dignidade do Partido. Impetramos três ações e queremos que elas rapidamente sejam julgadas.

http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/renato_rabelo_922649.jpg

domingo, 1 de janeiro de 2012

100 anos de João Amazonas

Hoje, Dia da Paz Universal, 100 anos de JOÃO AMAZONAS, o paraense do mundo, trabalhador da Fábrica Palmeira, amigo de Dalcidio Jurandir, que virou presidente nacional do PCdoB nos anos de chumbo e comandante da Guerrilha do Araguaia. Mas quem foi de fato este grande brasileiro cuja propria grandeza se estampa no sobrenome Amazonas?


Dia 1º centenário de João Amazonas, dia 7 aniversário da Cabanagem, 10 nascimento de Dalcidio Jurandir, 12 da cidade das mangueiras... (Jose Varella)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Viva CUBA!

Há 146 milhões de crianças desnutridas no mundo.

 

Nenhuma EM CUBA!!!

Eleições 2012 serão palanque para PT pregar novo marco da mídia


Najla Passos

A necessidade de o Brasil democratizar seus meios de comunicação é um tema que estará no centro dos debates políticos nas eleições de 2012. No ano em que a imprensa derrubou um número recorde de ministros com acusações nem sempre comprovadas, e ao mesmo tempo silenciou sobre o livro-denúncia A Privataria Tucana, o PT decidiu usar as campanhas para prefeito em 2012 para colocar sua estrutura partidária a serviço da luta pela democratização da mídia.

Em resolução do Diretório Nacional aprovada no início de dezembro, durante encontro em Belo Horizonte (MG), o PT prega que seus candidatos e filiados aproveitem a eleição para defender um novo marco regulatório para emissoras de rádio e TV, em estudo no governo federal desde o fim da gestão Lula.

“Isso significa incluir a comunicação nas plataformas eleitorais, estimular candidaturas que levantem esta bandeira e se identifiquem com este movimento, articular a luta eleitoral com a luta social em torno deste movimento ao longo da campanha, assumir compromissos explícitos no âmbito municipal”, diz o documento.

Na resolução, a cúpula petista apresenta um roteiro para ser seguido pelos filiados neste assunto durante a campanha. Diretórios regionais e municipais devem mobilizar dirigentes, militantes, simpatizantes, parlamentares e gestores públicos (governadores, prefeitos, secretários, dentre outros). E recorrer a seus próprios instrumentos de comunicação, como sites, boletins, redes sociais e blogs.

O documento propõe, ainda, que o partido estimule a realização de seminários municipais e regionais para discutir o tema e apoie a criação de conselhos regionais de comunicação.

PT aproxima-se de jornais regionais, que crescem com verba federal


Najla Passos

 Na luta para democratizar a comunicação no país, o que na prática significa tentar esvaziar o poder de fogo dos veículos tradicionais, tidos como adversários políticos, o PT tem ajudado a dar visibilidade e apoio aos jornais regionais, aqueles de porte e alcance menor.

No início de dezembro, a Associação dos Diários dos Interiores (ADI) realizou seu primeiro congresso nacional, no início de dezembro, e contou com a presença de diversos petistas a prestigiar o evento.

A presidente da ADI, Margareth Codraiz Freire, vê com bons olhos o plano petista de aproveitar as eleições municipais para estimular a consolidação de uma imprensa mais plural, fora do eixo Rio-São Paulo. “Desde o governo Lula, o PT já vem operando a democratização da mídia, ao deixar de concentrar os recursos publicitários naqueles poucos jornais que se consideram grandes”, afirma.

A regionalização da verba publicitária do governo federal explodiu na última década, especialmente a partir no segundo mandato do ex-presidente Lula. de 2000 a 2010, o número de veículos de comunicação atendidos com verba oficial subiu de de 500 para 8 mil.

A presidenta Dilma Rousseff manteve essa política e, em 2011, mais de 230 veículos novos passaram a fazer parte da lista de pagamentos publicitários dos órgãos oficiais. Apenas jornais, são 2,3 mil.

Segundo Margareth, há jornais regionais que, no lugar onde circulam, têm muito mais importância na condução da opinião pública do que os três grandes jornais nacionais. “A tiragem dos jornais regionais é maior e eles penetram em locais onde os grandes não chegam”, esclarece ela.

Hoje, no interior do Brasil, há 380 jornais diários que, juntos, mantêm uma tiragem de mais de 20 milhões de exemplares. “Não é algo que um governo possa desconsiderar. E a mesma lógica vale parar rádios, sites, blogs e revistas”, acrescenta ela.

Margareth lembra que, antes do governo Lula, os jornais do interior, assim como rádios e sites, jamais receberam verbas publicitárias do governo federal. Vivam, principalmente, de anúncios do mercado privado. Agora, na gestão Dilma, essa participação foi ampliada. “Ainda assim, é ínfima. A participação do governo federal chega, no máximo, a 1,5% do faturamento líquido de alguns jornais”, contabiliza.

Fórum Social Temático 2012 terá Gilberto Gil, Manu Chao, Boaventura, Ramonet e presidentes


Fórum Social Temático 2012, que será realizado em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, de 24 a 29 de janeiro, já tem mais de 400 atividades autogestionárias inscritas. Estão confirmados, por exemplo, nomes como Boaventura de Sousa Santos, Ignacio Ramonet, José Graziano, Gilberto Gil, Manu Chao e João Pedro Stédile, entre outros. No dia 25 de janeiro, o FST 2012 deverá abrigar uma mesa de cúpula reunindo os presidentes de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A mídia ganhou e perdeu em 2011. Agenda de 2012 depende da privataria


Meios de comunicação buscaram impor orientação conservadora ao país. Ganharam, apesar de derrotados nas eleições de 2010. Embate pela agenda política de 2012 passa pelo destino que se dará à CPI da privataria. Ela pode ser uma espécie de “Comissão da verdade” do neoliberalismo. Tudo depende de existir pressão popular.

