quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Policia Militar em estado de Greve




na manhã desta quarta-feira (18), o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia MIlitar e do Bombeiros do Pará, cabo Edivaldo Xavier, disse que 'o objetivo da categoria é negociar e não fazer grave'. No final da tarde de ontem, a coordenação do movimento grevista se reuniu com o Secretário Estadual de Segurança Pública, Luiz Fernandes Rocha, e recebeu a proposta de reajuste que será levada à assembleia da categoria, marcada para às 18h de hoje, em Belém.


De acordo com Edivaldo, o governo ofereceu um reajuste de 14,3% em cima do salário dos soldados e escalonamento de 5% nos salários dos demais cargos, mas a categoria quer um reajuste de 100% nos salários devido às perdas. 'Na assembleia de hoje, nós vamos mostrar a proposta do governo para categoria e, só assim, vamos poder dar uma resposta para sociedade sobre a greve ou não'. Edivaldo ainda ressaltou que o movimento pretende negociar até chegar a um acordo, mas que se não forem atendidos, uma possível greve pode acontecer a partir desta quinta-feira (19).

Na reunião de ontem, o movimento também pediu a abertura de uma mesa de negociação permanente para a discussão de outras exigências, como o aumento da gratificação de risco de vida, que hoje é de 50% para 100%; o cumprimento da lei de interiorização, que prevê o pagamento de uma vantagem na remuneração aos PMs que trabalham no interior; e definição e diminuição da carga horária, pois, hoje, segundo as lideranças, não há carga horária oficial e os militares chegam a trabalhar 200 a 250 horas por mês. A proposta é fixar a carga horária em 40 horas semanais.


'Estamos tentando levar essa possibilidade de negociação até o último momento do jeito que a tropa está querendo', finaliza Edivaldo. A reunião acontece às 18h de hoje, na sede da associação da categoria, no bairro da Pedreira.

Fonte : Redaçao do Portal ORM

UAP recepciona calouros da UFPA


UFPA,atualmente, é uma das maiores e mais importantes instituições do Trópico Úmido, abrigando uma comunidade composta por mais de 50 mil pessoas, entre estes 31.174 são alunos matriculados nos cursos de graduação. Todo ano são ofertadas 7.606 vagasdisponibilizadas pelos 180 cursos ofertados pela instituição nos campi de Belém e no interior.
No dia 4 de janeiro de 2012, a Universidade Federal do Pará divulgou o listão de classificados para o ingresso na UFPA deste ano. Exatos 7.351 candidatos inscritos no Processo Seletivo 2012 comemoraram nesta quarta-feira a aprovação no concurso.
A União Acadêmica Paraense e a União Nacional dos Estudantes estiveram presentes nocursinho de vestibular “Universo”, onde acontecia a maior festa de calouros da cidade, pararecepcionar e parabenizar os mais novos universitários do estado do Pará.
A presidente da UAPTamara Figueiredo, saudou os aprovados e ressaltou a importância que cada calouro tem ao entrar na universidade em reconhecer seu papel transformador da sociedade.
Marcela Rodrigues, diretora de Exatas da UNE, deu boas vindas aos calouros e reafirmou o papel da UNE e da UAP para o avanço do movimento estudantil e na luta por mais vagas nas universidades públicas.


Fonte: Blog da União Acadêmica Paraense -UAP

Ana Júlia será diretora da BRASILCAP




A Superintendência de Seguros Privados (Susep) – autarquia ligada ao Ministério da Fazenda – aprovou ontem o nome da ex-governadora Ana Júlia Carepa para o cargo de diretora administrativa da Brasilcap, empresa que tem como sócio majoritário o Banco do Brasil Seguros e Participações.

Ana Júlia foi nomeada pelo Conselho de Administração da Brasilcap há cerca de um mês - onze meses e meio depois de entregar o governo do Pará ao tucano Simão Jatene, que a derrotou na eleição de 2010. Mas a nomeação dela dependia da aprovação da Susep, órgão que regula o sistema de empresas de capitalização do país.

A ex-governadora fez questão de destacar que a Susep é um órgão eminentemente técnico e que a aprovação do nome dela, portanto, foi uma “aprovação técnica”, depois da avaliação dos aspectos legais da nomeação. A aprovação, segundo ela, “é importante porque significa que não tem problema algum (com o nome dela), uma vez que já há histórico deles terem recusado outros nomes”.

Ana Júlia, que exercerá um mandato de três anos, podendo ser renovado uma vez, disse que ficou muito feliz, mas que não considerava a aprovação do nome dela pela Susep uma resposta aos seus críticos, e sim o reconhecimento dos sócios da empresa que a escolheram. “É um atestado de que não existe nada que desabone o meu nome”.

O nome dela foi escolhido pelos sócios da empresa: o BB Seguros e Participações (66,66% das ações), Icatu Seguros S.A (16,67%), Companhia Seguros Aliança da Bahia (15,8%) e sócios minoritários (0,87%). Ana Júlia terá salário de cerca de R$ 30 mil mensais.

Funcionária de carreira do Banco do Brasil, Ana Júlia estava afastada das atividades profissionais há cerca de 20 anos. Nesse período, foi presidente do Sindicato dos Bancários, deputada federal, senadora e governadora do Pará. Após a derrota nas últimas eleições, foi cotada para um lugar na direção do Banco do Amazônia, mas não foi nomeada. Ela agora vai integrar um colegiado que é composto pelo presidente da Brasilcap, Marcos Lobão, o diretor Comercial, Joilson Rodrigues Ferreira, e Rogério Leite, diretor.

O QUE É A BRASILCAP

A Brasilcap foi criada em 1995, fruto da parceria entre o Banco do Brasil, o Icatu Hartford, a Sul América Capitalização e a Aliança da Bahia. Em 2010, a Brasilcap completou 15 anos de existência e 14 anos de liderança no mercado de capitalização.

São mais de 165 mil títulos ativos e uma carteira de 1,9 milhão de clientes. (Diário do Pará)


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Posse da Comissão Gestora do Programa de Formação Profissional de Belém (Proformar)



Foto da comissão gestora do Proformar
O Prefeito Duciomar Costa, assinou o decreto que regulamenta o Programa de Formação Profissional de Belém (Proformar), com objetivo de capacitar profissionais para atender às necessidades socioeconômicas do município. Por meio do programa, serão concedidas bolsas de estudos integrais e parciais para estudantes de cursos técnicos profissionalizantes, de ensino médio e de graduação superior ou sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino parceiras em Belém.

O Proformar dará oportunidade aos alunos de baixa renda a terem acesso ao ensino superior e técnico de instituições privadas, garantindo educação, formação de mão-de-obra qualificada e geração de emprego e renda. A partir de 2012, as instituições já poderão ofertar as bolsas de estudo, de acordo com as demandas da Prefeitura de Belém.

Após a assinatura do decreto, aconteceu também a formação do Comitê Gestor para a coordenação do Proformar, que ficou composto por Helder Mello, do Fundo Ver-o-Sol; Ociane Vasconcelos, da Secretaria Municipal de Economia (Secon); Fábio Rodrigues, da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin); Priscila Camelo, representante da Secretaria Municipal de Administração (Semad); Betânia Levy da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), Suely Melo, do sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe) e Laura Eli, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

Laura Eli Padilha, Dir. Regional da UBES avaliou o Proformar como um projeto de extremo valor para os estudantes: “Esse jovens que vão estudar e se formar vão ser o futuro do município, porque depois de formados, vamos ter profissionais em todas as áreas, como as de educação e saúde, e assim desenvolver o município, o Estado e contribuir muito para o desenvolvimento do Brasil”..

Fonte: Site FUNDO VER-O-SOL

Seminário preparatório ao 16º congresso da UJS






A união da Juventude Socialista realizará entre os dias 31 de Janeiro a 3 de fevereiro o seminário preparatório ao seu 16º congresso, que ocorrerá no final do primeiro semestre de 2012, além do seminário será realizada a primeira plenária nacional de 2012 que ocorrerá nos dias 4 e 5 de fevereiro.
Tradicionalmente a UJS realiza no começo do ano um curso de formação para os (as) principais dirigentes da organização, entretanto, no ano de 2012 será diferente, desta vez será realizado um seminário com foco nos desafios do 16º congresso da UJS.
Segundo André Tokarski, presidente da UJS, o seminário será de grande valia para toda militância, “o congresso da UJS é atividade mais importante da nossa organização, momento que milhares de jovens nos conhecem, se filiam, por tanto, precisamos nos preparar muito para este congresso. Queremos debater os grandes desafios da juventude brasileira, apresentar o socialismo como a única alternativa possível para o Brasil superar seus graves problemas sociais”, afirmou.
Para Tiago Andrade, diretor nacional de formação da UJS, o foco mais importante do seminário será o debate ideológico, “para uma entidade de massa como a nossa, que cresce a cada dia e amplia sua influência, é fundamental debater os rumos e perspectivas, dar nitidez ideológica ao nosso projeto, de maneira que se torne compreensível a todos os jovens que se interessam em construir uma alternativa de sociedade”.
Estão convocados (as) a participar do seminário e da plenária nacional toda a direção nacional e direções estaduais, a direção executiva nacional também convidará outras pessoas que não se encaixem nestes critérios de participação. Todos(as) devem chegar em São Paulo no dia 31 de janeiro devido a locomoção até a cidade de Atibaia, o transporte sairá da sede da UJS (|Rua Treze de Maio 1016 – São Paulo) as 14h00.