Gilberto Maringoni






terça-feira, 20 de dezembro de 2011

'Governo faz pouco contra spread escandaloso de truste bancário.'(entrevista com Paul Singer)



Para o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer, bancos públicos deveriam ser mais bem empregados para forçar queda do juro cobrado do cliente final pelo sistema financeiro. Em entrevista à Carta Maior, Singer diz que freada do crescimento foi resposta do governo a reação de bancos contra 'pleno emprego'. E mostra otimismo sobre PIB voltar a avançar a 5%, patamar que equivaleria a 7% ou 8%, com população crescendo pouco.

 O economista Paul Singer, de 79 anos, é talvez o mais longevo membro do segundo escalão federal. Levado ao governo pelo ex-presidente Lula, há oito anos e meio é secretário nacional de Economia Solidária, de onde assistiu incólume às recentes denúncias de corrupção que ceifaram cabeças no ministério do Trabalho.

No acanhado gabinete que ocupa no terceiro andar do ministério, Singer dedica-se a pensar e propor ações que permitam aos trabalhadores tocar a vida sem depender de grandes corporações. Ali surgem ideias de estímulo a cooperativas que substituem patrões ou de microcrédito para ser operado por bancos comunitários, a juro baixinho.

Para o professor, há um “escandaloso” e injustificável spread praticado por um “truste bancário” no Brasil. Ele acredita que discutir o juro cobrado pelos bancos nos empréstimos ao cliente final é hoje tão ou mais importante do que o debate sobre a taxa básica do Banco Central (BC), a Selic.

O governo, afirma o professor, erra ao usar muito pouco os bancos públicos para fazer concorrência contra o truste privado. Tirando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com seus empréstimos subsidiados para as empresas, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF) praticamente não se diferenciam do sistema financeiro privado.

O que é incomprensível, considerando que o governo, nas palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, aposta hoje no crédito como arma para reativar a economia depois do PIB zero do terceiro trimestre.

Segundo Singer, essa estagnação resultou de reações do sistema financeiro ao “pleno emprego” no Brasil e levou os bancos a promover um campanha, via imprensa, de que haveria pressões inflacionárias fortes demais. Resultado: o governo tomou medidas contra o crescimento no fim de 2010 e no início de 2011, e os efeitos da crise europeia encarregaram-se de potencializá-las.

Estas e outras reflexões de Paul Singer, o leitor confere abaixo na entrevista exclusiva que ele deu à Carta Maior.

Por que o Brasil teve PIB zero no terceiro trimestre?

PAUL SINGER: Estávamos num crescimento muito vigoroso em 2010, que em parte foi recuperação do crescimento que não houve em 2009, por causa da grande crise internacional. Com esse forte crescimento, a economia chegou ao que eu julgo que é pleno emprego: ninguém fica desempregado muito tempo, só algumas semanas. Uma das consequências do pleno emprego são pressões salariais. O Dieese [Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconomômicos] divulgou que a grande maioria dos acordos salariais registrou ganhos reais para os trabalhadores. Isso gerou no mercado financeiro, principalmente nos bancos, uma expectativa de inflação. E uma campanha, desencadeada pelos bancos, pelos seus economistas, seus porta-vozes que têm muito acesso à imprensa, de que era preciso que o BC aumentasse os juros, para dar um breque no crescimento, antes que a inflação se tornasse incontrolável. Também tivemos problema de expectativas, por causa daqueles pobres países da periferia da União Europeia.

Há quem ache que houve aí intensidade exagerada do governo brasileiro em conter o crescimento, inclusive porque também foi feito um grande arrocho fiscal. Houve exagero?


SINGER: Eu fui contra a elevação dos juros quando foi feita, ao longo de todos esses anos. Nossos juros são fora de série, quanto mais você conseguir aproximá-los dos níveis usuais no mundo, tanto melhor para nós. O esforço brasileiro deveria ser normalizar os juros. Mas não conseguiu porque, cada vez que a economia tende ao pleno emprego, o BC interveio de uma forma bastante drástica. 

Inflação e pleno emprego são uma tensão permanente ou ela tem como ser superada?

SINGER: Tem, tem como ser superada.

Como?


SINGER: Substituindo o capitalismo por economia solidária. Esse é um processo que está de alguma maneira acontecendo. Na economia solidária, nas cooperativas, não tem luta por salário. Os trabalhadores são os donos da empresa e decidem quanto vão retirar por mês, mas dentro das possibilidades da cooperativa. Certamente, a situação de pleno emprego não fará os trabalhadores das cooperativas aumentar sua retirada. Só se ela aumentar sua produção, conseguir vender mais a preços melhores.

No marco do capitalismo não tem como superar?