Fonte: Site da UJS

Festa de aniversario de Jorge Panzera.

No ultimo dia 14, a Sede da Tuna Luso Brasileira avermelhou para receber a festa de aniversário do Presidente Estadual e pré-candidato a Prefeitura de Belém pelo PCdoB, JORGE PANZERA.
Dezenas de lideranças dos movimentos Sociais prestigiaram a festa,a militância do PCdoB marcou presença e com muito vigor cantou a palavra de ordem :" Homem de luta, igual não tem, JORGE PANZERA prefeito de Belém".
Demostrando a importância do PCdoB na politica local, vários partidos e lideranças populares compareceram para levar um abraço ao camarada Jorge Panzera.
Entre os vários convidados estavam:Claudio Puty(Dep.Federal do PT), Carlos Bordalo( Dep.Estadual do PT),Adalberto Aguiar( vereador do PT),Marquinho(Vereador do PT),Araceli Lemos(Presidente do PSOL) ,Helder Barbalho(Prefeito de Ananindeua),Leny Campelo(Presidente do PPL),Lélio Costa( Superintendente do Patrimônio da União),Apolônio Brasileiro(Presidente do PT),Brizolinha(PDT) ,Fábio Simão(PTN) e Ary (PTdoB).
 Muita festa e muita luta !


Fonte: Rodrigo Moraes - Vice Presidente municipal do PCdoB

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Com Lula e Dilma, conferências explodem. Mas dão resultado?


Najla Passos

A exemplo do ex-presidente Lula, o governo Dilma tem incentivado a realização de conferências nacionais como espaços privilegiados de diálogo com a sociedade na construção de políticas públicas. Em 2011, foram oito (saúde, gays, juventude, mulheres, assistência social, idosos, segurança alimentar e arranjos produtivos), com uma participação estimada de dois milhões de pessoas. Para 2012, já estão convocadas outras seis.

Dois terços de todas as conferências já ocorridas no país desde a primeira delas, sobre saúde, em 1941, ocorreu de 2003 em diante. “Mais do que uma marca dos governos Lula e Dilma, nós queremos que as conferências se tornem políticas de Estado”, afirma o diretor de Participação Popular da Secretaria-Geral da Presidência da República, Pedro Pontual.

Se os números mostram que, ao menos em termos quantitativos, não falta debate, as opiniões dividem-se sobre a influência efetiva das conferências nas decisões de governo e nas políticas públicas. Apesar de defenderem-nas como forma de ação popular, militantes reclamam do que seria interferência dos governos nas discussões e da falta de compromisso deles em viabilizar as propostas aprovadas.

Membro do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), Maurílio Castro de Matos, professor da Faculdade de Serviço Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), participou dos encontros de saúde, assistência social e LGBT. Para ele, as conferências são o melhor espaço de debates sobre política social "num país onde o conhecimento sempre foi das elites". Defende, porém, que os governos respeitem as suas deliberações. “Democracia é uma construção coletiva”, diz.

A primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), promovida em dezembro de 2009, ilustra a falta de efetividade. O encontro aprovou, entre outras coisas, que deveria haver um novo marco regulatório das comunicações, mas dois anos depois, o assunto continua sendo discutido internamente no governo.

Mais recentemente, entre novembro e dezembro, a XIV Conferência Nacional de Saúde deu outro bom exemplo de imposibilidade de interferir na realidade - ainda mais contra uma posição do governo. O encontro defendeu que o governo federal fosse obrigado a investir em saúde 10% do que arrecada. O Senado estava votando um projeto sobre isso, e não aprovou a vinculação, por resistência do governo.

Autora de vasta obra sobre controle social do Sistema Único de Saúde (SUS), a professora Maria Valéria Correia, da Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) avalia que as conferências, assim como os conselhos, são espaços importantes, mas insuficientes, para a garantia da participação popular.

"São contraditórios, podem apenas legitimar gestões e serem espaços de cooptação dos movimentos sociais", diz Maria Valéria. "Mas, a depender da correlação de forças, podem reverter o que está posto."

Duas vezes presidente do Conselho Nacional de Saúde e atual representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no órgão, Francisco Júnior acredita que a sociedade ainda enfrenta limites de participação e legitimação dos debates, sobretudo nos pequenos municípios, “produto de toda uma cultura autoritária, centralizadora e que tem na impunidade seu grande instrumento de sustentação política e jurídica”.

Defensor entusiástico das conferências, o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, que participou da Conferência Nacional da Juventude em 2011, acredita que o descontentamento de parte da militância mostra uma certa incompreensão sobre o papel delas.

“Elas acumulam opiniões, aproximam os atores, mas depois é preciso pressionar o governo para que as políticas sejam efetivadas. E, para isso, o maior instrumento ainda é a pressão das ruas”, diz.

Diretora do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes-SN) e professora da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Maria Suely Soares defende que as conferências pautem de fato as ações do governo. Mas concorda que as conferências não podem ser vistas como salvadoras da pátria.

“Os governos desenvolvem formas de burlar e desobedecer à vontade da população e, muitas vezes, deixam de investir em saúde devidamente e modificam as políticas. É uma luta constante”, afirma.

Pedro Pontual, da Secretaria Geral da Presidência, reconhece que o modelo das conferências precisa ser aprimorado, principalmente nas formas de comunicação dos seus resultados com a sociedade que, muitas vezes, não entende sua importância.

Segundo ele, o governo não se intimida com as críticas, porque este é também o papel dos espaços democráticos: permitir que a população acompanhe e avalie as políticas públicas. Mas insiste que as conferências significam uma forma de diálogo planejado e sistemático com a sociedade. E que elas produzem, sim, resultados.

“Historicamente, foram nas conferências e nos conselhos que se gestaram as principais políticas públicas brasileiras, como o Sistema Único de Saúde [SUS], o Sistema Único de Assistência Social [SUAS] e a Lei Orgânica de Segurança Alimentar [LOAS]”, diz.

2012 vai exigir pressão e mobilização, dizem movimentos sociais


Najla Passos

O ano mal começou e os principais movimentos sociais brasileiros já antevêem a necessidade de grandes mobilizações populares. Seja para resistir ao que consideram ameaças, seja para lutar por novas conquistas, sindicalistas, estudantes e sem-terra preparam-se para sair às ruas.

Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), maior central sindical do país, a primeira grande batalha será contra a votação de uma lei da terceirização com mecanismos que, na prática, estimulam aquele expediente.

O projeto do deputado-empresário Sandro Mabel (PMDB-GO) recebeu parecer favorável do relator, Roberto Santiago (PSD-SP), que é sindicalista, e é uma das prioridades do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), em 2012.

“O parecer é um grande golpe contra os direitos históricos dos trabalhadores”, afirma o secretário-geral da CUT, Quintino Severo.

Para a entidade, também prioridade luta pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Na Câmara, já existe um projeto pronto para ser votado, e a CUT tem esperança que Maia, ex-dirigente da CUT, facilite a votação.

É bem provável, segundo a CUT, que o funcionalismo público, em especial o federal, trave grandes batalhas, que envolverão protestos, ocupações, paralisações e greves. “O fato do governo ter defendido e aprovado no Congresso a não previsão de reajuste para a categoria no Orçamento 2012 gerou um descontentamento muito grande”, justifica Severo.

O sindicalista ressalta, ainda, no centro dos embates previstos para 2012, a batalha pelo fim do fator previdenciário, que vem dificultando o acesso à aposentadoria justa para milhões de brasileiros. No campo sindical, a principal bandeira é o fim do imposto sindical que, segundo ele, atrela a luta dos trabalhadores ao estado.

Estudantes

A União Nacional dos Estudantes (UNE), mais tradicional representante do movimento estudantil, promete fazer novas manifestações para garantir que o governo recue e aceite que o Congresso aprove uma lei destinando 10% do Produto Interno Bruto (PIB) à educação, área em que deverá haver troca de ministro .

A bandeira é uma daquelas raras reivindicações que conquistam aprovação unânime entre os movimentos sociais e sindicais do país. Mesmo assim, não encontra respaldo do governo, cujo ministro da Educação será substituído - Fernando Haddad deixará o cargo para tentar ser prefeito de São Paulo; para o lugar dele, deverá ir Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia.

A proposta original de Plano Nacional da Educação 2011-2020 enviada por Haddad ao Congresso fixava o investimento em 7% do PIB (hoje, são 5%). Sob pressão, o relator, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), negociar com a equipe econômica aumento para 8%. Mas não foi suficiente para acalmar os movimentos.

A destinação de 50% do fundo do pré-sal para a educação não é uma bandeira tão unânime quanto a primeira, mas agrada boa parte da sociedade civil organizada e já foi aprovada pela Comissão de Educação do Senado. “É, inclusive, uma estratégia para apontar de onde virão os recursos para garantir os 10% do PIB”, esclarece o presidente da UNE, Daniel Iliescu.

A votação final do Sistema Nacional da Juventude, que está no Senado, com regras que garantem meia entrada e meia-passagem em todo o país, também é prioridade.

A primeira grande ação da UNE em 2012, em que completa 75 anos, ocorrerá entre abril e julho, quando a Caravana UNE + 10 visitará cem municípios brasileiros promovendo debates sobre o Plano Nacional de Educação, a Reforma Universitária e outros nove temas de interesse geral. “Como 2012 é um ano de eleições municipais, nós queremos discutir o desenvolvimento do país a partir de uma perspectiva mais regional”, diz Iliescu.

Reforma agrária

Já o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), maior movimento social brasileiro, afirma que não poupará esforços para colocar a reforma agrária na agenda do governo Dilma, após a frustração de um ano em que o assentamento das famílias sem-terra não saiu do papel, e só na última semana do ano a presidenta baixou decretos de desapropriação.

A entidade cobra um plano de assentamento para 180 mil famílias acampadas pelo país. Reivindica também políticas públicas para o desenvolvimento do assentamentos já existentes, com o objetivo de melhorar as condições de vida das 500 mil famílias que deles dependem. E, também, a superação do analfabetismo no campo.

“Uma vez que o governo não assenta as famílias acampadas nem implementa as políticas para garantir os direitos sociais, a produção agrícola e a geração de renda nos assentamentos, vamos intensificar as lutas e pressionar por avanços na reforma agrária”, afirma José Batista Oliveira, da coordenação-geral do Movimento.

Segundo ele, os sem-terra também participarão das batalhas que movem o conjunto da classe trabalhadora, como as já citadas lutas pela redução da jornada de trabalho e pela destinação dos 10% do PIB para a educação.

“A proibição do uso de agrotóxicos, uma reforma urbana que garanta moradia e a reorganização do sistema de transporte e melhores condições de vida nas grandes metrópoles, uma reforma tributária progressiva para taxar aqueles que concentram a renda, a riqueza e o lucro e a democratização dos meios de comunicação de massa também estão na nossa pauta”, complementa.







quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Muitos novos felizes dias para Belém e seu povo

Belém completa hoje mais um ano de vida.Mas, o que é a cidade?
Um território com metros quadrados definidos, com tipo de relevo, paisagens, vegetação?
Pontos turísticos, tipos de comida, cheiros exóticos?
Belém, nossa cidade morena, é tudo isso sim, mas é essencialmente sua gente, seu povo, seus homens, mulheres, crianças que em sua vivência, construíram sua história, sua cultura.

Nossa homenagem portanto, vai para o povo de Belém que desde a chegada dos portugueses e os primeiros momentos de contato com o povo que aqui estava, foi constituindo o que chamamos de belenenses.
Não existe cidade sem povo, história sem lutas.


Então desde nossos primeiros indíos nossa cidade luta.Foi assim na primeira resistência aos portugueses.Foi assim na Cabanagem, luta encarniçada na qual milhares tombaram.Na resistência à ditadura, na luta pelas diretas já em nossas gigantes manifestações na Paraç do relógio e na então Primeiro de Dezembro.

Belém na solidariedade aos camponeses na luta pela reforma agrária, Belém das greves, das manifestações de operários e estudantes em São Braz.Belém dos acampamentos do MST.
Belém que constituiu, a partir de 1996, a primeira experiência  de uma prefeitura dirigida pela esquerda e depois  vivenciou as experiências do governo estadual pela primeira vez também, dirigido pela esquerda.

Então, temos muito o que comemorar, mas também temos muitas motivos pelos quais lutar.
Então viva o nosso açaí, o n tacacá, o Ver-o-Peso, o Rio Pará, as nossas prais de água doce.Viva o peixe, a tapioquinha, a Praça da república, o Bosque, o Museu.
E viva principalmente essa gente , nós belenenses que construímos e amamos esta cidade.






quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Prouni: Inscrições começam dia 14 e MEC divulga regras.


A cinco dias do início das inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni) - que se destina a conceder bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições privadas de educação superior -, o Ministério da Educação (MEC) publicou a portaria no Diário Oficial da União com as regras do processo seletivo. As inscrições serão feitas apenas no sitehttp://siteprouni.mec.gov.br, de 14 a 19 de janeiro.

De acordo com o documento, para concorrer à bolsa, o candidato deve ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2011 e obtido nota mínima de 400 pontos. Também é necessário que o estudante tenha cursado o ensino médio em escola pública. Caso o candidato tenha passado tanto por instituições públicas quanto privadas, é necessário provar que teve bolsa integral para cursar o ensino particular.

Para a pré-seleção, a análise será feita da maior para a menor nota. Mas a vaga só estará garantida após participação e aprovação nas fases seguintes do processo. As instituições de ensino superior cadastradas deverão divulgar o número de bolsas para cada curso e turno oferecidos. A portaria define ainda que professores da rede pública também podem se inscrever no Prouni. Porém, estão autorizados apenas a pleitear bolsas em cursos de licenciatura e pedagogia. O objetivo do governo é incentivar o aperfeiçoamento dos profissionais de educação, sobretudo, os que estão em sala de aula.

As bolsas integrais contemplarão os candidatos que tenham renda inferior a um salário mínimo e meio (R$ 933). Para quem tem renda até três salários mínimos (R$ 1.866), podem ser concedidas bolsas de 25% a 50%. Os indígenas, negros, pardos e pessoas com deficiência devem pleitear bolsas referentes a ações afirmativas, segundo a portaria.

Estudante de direito no Centro Universitário UDF, em Brasília, Heitor Cristian Pereira Kalil, de 18 anos, disse que o Prouni o ajudou a chegar ao ensino superior. "A maior parte das pessoas que eu conheço não conseguiriam fazer faculdade se não fosse o ProUni. Eu, por exemplo, não posso pagar um curso que custa R$ 1,3 mil por mês. O Prouni que me ajuda a realizar um sonho", disse o universitário.

Fonte: Portal Terra (blog do Rodrigo Moraes)

Amaury Jr. lança "A Privataria Tucana" em Belém


Dia 2 de fevereiro, Amaury Jr. lança "A Privataria Tucana" em Belém Agora tá confirmado e incluído o Pará na disputadíssima agenda de eventos do Amaury Ribeiro Jr.: dia 2 de fevereiro, às 18 h, na sede do Sindicato dos Urbanitários do Pará, ele estará em Belém para lançar o livro e fazer um debate sobre "A Privataria Tucana". O debate é aberto à sociedade em geral.
 (blog da Vera Paoloni)


O que move o partido-imprensa

O que move o partido-imprensa


Merval Pereira, Miriam Leitão, Sardenberg, Eliane Catanhede, Dora Kramer e outros mais necessitam ser analisados pelo que são: intelectuais orgânicos do totalitarismo financeiro. O conteúdo de suas colunas representa a tradução ideológica dos interesses do capital financeiro.

Gilson Caroni Filho

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Setor de petróleo quer contratar 50 mil jovens sem faculdade até 2015


O setor de petróleo e gás está atrás de estudantes que cursam o último ano do ensino fundamental e dos níveis médio e técnico e que ainda não definiram a profissão. A ideia é qualificar o quanto antes a mão de obra para um segmento da economia carente, porém estratégico. A expectativa é de que até 2015 devam surgir mais de 50 mil vagas por ano no Brasil para técnicos nessas áreas.
Quem está em começo de carreira hoje chega a ganhar R$ 2.615,86, valor referente à remuneração básica desses profissionais na Petrobrás. Atualmente, a estatal petrolífera não tem nenhum concurso com inscrições abertas. Mas a estimativa da empresa é admitir 17 mil novos empregados até 2015, com a realização de dois processos seletivos por ano para cargos de níveis técnico e superior.
Para despertar o interesse dos estudantes, a Petrobrás incrementou o programa Profissões de Futuro, com a criação de um site (www.profissoesdefuturo.com.br), onde é possível acessar informações sobre o cenário da indústria de energia e do mercado de nível técnico, além de conhecer as profissões relacionadas.
O gerente-geral da Universidade Petrobrás e responsável pelo programa, Ricardo Salomão, diz que a área mais acessada na página eletrônica é o Mapa de Cursos, onde o aluno conhece os cursos técnicos com uma breve descrição, carga horária, profissões relacionadas e onde estudar. O site foi lançado em dezembro e já contabiliza cerca de 25 mil acessos.
“Com a perspectiva de crescimento nos segmentos de petróleo, gás e energia, construção civil e infraestrutura, a demanda por técnicos de nível médio é crescente. Para termos uma ideia, na Petrobrás controladora, somos cerca de 60 mil empregados próprios sendo dois terços deste efetivo posicionado em carreiras técnicas de nível médio. Esta proporção se repete e até aumenta pelas empresas destes segmentos no País”, afirma Salomão.
Quem apostar no setor de energia está no caminho certo, na opinião do vice-presidente de operações da consultoria DBM Brasil e América Latina, José Augusto Figueiredo. “O setor de energia em geral, desde a elétrica até petróleo passando por energias alternativas, é um campo promissor no Brasil. O profissional deverá olhar a energia de forma sustentável”, afirma o especialista.
“Trabalhar no setor de petróleo e gás sempre será promissor. Tem técnico sênior que ganha mais que um profissional que fez curso superior, por exemplo”, afirma Fernando Monteiro da Costa, diretor de operações da consultoria de RH Human Brasil. Além disso, ele aponta que trabalhar na Petrobrás, por exemplo, garante estabilidade e um pacote de benefícios.
No setor naval, Costa diz que faltam profissionais qualificados e interessados em trabalhar em alto mar. “O brasileiro, de forma geral, quando se forma na área naval, tem preferência em trabalhos fixos, mas as melhores oportunidades estão em alto mar, nas plataformas de petróleo. Isso abre oportunidades para estrangeiros. O setor é fértil de oportunidades, desde que o brasileiro tenha uma mudança de mentalidade e esteja disposto a trabalhar em alto mar.”
O site Profissões de Futuro relaciona ainda outras funções que devem se destacar nos próximos anos, como técnico de operação, técnico de exploração de petróleo, técnico químico e técnico de automação industrial. Para começar a exercer as funções, basta diploma em cursos técnicos.
Segundo Salomão, a formação demora três anos se o curso for feito com o ensino médio ou em 1,2 mil horas (aproximadamente 18 meses) na modalidade após o ensino médio. “As pessoas que já terminaram o ensino médio e não têm uma profissão definida podem fazer uma habilitação técnica de qualidade, num período razoável de tempo, ficando prontas para ingressar no mercado e aproveitar esta onda positiva.”
Com informações da Agência Estado