SINGER: Não quero ser tão radical... Houve tentativas. Quando houve os 30 anos gloriosos antes do neoliberalismo, houve um crescimento muito forte da economia capitalista com pleno emprego, era a política keynesiana. O pleno emprego foi inscrito nas constituições. E havia pressões inflacionárias, claro que havia. E as tentativas que houve foi fazer um entendimento político com os sindicatos. Colocar os patrões, as centrais sindicais e o governo, de forma tripartite, para negociar aumentos de salários e de preços, controlar os dois, para que a inflação fosse pequena. Foi chamado de neocorporativismo. Deu muito certo na Suécia, na Áustria... Mas o cômputo geral dessas tentativas não foi bom. Chegou-se à conclusão que isso dava certo em poucos países, porque exige uma unidade muito grande entre os trabalhadores e entre os patrões. Tem que pensar que as empresas competem entre si, não é simples alinhar todas. E os trabalhadores tampouco. Começou a haver greves selvagens contra os sindicatos. E de fato a inflação acabou sendo maior.

O senhor acha que o pleno emprego veio para ficar no Brasil ou precisa ser cultivado?

SINGER: Precisa ser cultivado, claro. Se isso que aconteceu no terceiro trimestre se repetir, se a economia, sei lá, estagnar, não crescer mais, aí pode acontecer que você tenha aumento do desemprego e saia da situação de pleno emprego. Eu digo pode porque o outro fator importante, que é o demográfico, nesse momento não pesa. Se essa entrevista fosse cinco anos atrás, minha resposta seria enfaticamente: "Se não crescer, vem desemprego”. Porque teriam jovens entrando no mercado de trabalho incessantemente.

Se a luta política entre trabalhadores, por emprego, e sistema financeiro, por inflação baixa, não vai acabar, cabe ao Estado arbitrar. Para o senhor, o Estado está arbitrando corretamente?

SINGER: Nesse ponto, a política da presidenta Dilma é diferente do presidente Lula, é a nossa grande novidade macroeconômica. E e eu servi aos dois presidentes, não tenho preferência. 

Acha possível ou desejável acelerar a queda da taxa de juro? Ou aliviar o superávit primário? Ou os dois?


SINGER: Não há a menor dúvida de que nós deveríamos chegar a juros civilizados. Os americanos estão com juro zero, se você descontar a pequena inflação que eles têm, estão com juro negativo. Não só eles. Os países europeus todos estão praticando uma taxa de juros muito pequena. Isso é positivo até do ponto de vista da distribuição de renda. O juro é um pagamento de quem ganha menos para quem ganha mais, é uma forma de concentração de renda. É uma discussão antiga no Brasil. Desde que a inflação foi debelada pelo Plano Real, era de se esperar que a taxa de juros regredisse. E não estou pensando na Selic [a taxa básica do BC], não, estou pensando nos juros cobrados pelos bancos. Hoje, estamos com juros ao consumidor de, sei lá, 6%, 7%, 8% ao mês, e uma inflação de 0,5% ao mês, ou menos. É um spread escandaloso, não tem como justificar. Há um truste bancário. Uma das coisas que o governo podia fazer, e faz parcialmente, muito pouco, é reduzir a taxa de juros dos bancos oficiais. A Taxa de Juros de Longo Prazo [TJLP] do BNDES já está quase civilizada, quase zero real. Se o BNDES pode fazer isso, qualquer banco público também pode.

Só a concorrência dos bancos públicos pode baixar os spreads que o senhor chamou de escandalosos? Ou o governo poderia fazer algo além
?

SINGER: Você poderia fazer uma lei limitando os juros, existe a lei da usura. Mas a gente geralmente procura as formas politicamente menos provocativas. E o governo não quer provocar o sistema financeiro.

Acredita que o Banco do Brasil e Caixa Econômica teriam mesmo condições de trabalhar com juros como os do BNDES?

SINGER: Não estou acompanhando os balanços bancários, mas comparando a situação dos bancos brasileiros com qualquer banco europeu, norte-americano... Qualquer um pratica juros muito menores.

O interesse do sistema financeiro também se manifesta no superávit primário. Aí o senhor acha que o governo tem de mudar a política também?

SINGER: A questão toda é o que queremos fazer com a dívida pública brasileira, sendo que a nossa, comparativamente, é pequena. A política dos oito anos do governo Lula foi de reduzir a dívida pública, isso foi muito bom para o Brasil. Para os próprios banqueiros também foi bom. Uma política conservadora, dê o nome que você quiser. E a Dilma está fazendo por igual. Agora, vamos supor que o governo brasileiro estivesse tão bem que pudesse pagar, sei lá, 10% da dívida a cada ano. No segundo ano, eu preveria que haveria escassez de moeda. Seria terrível para a economia, a economia pararia de crescer. O sistema financeiro capitalista exige dívida pública, o título é sempre o mais seguro, é o lastro da moeda emitida pelos bancos. Se falta moeda, todo mundo guarda moeda. Cria nas pessoas a ânsia do entesouramento, não botariam dinheiro no banco, mas numa caixa. Você não compra, para guardar. E não comprar significa crise. É preciso ter um suprimento de moeda, e essa moeda básica é a dívida pública. O ideal seria praticamente manter ou até ampliar um pouco a dívida, na medida em que a economia inteira está crescendo.

No PIB zero, só a agropecuária cresceu com suas exportações...

SINGER: É, estamos matando a fome dos chineses...

A qualidade do desenvolvimento brasileiro está bem distribuída, na sua opinião?