sábado, 7 de janeiro de 2012

A CGU e o Ministério do Esporte


Publicado por waltersorrentino

Começo de desvendamento, é o que permite a Folha de São Paulo hoje, em

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/18530-uniao-demora-20-anos-para-cobrar-desvio-de-r-300-mi.shtml.

Os “desvios” em Ministérios nos últimos 10 anos, segundo a Controladoria Geral da União, somam 7,7 bilhões e são assim oriundos: 34% do Ministério da Saúde, 14,5% da Integração Nacional, 12,5% da Educação, 8,1 da Fazenda, 6,2% do Trabalho, 5,7 do Planejamento, 3,5% do Meio Ambiente, 2,6% da Cultura, 1,7% da Ciência e Tecnologia, 1,6 % da Previdência. O restante são 9,6% de outros, onde se inclui o Ministério do Esporte.

Tamanho não é documento, por suposto, quando se trata de práticas com a coisa pública. Mas para enfrentar o problema – e a CGU já alegou que nem funcionários suficientes tem para toda a ação fiscalizatória – deve-se pô-lo em perspectiva adequada, hierarquizá-lo. Por que não indicar as ações que os Ministérios adotaram frente aos processos indicados? Quantos deles estão ou estiveram em processos do TCU?

Sabe-se que o Ministério do Esporte, sob a direção de Orlando Silva, condenou o denunciante João Dias a devolver aos cofres públicos perto de 4 milhões desviados. O processo chegou a termo no TCU, por iniciativa do Ministro. Sabe-se que a percentagem de convênios do Ministério com entidades não governamentais era cadente, chegariam a termo no ano de 2011, e a soma envolvida era menos de 1% do total de convênios feitos por todos os demais ministérios.

A verdade toda tem que aparecer e um trabalho permanente tem que ser mantido nesse sentido. Fiscalizar ação pública é uma coisa. A denúncia contra Orlando Silva é outra: foi armada, sem nenhum indício e menos ainda prova. A mídia oposicionista criou um factóide aproveitando a suposta denúncia de um criminoso. A questão fez parte da luta política contra o governo Dilma e renovou insuspeito – ao menos para alguns – anticomunismo.

A questão é que o Ministério do Esporte, sob comando de Orlando Silva, agiu corretamente, em defesa da coisa pública. Por que a mídia se assume como um poder unilateral infenso a qualquer norma de direito, que “fiscaliza”, indicia, julga e condena? A verdade bastará para desvendar a trama. Quem tem medo dela?

Banco alemão vai investir R$ 40 milhões em 17 flonas da Amazônia


Acordo de cooperação financeira assinado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio) e pelo Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW Bankengruppe) prevê o investimento de R$ 40 milhões em recursos para a criação de planos de manejo e produção sustentável em 17 florestas nacionais (flonas) localizadas em quatro estados da região Norte.

O principal objetivo do plano, que também contempla o Serviço Florestal Brasileiro, é evitar o desmatamento ilegal na Amazônia com o fomento da exploração sustentável da madeira e divulgação dessas atividades na região de influência da rodovia BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), e integra a região classificada como “arco do desmatamento”.

Em quatro anos, serão aplicados 15 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões). Segundo Rômullo Mello, uma floresta nacional não é criada apenas para a conservação daquela área, mas sim com a perspectiva de desenvolver tecnologias de produção sustentável. “Produzir madeira e pesquisas sobre a floresta são os principais focos”, afirma.

Concessão – Segundo ele, um dos objetivos é “conceder” essas áreas de interesse nacional para o manejo comunitário (atividades extrativistas realizadas pela população que vive ao redor da área) ou para empresas.

O regime de concessão florestal permite às madeireiras concessionárias o direito de explorar uma floresta pública por 40 anos em manejo de baixo impacto, técnica que extrai um mínimo de árvores de um máximo de espécies e deixa a floresta se regenerar. Em troca, as empresas pagariam royalties ao governo.

O primeiro projeto deste porte a acontecer no país foi na Floresta do Jamari, em Rondônia, a partir de setembro de 2010.

Áreas beneficiadas – Serão contempladas pelo projeto as flonas de Jacundá e Bom Futuro (Porto Velho/RO), Humaitá, Balata-Tufari e Jatuarana (Humaitá/AM), Macauã/São Francisco (Sena Madureira/AC), Iquiri (Lábrea/AM), Mapiá-Inauini e Purus (Boca do Acre/AM).

Também serão beneficiadas as florestas nacionais de Amaná, Trairão, Itaituba I e II (Itaituba/PA), Crepori, Jamanxin e Altamira (Santarém/PA) e a flona de Caxiuanã (Breves/PA). (Fonte: Globo Natureza)



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sociedade civil: faça a convocação das etapas municipais/regionais da 1ª Consocial!



Convocação enviada pela CONAM: Convocação da 1ª Consocial:

Caros amigos da 1ª Consocial,

Já está convocada a Consocial no seu município ou na sua região?

A Coordenação-Executiva Nacional da 1ª Consocial alerta para o fato de que os prazos para a convocação das conferências municipais/regionais estão chegando ao fim!

Segundo o §4º do Art. 29 do Regimento Interno da 1ª Consocial, se as conferências municipais/regionais não forem convocadas pelo poder público, serão consideradas convocadas pelas entidades que primeiro remeterem à Coordenação-Executiva Nacional o Formulário de Requisição de Convocação preenchido e válido.

Para saber como as entidades da sociedade podem convocar as conferências municipais/regionais, escreva para consocial@cgu.gov.br. O processo é bastante simples.

Embora em quase todos os estados ainda possam ser convocadas etapas municipais da Consocial, algumas cidades muito importantes ainda não convocaram a conferência e os prazos estão próximos de acabar. Confira abaixo:

• Pará (data final para convocação: 05/01/2012):

Abaetetuba, Cametá e Marabá.

• Minas Gerais (data final para convocação: 14/01/2012):

Barbacena, Betim, Conselheiro Lafaiete, Governador Valadares, Ibirité, Itabira, Juiz de Fora, Passos, Patos de Minas, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Sabará, Santa Luzia, Sete Lagoas, Ubá e Varginha.

• Rio Grande do Sul (data final para convocação: 15/01/2012):

Novo Hamburgo, Pelotas eUruguaiana.

• Rio de Janeiro (data final para convocação: 17/01/2012):

Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Maricá, Nova Friburgo, Petrópolis, Queimados, Resende, São João de Meriti, Teresópolis e Volta Redonda.

• Bahia (data final para convocação: 29/01/2012):

Camaçari, Eunápolis, Juazeiro, Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

• São Paulo (data final para convocação: 30/01/2012):

Americana, Araraquara, Araras, Atibaia, Barretos, Barueri, Bauru, Birigui, Bragança Paulista, Caraguatatuba, Carapicuíba, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Guaratinguetá, Guarujá, Hortolândia, Indaiatuba, Itapecerica da Serra, Itapetininga, Itapevi, Itaquaquecetuba, Itatiba, Itu, Jacareí, Jandira, Jaú, Jundiaí, Limeira, Marília, Mogi Guaçu, Osasco, Pindamonhangaba, Poá, Praia Grande, Presidente Prudente, Ribeirão Pires, Salto, Santa Bárbara d'Oeste, Santana de Parnaíba, Santo André, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sertãozinho, Suzano, Taboão da Serra, Tatuí, Taubaté, Valinhos, Várzea Paulista e Votorantim.

• Pernambuco (data final para convocação: 02/02/2012):

Camaragibe, Garanhuns, Igarassu, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista e São Lourenço da Mata.

Se algum dos municípios acima já tiver sua etapa da Consocial convocada, por gentileza, informe-nos em: www.consocial.cgu.gov.br/informe-convocacao.

Mais informações e documentos sobre a Consocial podem ser obtidos no endereço: www.consocial.cgu.gov.br, por meio dos perfis de redes sociais: @consocialCGU - do Twitter, Consocial Cgu - do Facebook e Consocial CGU - do Orkut; junto à Coordenação-Executiva Nacional, nos endereços: consocial@cgu.gov.br ou imprensa-consocial@cgu.gov.br, ou ainda por meio do SAC Consocial 0800 600 1704 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h).

Muito obrigado!

Coordenação-Executiva da 1ª Consocial
Controladoria-Geral da União

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A ordem criminosa do mundo


Em novembro de 2008, a TVE (Espanha) exibiu um documentário intitulado “A ordem criminosa do mundo”. Nele, Eduardo Galeano (foto), Jean Ziegler e outras personalidades mundiais falam sobre a transformação da ordem capitalista mundial em um esquema mortífero e criminoso para milhões de pessoas em todo o mundo. Mais de três anos depois, o documentário permanece mais atual do que nunca, com alguns traços antecipatórios da crise que viria atingir em cheio também a Europa.

Em novembro de 2008, a TVE (Espanha) exibiu um documentário intitulado “A ordem criminosa do mundo”. Nele, Eduardo Galeano, Jean Ziegler e outras personalidades mundiais falam sobre a transformação da ordem capitalista mundial em um esquema mortífero e criminoso para milhões de pessoas em todo o mundo. Mais de três anos depois, o documentário permanece mais atual do que nunca, com alguns traços antecipatórios da crise que viria atingir em cheio também a Europa. Reproduzimos aqui o vídeo, legendado em português, e algumas das principais afirmações de Galeano e Ziegler:

“Os verdadeiros donos do mundo hoje são invisíveis”

“Os verdadeiros donos do mundo hoje são invisíveis. Não estão submetidos a nenhum controle social, sindical, parlamentar. São homens nas sombras que procuram o governo do mundo. Atrás dos Estados, atrás das organizações internacionais, há um governo oligárquico, de muito poucas pessoas, mas que exercem um controle social sobre a humanidade, como jamais Papa algum, Imperador ou Rei teve”. (Jean Ziegler)

“O atual sistema universal de poder converteu o mundo num manicômio e num matadouro” (Eduardo Galeano).

“A globalização é uma grande mentira”

“O capital financeiro percorre o planeta 24 horas por dia com um único objetivo: buscar o lucro máximo. A globalização é uma grande mentira. Os donos do grande capital que dirigem o mecanismo da globalização dizem: Vamos criar economias unificadas pelo mundo inteiro e assim todos poderão desfrutar de riqueza e de progresso. O que existe, na verdade, é de uma economia de arquipélagos que a globalização criou” (Jean Ziegler).

“Há três organizações muito poderosas que regulam os acontecimentos econômicos: Banco Mundial, FMI e OMC; são os bombeiros piromaníacos. Elas são, fundamentalmente, organizações mercenárias da oligarquia do capital financeiro invisível mundial” (Jean Ziegler).

“Eu não creio que se possa lutar contra a pobreza e criar uma estratégia de luta contra a pobreza sem lutar contra a riqueza, contra os ricos, pois os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres” (José Collado, Missionário em Níger).

“Todos os dias neste planeta, segundo a FAO, 100 mil pessoas morrem de fome ou por causa de suas consequências imediatas” (Jean Ziegler).

“O dicionário também foi assassinado”

“Hoje as torturas são chamadas de “procedimento legal”, a traição se chama “realismo”, o oportunismo se chama “pragmatismo”, o imperialismo se chama “globalização” e as vítimas do imperialismo, “países em vias de desenvolvimento. O dicionário também foi assassinado pela organização criminosa do mundo. As palavras já não dizem o que dizem, ou não sabemos o que dizem” (Eduardo Galeano).

“Se hoje eu digo que faz falta uma rebelião, uma revolução, um desmoronamento, uma mudança total desta ordem mortífera e absurda do mundo, simplesmente estou sendo fiel á tradição mais íntima, mais sagrada da nossa civilização ocidental. O nosso dever primordial hoje deve ser reconquistar a mentalidade simbólica e dizer que a ordem mundial, tal como está, é criminosa. Ela é frontalmente contrária aos direitos do homem e aos textos fundacionais das nossas civilizações ocidentais” (Jean Ziegler).

“Se houvesse uma só morte por fome em Paris haveria uma revolta”

“A primeira coisa que devemos fazer é olhar para a situação de frente e não considerar como normal e natural a destruição, por exemplo, de 36 milhões de pessoas por culpa da fome e da desnutrição. Se houvesse uma só morte por fome em Paris haveria uma revolta. De nenhum modo devemos permitir que as grandes organizações de comunicação nos intimidem, nem as fábricas das teorias neoliberais das grandes corporações, pois todas as corporações se ocupam, primeiro, de controlar as consciências, de controlar como podem a imprensa e o debate público” (Jean Ziegler). (Carta Capital)

Renato Rabelo fala sobre os desafios do PCdoB em 2012



Em entrevista ao Portal Vermelho, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, falou das perspectivas eleitorais do PCdoB em 2012, definidas por ele como um importante momento de “acumulação de forças”. Segundo ele, o Partido tem registrado, a cada pleito, um importante crescimento e as eleições majoritárias [para prefeitos] serão importantes para que o PCdoB se torne ainda mais conhecido pela população.

Por Mariana Viel

Vermelho:
Quais são as perspectivas para a atuação do Partido em 2012?
Renato Rabelo: O Partido tem uma compreensão, que considero uma conquista muito importante, que é a acumulação de forças. Para alcançar nossos objetivos maiores, é preciso acumular forças. Baseado exatamente nessa compreensão teórica, o PCdoB definiu a sua política. O Programa Socialista também reflete isso porque está estruturado nessa visão – de que é preciso alcançarmos um rumo, que é o nosso grande ideal: a construção de uma nova sociedade, uma sociedade socialista.

Para isso, é preciso um caminho de acumulação – que é traduzido dentro de uma orientação política que seria a luta pela construção de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. O Partido vem tentando seguir essa orientação e com isso tem crescido e se expandido – não apenas na sua influência política e no governo do qual participamos, mas também no seio do povo e dos trabalhadores.

Vermelho: Qual a importância das eleições do próximo ano nesse processo de acumulação de forças?
Renato Rabelo: O PCdoB vem crescendo, mesmo que progressivamente, nos pleitos – onde também foi definido um processo de acumulação. Estamos também fortalecendo pouco a pouco nossa participação nas eleições majoritárias. Se em 2008 tivemos uma presença maior nas eleições majoritárias, em 2012 essa participação será muito maior.

Temos hoje condições concretas para disputar o pleito majoritário em 10 capitais brasileiras – o que é também um processo importante de acumulação. Além disso, o Partido passou a ocupar posições institucionais de maior relevância no governo federal, criando inclusive incômodos para as forças reacionárias. É exatamente em função dessa expansão, desse crescimento e do aumento dessa influência, que essas forças mais à direita vêm procurando atingir o Partido – na tentativa de jogar o PCdoB na vala comum. Para eles é muito perigoso um partido que defende um novo rumo, uma nova sociedade.

O PCdoB tem que ficar mais conhecido da população e para isso tem que ter candidatos majoritários. O momento da acumulação de forças, no nível em que o Partido se encontra, são as eleições majoritárias. Quando chegamos em uma capital ou cidade média importante – e iremos disputar a Prefeitura em mais 20 dessas cidades – apresentando as nossas propostas, passamos a popularizar o PCdoB e o nosso número de legenda, o 65.

Uma candidatura em São Paulo, que é o maior município do país, tem uma repercussão muito grande. O povo de São Paulo passa a ficar conhecendo o PCdoB. Ainda mais porque teremos um nome conhecido. As pesquisas mostram que um dos pré-candidatos mais conhecidos é Netinho de Paula. Teremos um candidato muito conhecido representando o Partido e isso é muito importante para aproximar o povo do PCdoB. Se levarmos em conta as demais capitais e cidades médias onde vamos disputar as eleições municipais, é possível atingir mais da metade do eleitorado do Brasil. Por isso 2012 tem um significado importante para nós.