SINGER: Difícil responder essa pergunta. Diria que efetivamente nos transformamos no maior exportador de alimentos do mundo, acho que mais do que os EUA, que são um clássico exportador. Isso é uma coisa que ajuda a economia brasileira. O ideal é ter uma balança comercial equilibrada, e estamos perdendo espaço na exportação industrial, inclusive por causa da valorização do real. Isso tem um pano de fundo muito feliz, não para o Brasil, mas para o mundo. Estamos numa crise de escassez de alimentos, uma crise que a FAO [a agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura] já proclamou, houve um grande aumento de preços em 2008, e as pessoas não conseguiam comer. Nesse ambiente, o Brasil tem uma posição privilegiada. Mas crescer em cima da infelicidade e da fome dos outros, não é uma boa. O que acho que o Brasil precisa fazer é ajudar principalmente a África a produzir seus alimentos. A África foi colonizada e foi extremamente mal orientada, hoje importa seus alimentos. Nós temos muito para oferecer, uma tecnologia agrícola respeitável.

O senhor mencionou o câmbio. Acha que o Brasil tem que se adaptar a ele ou o câmbio tem que se adaptar ao Brasil?

SINGER: Já está bem melhor do que já foi. Talvez o dólar devesse ainda subir, mas não muito, talvez até R$ 2. O que está sendo muito discutido hoje pelos meus colegas é a desindustrialização. O Brasil hoje tem uma exportação industrial menor do que já teve e, ao mesmo tempo, estamos exportando produtos agrícolas. O peso da agricultura na economia está aumentando, mas da indústria não. Seria importante o Brasil acompanhar o resto do mundo no avanço tecnológico.

E como se altera a equação cambial?


SINGER: O governo tem recursos para ter a taxa de câmbio que ele considera a melhor, não temos mais a política que nós herdamos do Fernando Henrique, a tal da livre flutuação, não vejo nenhuma vantagem na livre flutuação, porque ela é totalmente financeira. Se o câmbio determinado no mercado fosse pela troca de mercadorias, por serviços... Se fosse da economia real... Mas não, a grande demanda por dólares é dos especuladores, e aí podemos ter taxa de câmbio desfavorável aos interesses do país.

O senhor acha possível atingir 5% de crescimento no ano que vem, diante do impulso pequeno dado no segundo semestre deste ano?

SINGER: É muito difícil fazer projeção para o ano que vem, a partir deste ano. A grande incógnita é em que medida a situação internacional vai degringolar ou não. Porque, nesse momento, o foco da incerteza é só a Europa. E por uma anomalia política, a meu ver. A direita europeia está chegando ao poder em países em que tinha perdido as eleições com a bandeira da austeridade. E a austeridade significa recessão, significa cortar brutalmente os gastos públicos, piorar os serviços sociais, mandar uma parte dos funcionários públicos para casa, tudo para reduzir o gasto público e tentar reduzir a dívida. Mas isso a Europa ocidental. Os Estados Unidos, tenho a impressão que está se recuperando, a China e a Índia, que são na verdade os grande motores da economia mundial, estão mantendo um bom crescimento... Acho que a previsão do Guido [Mantega, ministro da Fazenda]tem boas chances de se realizar, não é impossível, talvez nem improvável. E política tem que ser essa mesma, de manter um crescimento de 5% é uma meta boa. Nós deixamos de crescer como população. Isso torna um crescimento de 5% algo equivalente a 7%, 8%.

O que o Brasil pode fazer adicionalmente para crescer?

SINGER: Distribuir renda. Nós somos um país, eu diria, em grande medida autossuficiente. Numa época nossa grande dependência externa era o petróleo, mas isso com o pré-sal mudou completamente, nossos potencialmente um grande exportador. Do que nós dependemos, o que precisamos importar tanto que não só possa produzir no Brasil? Nós podemos ainda substituir importações, nós deveríamos ter substituído. Mas, como barreira externa, não vejo nenhuma ameaça.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O ALVO É OUTRO


(artigo de capa da Revista Retrato do Brasil - sobre a substituição de Orlando Silva, etc.)

Com a repetição de denúncias contra ministros e a criação incessante de pequenos fatos jornalísticos em geral mal investigados, a grande mídia conservadora visa transformar o governo Dilma num grande escândalo político

A substituição do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, numa cerimônia na qual a presidente Dilma Rousseff fez grandes elogios a ele, a seu sucessor, Aldo Rebelo, e à legenda de ambos, o PCdoB, foi considerada, pelos maiores meios de comunicação do País, um escárnio, um desprezo à opinião pública. Jornais e revistas como O Estado de S. Paulo, O Globo, Veja, Época e IstoÉ promoveram uma agressiva e eficiente campanha de denúncias contra Silva e seu partido e acham que falam de um Olimpo, acima do bem e do mal, em nome de todos, “da sociedade”, como se fatos extraordinários tivessem se arremessado sobre eles por imposição divina, para que denunciassem a gestão do ex-ministro e de seu partido no Ministério do Esporte.

Mesmo os mais ingênuos sabem, no entanto, que não é assim. Os fatos não se impõem aos jornais por conta própria nem são selecionados por uma divindade superior, imune aos interesses dos mortais comuns. O jornalismo é parte da luta política. Os fatos são empurrados para a mídia por pessoas, que representam interesses – próprios, de grupos, de classes sociais. A campanha contra Silva foi deflagrada pelo PM João Dias Ferreira, que chegou a ser candidato a deputado distrital pelo PCdoB em 2006 e de quem o Ministério do Esporte cobrava cerca de 4 milhões de reais. Ferreira estava ameaçado de perder todos os bens, em função de ação iniciada pelo ministério e levada adiante pela Justiça federal, que o acusava de ter desviado aquele montante para benefício próprio, pela manipulação, com notas “frias”, das contas de um convênio com o ministério.

O ataque a Silva foi combinado também com uma ofensiva contra o governador do Distrito Federal (DF), o ex-ministro do Esporte e também ex-militante do PCdoB Agnelo Queiroz. Nessa parte da campanha foram usadas pessoas que compunham o grupo do PM, mas se voltaram contra ele depois de terem sido cooptadas pela Polícia Civil do governo do DF em 2010. E até as crianças menos ingênuas da capital federal sabem que as forças derrotadas por Queiroz na campanha do ano passado estão vivas na política do DF e interessadas em desestabilizá-lo. Tanto o PM Ferreira quanto seus dissidentes acharam na grande mídia conservadora aliados essenciais.

A história de Ferreira foi divulgada pelo semanário Veja e pelo diário O Estado de S. Paulo. Veja divulgou o depoimento do PM na sua edição que começa a circular nacionalmente no sábado sem investigar praticamente nada da história e sem efetivamente dar ao ministro acusado o direito de defesa – pois o conteúdo mais preciso da acusação, como disse a RB o secretário-executivo do ministério, Waldemar de Souza, só foi recebido no final da tarde da sexta-feira anterior. Mesmo assim a revista apoiou a acusação com vastas considerações editoriais. O jornal paulista, em editorial, já na segunda-feira seguinte, 17 de outubro, após Veja estar em todo o País com a entrevista do PM afirmando ter Silva recebido na garagem do ministério 1 milhão de reais de dinheiro ilícito, disse claramente que a presidente Dilma deveria demitir o ministro do Esporte, mesmo sem essas acusações estarem minimamente documentadas. Como fizera uma campanha de denúncias contra o ministério no início do ano, também sem provar nada, talvez o grande diário conservador se julgasse no direito de exigir a demissão de um ministro apenas porque o denunciava.

A campanha contra Queiroz foi liderada pela IstoÉ, com um artigo de capa no qual a semanal pretendeu revelar “com detalhes como o atual governador de Brasília teria montado um propinoduto para desviar dinheiro público no Ministério do Esporte”. O material básico com o qual IstoÉ trabalhou é, no fundo, o mesmo de Veja. Foi produzido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) no final do primeiro semestre de 2010, num inquérito estranho que investigava desvio de verbas federais – que é da competência da Polícia Federal (PF) e não da Polícia Civil.

Já se vivia, então, a plena campanha eleitoral, a qual disputaram, de um lado, Queiroz, e, de outro, Weslian Roriz, a mulher de Joaquim Roriz, o grande político do DF, cuja candidatura fora vetada pela Justiça. Ferreira e mais cinco pessoas ligadas a ele foram presas em abril daquele ano. Duas pessoas que aparentemente participavam do esquema de manipulação de verbas de convênios com notas “frias”, Geraldo Andrade e Michael Silva, foram cooptadas pela PC-DF e depuseram a favor de Weslian, no programa eleitoral de TV, algum tempo depois. Esses mesmos depoimentos foram usados agora contra o governador Queiroz, e gravações de conversas de Ferreira daquela época, apreendidas em sua casa pela PC-DF, foram usadas, agora, por IstoÉ e Veja, contra Queiroz e Silva.

Não se deve acreditar que a grande mídia conservadora aja assim por acaso e, tampouco, que faça isso por participar de uma grande conspiração, inventando fatos do nada para infernizar um governo de serafins e querubins. A grande mídia tem um método, é o denuncismo. Fez com Silva exatamente o que fez em 2005, logo após as denúncias do então deputado do PTB Roberto Jefferson, que apontou o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, como o chefe da operação conduzida pelo tesoureiro do PT à época, Delúbio Soares, e pelo publicitário mineiro Marcos Valério. O esperto presidente da sigla trabalhista tinha criado, para usar o jargão do jornalismo, a “retranca” do “mensalão”.

O Estadão, por exemplo, foi, também, o primeiro a dizer, em editorial, que Dirceu era o chefe do mensalão. Foi ainda peça destacada da grande mídia na campanha de denúncias que levou tanto à demissão, a pedido, quanto à cassação, pelo Congresso, do deputado Dirceu, sem que, até agora, tenham sido apresentadas outras provas concretas – além da palavra de Jefferson – de que ele comandava o tal esquema. No caso da demissão do ministro do Esporte, o jornal criou uma retranca chamada de “esporteduto” sob a qual, além de trabalhar pela demissão de Silva, procurou desmoralizar os comunistas do PCdoB.

A grande mídia não constrói seu ponto de vista do nada a partir de um amontoado de mentiras. Jornais e revistas são editados com propósito, segundo regras, por um corpo de grandes editores nomeados pelos patrões. E todos têm dezenas de jornalistas e profissionais que todo dia acrescentam ao tema no qual estão focados miríades de informações. Dito de outra forma: a avalanche de informações que divulgam, de modo geral, não é falsa por ser um conjunto de pequenas mentiras; ela induz o leitor ao erro contando pequenas verdades, indo em busca apenas de coisas que são do interesse dos patronos dos editores. Fazendo uma avaliação muito ampla, pode-se dizer que há verdades parciais, “malfeitos” para usar a expressão da presidente Dilma, em todas as matérias de denúncias publicadas pelos grandes veículos citados.



O legado dos EUA no Iraque, oito anos depois da invasão


Aqueles que se arvoram defensores dos direitos humanos e da democracia, são na realidade, os maiores criminosos da história da humanidade. Os fatos e os dados não mentem...