Vermelho: Os recentes ataques caluniosos contra o Partido e contra o ex-ministro Orlando Silva foram motivados pelo crescimento do PCdoB e pelas lutas que ele defende?
Renato Rabelo: Para as forças de direita, ter um governo que possui em seu núcleo partidos mais consequentes, que oferecem uma visão mais à esquerda, é inimaginável. Tudo aquilo que pode levar o governo mais à esquerda tem que ser barrado. Eles criam uma agenda que é para incompatibilizar o governo com esses partidos. O próprio Fernando Henrique Cardoso, que é o ideólogo deles, já vinha atacando o PCdoB. Por que ele nominava o PCdoB? Se fosse um Partido que não tivesse influência, ou nenhum papel maior, para quê ele perderia tempo?

Eles encontraram um provocador que fez uma denúncia montada, uma grande armação política – isso na história dos Partidos Comunistas existem muitos exemplos – e a partir daí procuraram exatamente construir aquilo que eles já vinham perseguindo. A campanha não se voltou apenas contra o ministro Orlando Silva, ela foi dirigida contra o Partido. Foram 20 dias de campanha uníssona nacional contra o PCdoB. É tanto que você vê que nos outros casos os partidos não entraram muito em cena. No nosso caso houve uma campanha dirigida, orquestrada, montada contra o Partido.

Vermelho: Quais são as lições que o PCdoB tirou desse episódio?
Renato Rabelo: À medida que um partido como o nosso cresce, a luta de classes se acirra. À medida que partidos como o nosso têm um papel maior, podendo até influir nos rumos do governo, a luta política se acirra e temos que estar mais preparados para ela. Não podemos subestimar isso. Não devemos deixar de lado que a elevação e a radicalização da luta política acontecem nos momentos em que um partido mais consequente, ou com uma visão mais avançada, começa a vingar. As forças de direita procuram reagir, muitas vezes, agressivamente.

No plano mundial o cenário atual é muito parecido. À medida que a crise se aprofunda e que as forças de direita podem perder posições, as reações são mais agressivas. Temos dito inclusive que o processo de radicalização decorre da ação das forças dominantes de direita que não querem perder posição. Eles não querem deixar suas posições simplesmente no diálogo. Temos que estar preparados para isso. Essa é uma lição histórica para os comunistas. Temos que ter uma compreensão profunda sobre isso.

Outra questão é que podemos cometer erros também, deixar flancos, e nessas horas o método que usamos é sempre tirar lições. As experiências socialistas do século passado, que foram importantes, chegaram a um apogeu muito grande, mas tiveram grandes reveses. É o que o Partido vai procurar fazer, tirar ensinamentos e se preparar mais ainda para as lutas que vêm.

Vermelho: A unidade do PCdoB, desde sua militância até seus quadros e dirigentes partidários, também marcou esse momento. Em sua análise, qual foi a importância dessa unidade?
Renato Rabelo: É nas grandes batalhas e diante dos grandes ataques que a luta política e de classe revela, que temos de ver também como o Partido se comporta. O PCdoB se comportou com uma característica essencial nessas horas, que é a unidade. Em situações como essas, tanto na guerra como na luta política, não pode haver desagregação. Porque a divisão leva justamente à derrota. A prova mais importante, mostrando que o Partido vai se colocando à altura, é que conseguimos nos unir. O Partido não recuou e se colocou de forma viva e audaz diante do ataque que sofreu. Começo pelo próprio ministro, o alvo direto dos ataques, que atuou com altivez e de forma determinada. Posso dizer que diante dessa grande batalha o Partido até cresceu. Durante a deflagração das denúncias, as conferências municipais e estaduais – que são uma norma estatutária e que vinham sendo realizadas em todo o país – se transformaram em grandes atos de desagravo ao ministro e em defesa do PCdoB.

Procuramos também demonstrar que o ataque contra o PCdoB foi igualmente um ataque ao próprio governo. O medo das forças reacionárias é que o governo seja ainda mais influenciado pelas forças de esquerda. Esse era um foco importante para desestabilizar e descaracterizar o governo. Percebemos que o governo teve essa compreensão porque um dos objetivos dos ataques era afastar o PCdoB. No ato de posse do ministro Aldo Rebelo – que aconteceu no Palácio do Planalto – a presidente Dilma Rousseff defendeu o Partido, dizendo que o PCdoB é fundamental para o seu governo, que o Orlando havia sido um ministro excepcional e que o novo ministro iria elevar e valorizar ainda mais o governo. A mídia ficou engasgada naquele momento. Por isso o ato não teve tanta repercussão.

Vermelho:
Além da disputa em grandes capitais nas eleições do próximo ano, qual será a importância do crescimento da base partidária em 2012?
Renato Rabelo: O Partido tem aumentado sua influência política e por isso tem atraído muita gente para se filiar. Durante o processo de conferências, nosso contingente cresceu 35% em alguns meses – inclusive incorporando lideranças populares, do âmbito intelectual e de diversos setores da sociedade.

O outro lado da medalha é que temos que nos estruturar e organizar. Isso é o que diferencia o PCdoB. Um partido estruturado tem muito mais força do que um partido que não é tão organizado e permanente. Lutamos e definimos tarefas, sobretudo tendo uma política de quadros – que também é uma grande conquista do Partido – que seja capaz de nos levar aos objetivos que traçamos. O Partido não é um ente abstrato, não está fora da contenda política. Quadros e uma camada grande de militantes são fundamentais.

Demos alguns passos nesse sentido e esse foi um dos fatores que causou temor em alguns setores. Um Partido estruturado, organizado, consciente e permanente é uma ameaça. Na prática, a resposta que temos que dar é fazer um grande esforço por um Partido mais forte ideologicamente e mais bem organizado.

http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/renato_rabelo_1022651.jpgVermelho: Diante dessa necessidade, qual é a importância do lançamento do Curso do Programa Socialista?
Renato Rabelo: Esse é um curso básico sobre o Programa do Partido – uma iniciativa que já vínhamos perseguindo – e que agora se tornou mais focal e pelo qual todos os filiados e militantes precisam passar. Temos que envolver todos os 280 mil filiados. Considero o curso como o primeiro liame de nossos militantes com o PCdoB. Sabemos que um partido bem organizado é uma grande força. Um partido pode ter uma política justa, mas se não tem uma organização forte essa força será sempre débil e sem condições de grandes enfrentamentos.

Vermelho: A questão da luta pela verdade no episódio dos ataques contra o PCdoB foi definida, na última reunião do Comitê Central do Partido, como prioridade. Como o Partido vai encarar essa tarefa?
Renato Rabelo: Nossa luta hoje é para repor a verdade. Essa é uma tarefa atual que não será deixada para segundo plano. Começando por demonstrar a inocência do ministro Orlando Silva, que é essencial. Vamos persistir e queremos demonstrar isso no menor tempo possível. Estamos com a verdade. Fomos vítimas de uma grande armação, de uma inquisição. Não podemos ficar submetidos a calúnias, mentiras e difamações como essas. Isso tudo leva o Partido a se levantar e foi por isso que o PCdoB se uniu.

Foi uma grande injustiça em uma situação muito desigual em que não tivemos o direito de defesa. Eles falavam para milhões e nós apenas para alguns milhares. Temos que fazer com que a verdade venha à luz do dia. Por isso todas as respostas políticas e orgânicas são importantes. O Partido crescer é uma grande resposta, termos uma grande vitória no pleito de 2012 é uma resposta. Alcançarmos um prestígio maior no seio dos movimentos sociais e sindicais, conseguirmos nos ligar mais ao povo e às massas, também são importantes respostas. Além, é claro, do terreno judicial para provar o mais rapidamente possível a inocência do ministro e a dignidade do Partido. Impetramos três ações e queremos que elas rapidamente sejam julgadas.

http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/renato_rabelo_922649.jpg

domingo, 1 de janeiro de 2012

100 anos de João Amazonas

Hoje, Dia da Paz Universal, 100 anos de JOÃO AMAZONAS, o paraense do mundo, trabalhador da Fábrica Palmeira, amigo de Dalcidio Jurandir, que virou presidente nacional do PCdoB nos anos de chumbo e comandante da Guerrilha do Araguaia. Mas quem foi de fato este grande brasileiro cuja propria grandeza se estampa no sobrenome Amazonas?


Dia 1º centenário de João Amazonas, dia 7 aniversário da Cabanagem, 10 nascimento de Dalcidio Jurandir, 12 da cidade das mangueiras... (Jose Varella)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Viva CUBA!

Há 146 milhões de crianças desnutridas no mundo.

 

Nenhuma EM CUBA!!!

Eleições 2012 serão palanque para PT pregar novo marco da mídia


Najla Passos

A necessidade de o Brasil democratizar seus meios de comunicação é um tema que estará no centro dos debates políticos nas eleições de 2012. No ano em que a imprensa derrubou um número recorde de ministros com acusações nem sempre comprovadas, e ao mesmo tempo silenciou sobre o livro-denúncia A Privataria Tucana, o PT decidiu usar as campanhas para prefeito em 2012 para colocar sua estrutura partidária a serviço da luta pela democratização da mídia.

Em resolução do Diretório Nacional aprovada no início de dezembro, durante encontro em Belo Horizonte (MG), o PT prega que seus candidatos e filiados aproveitem a eleição para defender um novo marco regulatório para emissoras de rádio e TV, em estudo no governo federal desde o fim da gestão Lula.