"Passaram-se oito anos e os Estados Unidos fecharam a porta do Iraque deixando um desastre atrás dela. Durante o conflito, morreram mais de 100 mil civis, 4.800 soldados da coalizão perderam a vida (4 .500 dos EUA), junto com 20 mil soldados iraquianos. Para os iraquianos, o legado da invasão é morte, dezenas de milhares de mutilados, insegurança, desemprego, falta de água potável e eletricidade. A democracia exportada com bombas ultramodernas não mudou o curso das coisas."

Eduardo Febbro - Correspondente da Carta Maior em Paris

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SEPUB se filia à CTB


O SEPUB - Sindicato dos Servidores Públicos Civís do Estado do Pará, realizou Assembléia Geral hoje em sua sede, aprovando por unanimidade, sua filiação à CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

“Silêncio da mídia com o livro do Amaury será rompido - "Privataria de Serra”



Editor de A privataria tucana percebeu que tinha uma bomba nas mãos ao conhecer a documentação reunida pelo autor. Segundo ele, muita gente vai se decepcionar com José Serra. “Resta a ele vir a público dizer que não sabia de nada. Mas falar que não sabia das movimentações milionárias da filha é algo difícil de acreditar”, afirma Emediato.




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Crise oferece oportunidade de persistir na queda dos juros e de enfrentar a regulamentação da mídia

Por Renato Rabelo (presidente do PCdoB

"A grande crise mundial do capitalismo que, neste momento, se espalha pelo mundo e se agrava na Europa também atinge a economia brasileira. Contudo, contraditoriamente, essa crise descortina oportunidades para o Brasil superar duas barreiras que freiam o desenvolvimento e a construção da democracia: a política macroeconômica balizada em juros altos e defensiva fiscal constante e o cerceamento do direito da sociedade à informação – direito este sufocado pelos oligopólios que controlam os veículos e o sistema de comunicação. Romper obstáculo s para acelerar o desenvolvimento nacional é o desafio inadiável do governo Dilma Rousseff quando ele completa seu primeiro ano."

sábado, 10 de dezembro de 2011

AMANHÃ É O DIA DO NÃO

Vamos demonstrar nossa repulsa ao divisionismo votando NÃO á DIVISÃO DO ESTADO DO PARÁ.
É 55 nas urnas contra a criação de CARAJÁS e 55 contra a criação do Estado do TAPAJÓS.
Por um novo projeto de desenvolvimento para o Estado do Pará!!!!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Vai ficar por isso mesmo?

A Secretaria Municipal de Saúde de Belém não se emenda, mesmo. Agora deixou de pagar o aluguel das ambulâncias dos postos de saúde de Belém, o que já levou à suspensão dos serviços. Mais de 10 unidades móveis estão paradas há uma semana. Enquanto isso, a população pobre, que já sofria muito com o serviço deficiente, está desassistida. É conduta que pode e deve ser enquadrada e punida como homicídio culposo, pelo descumprimento do dever de cuidado, previsibilidade do resultado, assumindo, com isso, total responsabilidade pelo que ocorrer, além da evidente imprudência, negligência e omissão.

Postado por Franssinete Florenzano em seu blog.

"Lábios que eu beijei" com Jacob do Bandolim

Vale apenas escutar esse clássico de J. Cascata e Leonel Azevedo. Sensacional!!! Pra quem gosta de boa música...

http://youtu.be/YW-DXpj2-Uo

PC do B apresenta carta aberta em defesa do SUS


SUS é patrimônio público
O Partido Comunista do Brasil- PCdoB saúda as delegadas e os delegados à 14ª Conferência Nacional de Saúde, momento de fortalecimento do SUS público e de qualidade e da construção de um Brasil justo, democrático e soberano.
Um novo Projeto Nacional de Desenvolvimento é uma necessidade premente para o pais. Crescimento da economia, afirmação da soberania nacional, valorização do trabalho, distribuição de renda e consolidação da democracia são prioridades para o desenvolvimento brasileiro. No que diz respeito a saúde, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) é estratégico e se relaciona com o desenvolvimento econômico e social do nosso pais.
O contexto de consolidação da democracia que o Brasil vive com a eleição de Dilma presidente, cria condições para se ampliar o debate e implementar medidas vinculadas a uma das vertentes da democratização da sociedade: a universalização da saúde.
Mais financiamento
O Brasil investe em saúde apenas 3,7% do PIB. Metade do necessário, segundo parâmetros da OMS. O sub-financiamento ao lado de outros fatores, impede que a constituição do SUS seja plena e implica em inúmeras dificuldades na gestão pública para garantir a atenção à saúde da população.
É prioridade ampliar o investimento em saúde para que o SUS possa ser efetivamente público, universal, amplo, gratuito e de qualidade. Para a plena implementação do SUS é também fundamental que recursos sejam destinados à valorização do trabalhador, viabilizando o Plano de Cargos, Carreiras e Salários e a educação permanente.
Regulamentação da Emenda 29, determinando que 10% da receita corrente bruta da União sejam destinados à saúde, sem incidência da Desvinculação de Recursos da União (DRU) – que hoje permite ao Governo Federal redistribuir 20% de sua receita para todos os ministérios; superação das amarras impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal; além de analisar propostas de novas fontes de financiamento,a exemplo da taxação das grandes fortunas e a da contribuição social para a saúde, iniciativas que devem se inserir na defesa do SUS.
Mais acesso
É necessário atualizar os patamares de qualidade, integralidade e equidade viabilizando serviços e prioridades de acordo com as necessidades. É decisivo intensificar o processo de regionalização do SUS, promover o acesso com acolhimento e qualidade, priorizando a Atenção Básica como porta de entrada. Acesso público, gestão pública e controle social atuante são fundamentais para a completa implementação do SUS.
O PCdoB considera que as 4 mil conferências realizadas em todo o Brasil com a participação decisiva de usuários, gestores e trabalhadores demonstram a força mobilizadora em defesa do SUS público e de qualidade.
A plenária final da 14ª CNS tem a responsabilidade de construir uma agenda política para o avanço do SUS que priorize:
1.Ampla participação dos usuários, incorporando novos setores sociais na defesa do SUS
2. Atuação sobre os determinantes sociais que geram desigualdades nas condições de saúde da população do campo e da cidade, como as condições sócio-econômicas, de gênero, raça e etnia, e orientação sexual
3. Defesa de um projeto de desenvolvimento que oriente políticas de emprego, moradia, acesso a terra, saneamento, esporte, cultura, segurança pública,segurança alimentar integradas à politica de saúde
4. Fortalecimento o setor industrial de pesquisa e inovação em saúde, para diminuir a dependência externa em área tão sensível para a soberania do país
5. Aprovação da regulamentação da EC-29, na perspectiva de dobrar os recursos que hoje são investidos no sistema público.
6. Valorização os trabalhadores e trabalhadoras no setor saúde. Investir na formação de profissionais de acordo com as necessidades da população e dotar esses trabalhadores de condições adequadas de trabalho, salários dignos e carreiras definidas de acordo com as diretrizes da mesa nacional de negociação
7.Defesa da gestão do SUS pública, contra a dupla porta de entrada nos serviços e a terceirizacao da gestão. Persistir na defesa de controle social amplo sobre a gestão.
8. Implementação da politica de regionalização do SUS, constituição de redes e qualificação e consolidação das relações interfederativas, sempre na perspectiva de controle social amplo.

SUS é patrimônio público.
                         PCdoB



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

SEMINÁRIO DIREITOS HUMANOS E A REALIDADE NO PARÁ – REFLEXÃO E AÇÃO - CNBB



ANIVERSÁRIO DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS – 63 ANOS

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada e proclamada na Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Para celebrar a data, a Comissão Justiça e Paz Norte 2 – CNBB realiza, no dia 07 de dezembro de 2011, o Seminário Direitos Humanos E A REALIDADE NO PARÁ – REFLEXÃO E AÇÃO.

PROGRAMAÇÃO:

Dia: 07 de dezembro de 2011

Local : Sede da CNBB – Trav. Barão do Triunfo,3151 -Marco

09h00 – Coletiva de Imprensa

10:00 h – Abertura do Seminário

10h30min – O MODELO ECONÔMICO NO PARÁ FRENTE AOS DIREITOS HUMANOS E O MEIO AMBIENTE Felício Pontes Júnior – Procurador Federal e Integrante da Comissão Justiça e Paz – Regional Norte2 - CNBB.

12h30min – Intervalo

14:00 h – CRIMES CONTRA OS DIREITOS HUMANOS – PRÁTICA ATENTATÓRIA AO ESTADO EMOCRÁTICO DE DIREITO: -VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES – -O EXTERMÍNIO DE JOVENS - INEFICIÊNCIA DO PODER PÚBLICO EM COMBATER ESSES CRIMES.

Fábia Mussi de Oliveira Lima – Promotora de Xinguara

15h30min – DEBATE A REALIDADE PARAENSE: É POSSÍVEL REVERTER ESSE QUADRO?

Mary Cohen (OAB nacional) e Integrante da Comissão Justiça e Paz – Regional Norte 2 – CNBB

17h – Confraternização



sábado, 3 de dezembro de 2011

1º CONGRESSO NACIONAL DAS MULHERES INDÍGENAS 2012

A Presidenta Nacional das Mulheres Brasileiras Indígenas-Índia Tikuna

We'e'ena Miguel, reuniou no Dia 30 de Novembro de 2011das 08:00 horas da

manhã ás 18:30 horas no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo 112

lideranças indígenas que elegeram o grupo de trabalho para a organização do

1º CONGRESSO NACIONAL DAS MULHERES INDÍGENAS 2012, que será no Memorial da

América Latina em São Paulo - Brasil.

Audiências Públicas iniciam ações para elaboração do PLHIS


Ascom Sehab

O município de Belém, enquanto principal cidade da RMB (Região Metropolitana de Belém) apresenta questões sociais de grande profundidade, como é o caso da questão habitacional, que conforme estudos sobre o déficit habitacional apresentado no Diagnóstico Habitacional de Belém precisaria de aproximadamente 73mil novas unidades habitacionais. Nesse sentido, o poder público em âmbito nacional desde o ano 2000 tem buscado apontar soluções que responda não apenas às questões sociais em Belém, mas no país como um todo.

Assim, o governo federal, atendendo a uma reivindicação histórica do movimento social pela reforma urbana instituiu a Lei no 11.124, de 16 de junho de 2005, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social – SNHIS, criando o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social FNHIS e o Conselho Gestor da Habitação. O Fundo tem o objetivo de centralizar e gerenciar os recursos orçamentários destinados à execução das políticas habitacionais direcionadas à população de menor renda.