“Isso significa incluir a comunicação nas plataformas eleitorais, estimular candidaturas que levantem esta bandeira e se identifiquem com este movimento, articular a luta eleitoral com a luta social em torno deste movimento ao longo da campanha, assumir compromissos explícitos no âmbito municipal”, diz o documento.

Na resolução, a cúpula petista apresenta um roteiro para ser seguido pelos filiados neste assunto durante a campanha. Diretórios regionais e municipais devem mobilizar dirigentes, militantes, simpatizantes, parlamentares e gestores públicos (governadores, prefeitos, secretários, dentre outros). E recorrer a seus próprios instrumentos de comunicação, como sites, boletins, redes sociais e blogs.

O documento propõe, ainda, que o partido estimule a realização de seminários municipais e regionais para discutir o tema e apoie a criação de conselhos regionais de comunicação.

PT aproxima-se de jornais regionais, que crescem com verba federal


Najla Passos

 Na luta para democratizar a comunicação no país, o que na prática significa tentar esvaziar o poder de fogo dos veículos tradicionais, tidos como adversários políticos, o PT tem ajudado a dar visibilidade e apoio aos jornais regionais, aqueles de porte e alcance menor.

No início de dezembro, a Associação dos Diários dos Interiores (ADI) realizou seu primeiro congresso nacional, no início de dezembro, e contou com a presença de diversos petistas a prestigiar o evento.

A presidente da ADI, Margareth Codraiz Freire, vê com bons olhos o plano petista de aproveitar as eleições municipais para estimular a consolidação de uma imprensa mais plural, fora do eixo Rio-São Paulo. “Desde o governo Lula, o PT já vem operando a democratização da mídia, ao deixar de concentrar os recursos publicitários naqueles poucos jornais que se consideram grandes”, afirma.

A regionalização da verba publicitária do governo federal explodiu na última década, especialmente a partir no segundo mandato do ex-presidente Lula. de 2000 a 2010, o número de veículos de comunicação atendidos com verba oficial subiu de de 500 para 8 mil.

A presidenta Dilma Rousseff manteve essa política e, em 2011, mais de 230 veículos novos passaram a fazer parte da lista de pagamentos publicitários dos órgãos oficiais. Apenas jornais, são 2,3 mil.

Segundo Margareth, há jornais regionais que, no lugar onde circulam, têm muito mais importância na condução da opinião pública do que os três grandes jornais nacionais. “A tiragem dos jornais regionais é maior e eles penetram em locais onde os grandes não chegam”, esclarece ela.

Hoje, no interior do Brasil, há 380 jornais diários que, juntos, mantêm uma tiragem de mais de 20 milhões de exemplares. “Não é algo que um governo possa desconsiderar. E a mesma lógica vale parar rádios, sites, blogs e revistas”, acrescenta ela.

Margareth lembra que, antes do governo Lula, os jornais do interior, assim como rádios e sites, jamais receberam verbas publicitárias do governo federal. Vivam, principalmente, de anúncios do mercado privado. Agora, na gestão Dilma, essa participação foi ampliada. “Ainda assim, é ínfima. A participação do governo federal chega, no máximo, a 1,5% do faturamento líquido de alguns jornais”, contabiliza.

Fórum Social Temático 2012 terá Gilberto Gil, Manu Chao, Boaventura, Ramonet e presidentes


Fórum Social Temático 2012, que será realizado em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, de 24 a 29 de janeiro, já tem mais de 400 atividades autogestionárias inscritas. Estão confirmados, por exemplo, nomes como Boaventura de Sousa Santos, Ignacio Ramonet, José Graziano, Gilberto Gil, Manu Chao e João Pedro Stédile, entre outros. No dia 25 de janeiro, o FST 2012 deverá abrigar uma mesa de cúpula reunindo os presidentes de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A mídia ganhou e perdeu em 2011. Agenda de 2012 depende da privataria


Meios de comunicação buscaram impor orientação conservadora ao país. Ganharam, apesar de derrotados nas eleições de 2010. Embate pela agenda política de 2012 passa pelo destino que se dará à CPI da privataria. Ela pode ser uma espécie de “Comissão da verdade” do neoliberalismo. Tudo depende de existir pressão popular.

Gilberto Maringoni






terça-feira, 20 de dezembro de 2011

'Governo faz pouco contra spread escandaloso de truste bancário.'(entrevista com Paul Singer)



Para o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer, bancos públicos deveriam ser mais bem empregados para forçar queda do juro cobrado do cliente final pelo sistema financeiro. Em entrevista à Carta Maior, Singer diz que freada do crescimento foi resposta do governo a reação de bancos contra 'pleno emprego'. E mostra otimismo sobre PIB voltar a avançar a 5%, patamar que equivaleria a 7% ou 8%, com população crescendo pouco.

 O economista Paul Singer, de 79 anos, é talvez o mais longevo membro do segundo escalão federal. Levado ao governo pelo ex-presidente Lula, há oito anos e meio é secretário nacional de Economia Solidária, de onde assistiu incólume às recentes denúncias de corrupção que ceifaram cabeças no ministério do Trabalho.

No acanhado gabinete que ocupa no terceiro andar do ministério, Singer dedica-se a pensar e propor ações que permitam aos trabalhadores tocar a vida sem depender de grandes corporações. Ali surgem ideias de estímulo a cooperativas que substituem patrões ou de microcrédito para ser operado por bancos comunitários, a juro baixinho.

Para o professor, há um “escandaloso” e injustificável spread praticado por um “truste bancário” no Brasil. Ele acredita que discutir o juro cobrado pelos bancos nos empréstimos ao cliente final é hoje tão ou mais importante do que o debate sobre a taxa básica do Banco Central (BC), a Selic.

O governo, afirma o professor, erra ao usar muito pouco os bancos públicos para fazer concorrência contra o truste privado. Tirando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com seus empréstimos subsidiados para as empresas, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF) praticamente não se diferenciam do sistema financeiro privado.

O que é incomprensível, considerando que o governo, nas palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, aposta hoje no crédito como arma para reativar a economia depois do PIB zero do terceiro trimestre.

Segundo Singer, essa estagnação resultou de reações do sistema financeiro ao “pleno emprego” no Brasil e levou os bancos a promover um campanha, via imprensa, de que haveria pressões inflacionárias fortes demais. Resultado: o governo tomou medidas contra o crescimento no fim de 2010 e no início de 2011, e os efeitos da crise europeia encarregaram-se de potencializá-las.

Estas e outras reflexões de Paul Singer, o leitor confere abaixo na entrevista exclusiva que ele deu à Carta Maior.

Por que o Brasil teve PIB zero no terceiro trimestre?

PAUL SINGER: Estávamos num crescimento muito vigoroso em 2010, que em parte foi recuperação do crescimento que não houve em 2009, por causa da grande crise internacional. Com esse forte crescimento, a economia chegou ao que eu julgo que é pleno emprego: ninguém fica desempregado muito tempo, só algumas semanas. Uma das consequências do pleno emprego são pressões salariais. O Dieese [Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconomômicos] divulgou que a grande maioria dos acordos salariais registrou ganhos reais para os trabalhadores. Isso gerou no mercado financeiro, principalmente nos bancos, uma expectativa de inflação. E uma campanha, desencadeada pelos bancos, pelos seus economistas, seus porta-vozes que têm muito acesso à imprensa, de que era preciso que o BC aumentasse os juros, para dar um breque no crescimento, antes que a inflação se tornasse incontrolável. Também tivemos problema de expectativas, por causa daqueles pobres países da periferia da União Europeia.

Há quem ache que houve aí intensidade exagerada do governo brasileiro em conter o crescimento, inclusive porque também foi feito um grande arrocho fiscal. Houve exagero?


SINGER: Eu fui contra a elevação dos juros quando foi feita, ao longo de todos esses anos. Nossos juros são fora de série, quanto mais você conseguir aproximá-los dos níveis usuais no mundo, tanto melhor para nós. O esforço brasileiro deveria ser normalizar os juros. Mas não conseguiu porque, cada vez que a economia tende ao pleno emprego, o BC interveio de uma forma bastante drástica. 

Inflação e pleno emprego são uma tensão permanente ou ela tem como ser superada?

SINGER: Tem, tem como ser superada.

Como?


SINGER: Substituindo o capitalismo por economia solidária. Esse é um processo que está de alguma maneira acontecendo. Na economia solidária, nas cooperativas, não tem luta por salário. Os trabalhadores são os donos da empresa e decidem quanto vão retirar por mês, mas dentro das possibilidades da cooperativa. Certamente, a situação de pleno emprego não fará os trabalhadores das cooperativas aumentar sua retirada. Só se ela aumentar sua produção, conseguir vender mais a preços melhores.

No marco do capitalismo não tem como superar?

SINGER: Não quero ser tão radical... Houve tentativas. Quando houve os 30 anos gloriosos antes do neoliberalismo, houve um crescimento muito forte da economia capitalista com pleno emprego, era a política keynesiana. O pleno emprego foi inscrito nas constituições. E havia pressões inflacionárias, claro que havia. E as tentativas que houve foi fazer um entendimento político com os sindicatos. Colocar os patrões, as centrais sindicais e o governo, de forma tripartite, para negociar aumentos de salários e de preços, controlar os dois, para que a inflação fosse pequena. Foi chamado de neocorporativismo. Deu muito certo na Suécia, na Áustria... Mas o cômputo geral dessas tentativas não foi bom. Chegou-se à conclusão que isso dava certo em poucos países, porque exige uma unidade muito grande entre os trabalhadores e entre os patrões. Tem que pensar que as empresas competem entre si, não é simples alinhar todas. E os trabalhadores tampouco. Começou a haver greves selvagens contra os sindicatos. E de fato a inflação acabou sendo maior.

O senhor acha que o pleno emprego veio para ficar no Brasil ou precisa ser cultivado?

SINGER: Precisa ser cultivado, claro. Se isso que aconteceu no terceiro trimestre se repetir, se a economia, sei lá, estagnar, não crescer mais, aí pode acontecer que você tenha aumento do desemprego e saia da situação de pleno emprego. Eu digo pode porque o outro fator importante, que é o demográfico, nesse momento não pesa. Se essa entrevista fosse cinco anos atrás, minha resposta seria enfaticamente: "Se não crescer, vem desemprego”. Porque teriam jovens entrando no mercado de trabalho incessantemente.

Se a luta política entre trabalhadores, por emprego, e sistema financeiro, por inflação baixa, não vai acabar, cabe ao Estado arbitrar. Para o senhor, o Estado está arbitrando corretamente?

SINGER: Nesse ponto, a política da presidenta Dilma é diferente do presidente Lula, é a nossa grande novidade macroeconômica. E e eu servi aos dois presidentes, não tenho preferência. 

Acha possível ou desejável acelerar a queda da taxa de juro? Ou aliviar o superávit primário? Ou os dois?


SINGER: Não há a menor dúvida de que nós deveríamos chegar a juros civilizados. Os americanos estão com juro zero, se você descontar a pequena inflação que eles têm, estão com juro negativo. Não só eles. Os países europeus todos estão praticando uma taxa de juros muito pequena. Isso é positivo até do ponto de vista da distribuição de renda. O juro é um pagamento de quem ganha menos para quem ganha mais, é uma forma de concentração de renda. É uma discussão antiga no Brasil. Desde que a inflação foi debelada pelo Plano Real, era de se esperar que a taxa de juros regredisse. E não estou pensando na Selic [a taxa básica do BC], não, estou pensando nos juros cobrados pelos bancos. Hoje, estamos com juros ao consumidor de, sei lá, 6%, 7%, 8% ao mês, e uma inflação de 0,5% ao mês, ou menos. É um spread escandaloso, não tem como justificar. Há um truste bancário. Uma das coisas que o governo podia fazer, e faz parcialmente, muito pouco, é reduzir a taxa de juros dos bancos oficiais. A Taxa de Juros de Longo Prazo [TJLP] do BNDES já está quase civilizada, quase zero real. Se o BNDES pode fazer isso, qualquer banco público também pode.

Só a concorrência dos bancos públicos pode baixar os spreads que o senhor chamou de escandalosos? Ou o governo poderia fazer algo além
?

SINGER: Você poderia fazer uma lei limitando os juros, existe a lei da usura. Mas a gente geralmente procura as formas politicamente menos provocativas. E o governo não quer provocar o sistema financeiro.

Acredita que o Banco do Brasil e Caixa Econômica teriam mesmo condições de trabalhar com juros como os do BNDES?

SINGER: Não estou acompanhando os balanços bancários, mas comparando a situação dos bancos brasileiros com qualquer banco europeu, norte-americano... Qualquer um pratica juros muito menores.

O interesse do sistema financeiro também se manifesta no superávit primário. Aí o senhor acha que o governo tem de mudar a política também?

SINGER: A questão toda é o que queremos fazer com a dívida pública brasileira, sendo que a nossa, comparativamente, é pequena. A política dos oito anos do governo Lula foi de reduzir a dívida pública, isso foi muito bom para o Brasil. Para os próprios banqueiros também foi bom. Uma política conservadora, dê o nome que você quiser. E a Dilma está fazendo por igual. Agora, vamos supor que o governo brasileiro estivesse tão bem que pudesse pagar, sei lá, 10% da dívida a cada ano. No segundo ano, eu preveria que haveria escassez de moeda. Seria terrível para a economia, a economia pararia de crescer. O sistema financeiro capitalista exige dívida pública, o título é sempre o mais seguro, é o lastro da moeda emitida pelos bancos. Se falta moeda, todo mundo guarda moeda. Cria nas pessoas a ânsia do entesouramento, não botariam dinheiro no banco, mas numa caixa. Você não compra, para guardar. E não comprar significa crise. É preciso ter um suprimento de moeda, e essa moeda básica é a dívida pública. O ideal seria praticamente manter ou até ampliar um pouco a dívida, na medida em que a economia inteira está crescendo.

No PIB zero, só a agropecuária cresceu com suas exportações...

SINGER: É, estamos matando a fome dos chineses...

A qualidade do desenvolvimento brasileiro está bem distribuída, na sua opinião?


SINGER: Difícil responder essa pergunta. Diria que efetivamente nos transformamos no maior exportador de alimentos do mundo, acho que mais do que os EUA, que são um clássico exportador. Isso é uma coisa que ajuda a economia brasileira. O ideal é ter uma balança comercial equilibrada, e estamos perdendo espaço na exportação industrial, inclusive por causa da valorização do real. Isso tem um pano de fundo muito feliz, não para o Brasil, mas para o mundo. Estamos numa crise de escassez de alimentos, uma crise que a FAO [a agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura] já proclamou, houve um grande aumento de preços em 2008, e as pessoas não conseguiam comer. Nesse ambiente, o Brasil tem uma posição privilegiada. Mas crescer em cima da infelicidade e da fome dos outros, não é uma boa. O que acho que o Brasil precisa fazer é ajudar principalmente a África a produzir seus alimentos. A África foi colonizada e foi extremamente mal orientada, hoje importa seus alimentos. Nós temos muito para oferecer, uma tecnologia agrícola respeitável.

O senhor mencionou o câmbio. Acha que o Brasil tem que se adaptar a ele ou o câmbio tem que se adaptar ao Brasil?

SINGER: Já está bem melhor do que já foi. Talvez o dólar devesse ainda subir, mas não muito, talvez até R$ 2. O que está sendo muito discutido hoje pelos meus colegas é a desindustrialização. O Brasil hoje tem uma exportação industrial menor do que já teve e, ao mesmo tempo, estamos exportando produtos agrícolas. O peso da agricultura na economia está aumentando, mas da indústria não. Seria importante o Brasil acompanhar o resto do mundo no avanço tecnológico.

E como se altera a equação cambial?


SINGER: O governo tem recursos para ter a taxa de câmbio que ele considera a melhor, não temos mais a política que nós herdamos do Fernando Henrique, a tal da livre flutuação, não vejo nenhuma vantagem na livre flutuação, porque ela é totalmente financeira. Se o câmbio determinado no mercado fosse pela troca de mercadorias, por serviços... Se fosse da economia real... Mas não, a grande demanda por dólares é dos especuladores, e aí podemos ter taxa de câmbio desfavorável aos interesses do país.

O senhor acha possível atingir 5% de crescimento no ano que vem, diante do impulso pequeno dado no segundo semestre deste ano?

SINGER: É muito difícil fazer projeção para o ano que vem, a partir deste ano. A grande incógnita é em que medida a situação internacional vai degringolar ou não. Porque, nesse momento, o foco da incerteza é só a Europa. E por uma anomalia política, a meu ver. A direita europeia está chegando ao poder em países em que tinha perdido as eleições com a bandeira da austeridade. E a austeridade significa recessão, significa cortar brutalmente os gastos públicos, piorar os serviços sociais, mandar uma parte dos funcionários públicos para casa, tudo para reduzir o gasto público e tentar reduzir a dívida. Mas isso a Europa ocidental. Os Estados Unidos, tenho a impressão que está se recuperando, a China e a Índia, que são na verdade os grande motores da economia mundial, estão mantendo um bom crescimento... Acho que a previsão do Guido [Mantega, ministro da Fazenda]tem boas chances de se realizar, não é impossível, talvez nem improvável. E política tem que ser essa mesma, de manter um crescimento de 5% é uma meta boa. Nós deixamos de crescer como população. Isso torna um crescimento de 5% algo equivalente a 7%, 8%.

O que o Brasil pode fazer adicionalmente para crescer?

SINGER: Distribuir renda. Nós somos um país, eu diria, em grande medida autossuficiente. Numa época nossa grande dependência externa era o petróleo, mas isso com o pré-sal mudou completamente, nossos potencialmente um grande exportador. Do que nós dependemos, o que precisamos importar tanto que não só possa produzir no Brasil? Nós podemos ainda substituir importações, nós deveríamos ter substituído. Mas, como barreira externa, não vejo nenhuma ameaça.