A partir dessa política pública as diferentes esferas governamentais devem responder pela política de habitação, instituindo o sistema em suas respectivas esferas. Nesse sentido, os planos habitacionais de âmbito estadual e municipal têm o objetivo de viabilizar uma atuação articulada entre os municípios, estados, Distrito Federal e a União.

O Município de Belém, através da coordenação da Secretaria Municipal de Habitação de Belém (Sehab) e do CMHIS (Conselho Municipal de Habitação de Interesse Social) inicia o processo para a elaboração do PMHIS (Plano Municipal de Habitação de Interesse Social de Belém), com a assessoria do Instituto Amazônico de Planejamento, Gestão Urbana e Ambiental – IAGUA.

A primeira etapa do processo realizou-se a partir da construção metodológica que definiu o como seria desenvolvido todo o processo de elaboração do Plano Local de Habitação de Interesse Social-PLHIS.

A segunda etapa elaborou o Diagnóstico Habitacional de Belém (DHB), que é constituído de cinco volumes e que contém uma leitura da realidade da cidade de Belém, no que tange aos aspectos econômicos e sociais da questão da habitação, este deve ser apresentado, sinteticamente, à comunidade participante das Audiências Públicas que serão realizadas no mês de dezembro, compondo a terceira etapa com objetivo de elaborar o Plano de Ação, que deverá identificar os caminhos para superar o déficit habitacional e melhorar a qualidade de moradia da população.

Nesta terceira etapa serão realizadas oito Audiências Públicas, que constituirão espaços de debate e aprovação de informações, subsídios e propostas para o PMHIS e também deverá debater sobre a participação popular na Conferência Municipal de Habitação em Belém, devendo, portanto, escolher delegados por distrito administrativo para se fazer presente na Conferência Municipal, a ser realizada no dia 28 de dezembro de 2011 em horário e local a ser determinado.

Abaixo, segue o calendário das Audiências Públicas:

Distrito Administrativo de Belém – DABEL;

Local: Ginásio de Esportes Maestro Altino Pimenta

Data: 02/12/2011 Horário: 16 às 20h.


Distrito Administrativo de Icoaraci – DAICO;

Local: Liceu Escola de Artes e Ofícios “Mestre Raimundo Cardoso”.

Data: 05/12/2011 Horário: 16 às 20h.


Distrito Administrativo do Guamá – DAGUA;

Local: SEB Imperial

Data: 07/12/2011 Horário: 16 às 20h.


Distrito Administrativo do Benguí – DABEN;

Local: Auditório do DETRAN-Pa.

Data: 19/12/2011 Horário: 16 às 20h.


Distrito Administrativo do Outeiro – DAOUT;

Local: Escola Bosque.

Data: 13/12/2011 Horário: 09 às 13h.



Distrito Administrativo do Mosqueiro – DAMOS;

Local: Escola Municipal de Ensino Fundamental Honorato Filgueiras.

Data: 15/12/2011 Horário: 16 às 20h


Distrito Administrativo da Sacramenta – DASAC;

Local: Escola Salesiano do Trabalho

Data: 17/12/2011 Horário: 16 às 20h.


Distrito Administrativo do Entroncamento – DAENT;

Local: Comando Geral da Polícia Militar


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

PCdoB realiza seminário eleitoral em Belém


Acontece nesse fim de semana (02 e 03) na Câmara Municipal de Belém o Seminário "Acumular força pra lutar em defesa do povo!" que debate politica, planejamento, marketing e legislação eleitoral. 


O evento é promovido pelo Comitê Municipal de Belém e pelo Portal Vermelho-Pará e conta com a presença de representantes de partidos de esquerda como: PV, PSB, PT, PSOL onde será debatido um programa popular para Belém apresentado por Jorge Panzera pré-candidato a prefeitura municipal pelo PCdoB.

Na programação teremos também oficinas de planejamento, marketing e legislação eleitoral.

Para a presidente do Comitê Municipal do PCdoB-Belém, Leila Márcia Santos o evento busca unir e aproximar as forças progressistas da capital paraense para debater alternativas de uma futura gestão democrática e popular na cidadel das mangueiras.

“Nossa cidade precisa voltar a ser governado por forças comprometidas com as lutas populares e com o progresso, Belém vive um caos com pioras nas condições de vida do povo, falta de saneamento, coleta de lixo, saúde, educação entre outras políticas publicas, sentidas por nossa população”.

Precisamos construir uma gestão democrática que dialogue com a população afirmou a presidente.

O evento tem também como objetivo aglutinar a chapa própria do PCdoB em Belém e qualificar os candidatos para a batalha eleitoral de 2012.

Confira abaixo a programação:

Dia 02-12

Mesa redonda:

18:00h - “Um programa popular para Belém no contexto do NPND (Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento)”
Coordenação: Leila Márcia (Presidenta do Comitê Municipal de Belém)
Expositor: Jorge Panzera (Presidente Estadual do PCdoB-Pará)
Debatedores: Representantes do PV, PSB, PT, PSOL

Dia 03-12

09:00h - Palestra “Planejamento e Marketing Eleitoral”
Expositor: Moisés Alves (Secretário Estadual de Comunicação do PCdoB-Pará)

10:00h – Debate sobre o tema

12:00h- Intervalo para o almoço e leitura de materiais

14:00h- Palestra “Legislação Eleitoral”
Expositor: Dr. Mário Hesketh (Advogado, estudioso do tema)

15:00h - Debate sobre o tema

16:00h – “Oficina de planejamento das campanhas eleitorais”
Exposição do trabalho

18:00h - Encerramento