terça-feira, 17 de abril de 2012

Novo recuo da economia sinaliza que Copom deve reduzir juro

PCdoB realiza seminário sobre os 90 anos: “Seminário PCdoB 90 anos”



Acaba de ser divulgada a programação do “Seminário PCdoB 90 anos: história, legado, lições e alternativa socialista”, que será realizado nos dias 20 e 21 de abril, no campus Vergueiro da Universidade Paulista (Unip), em São Paulo. O público será de participantes convidados pelos organizadores.
No âmbito das comemorações dos seus 90 anos, o PCdoB e a Fundação Maurício Grabois realizam essa atividade para debater a presença da legenda comunista na história do país. Como o Partido marcou com suas bandeiras a história nacional e, ao mesmo tempo, como foi influenciado por ela. Será ressaltado, também, o legado dos comunistas à construção do Brasil.
Por outro olhar, se verá que as lições dessa longa trajetória são diretrizes para o Partido seguir avante, com acúmulo crescente de forças. Finalmente, será discutido a alternativa do socialismo na contemporaneidade e no contexto da presente crise do capitalismo mundial.

A caravana, os camponeses e a crença no Exército.



Por Paulo Fonteles Filho.

Na caravana de familiares de 1980 o advogado-do-mato, Paulo Fonteles, forneceu aos viajantes informações de aspectos importantes que deveriam ser compreendidas naquela ousada expedição araguaiana:
"(...) bem, o coração de vocês deve ser bastante duro nessa viagem porque vocês irão ouvir coisas não muito boas de se ouvir: camponês que entregou guerrilheiro, que envenenou guerrilheiro, que levou para comer em casa e botou veneno (...).

"Paulo, se eles eram tão estimados como fizeram essas atrocidades com eles?", perguntou Edgar Corrêa, pai da desaparecida Maria Célia Corrêa, a 'Rosinha'.

"Seu Edgar - explica o advogado- têm, por exemplo, um camponês do qual não recordo o nome que entregou  parece que a "Sônia"(Lúcia Maria de Souza). E esse homem até hoje vive pelas matas se maldizendo 'por que eu fiz isso? por que eu entreguei a "Sônia"? se ela era tão boa para mim! porque eu fiz isso?' Inclusive a "Sônia", na hora que foi presa, disse para ele o seguinte: 'Eu não tenho pena de ti, eu tenho pena é de teus filhos'. Então, na imagem dele, na cabeça dele, parece que ficou que a guerrilheira morreu e vai perseguir os filhos dele (...) o fato concreto é que o Exército conseguiu o apoio de uma boa parte da massa (...) mas uma outra parte da massa apoiou a guerrilha até o fim (...) teve camponês que foi torturado porque apoiava a guerrilha, camponês que foi assassinado, essa dupla realidade a gente encontra na região (...)".

Paulo Fonteles interrompe a narrativa, acende um cigarro e prossegue:

"Talvez eu esteja sendo assistemático, mas gosto de falar de dados reais. Há um camponês na região do 'Paradalama' chamado Manoel 'Gago'. O primeiro contato que eu tive com ele está fazendo um ano e meio. Era um contato para prestar assistência jurídica a uma luta que ele vinha desenvolvendo contra uma turma de grileiros. Manoel 'Gago' começou a me contar que havia entregue um guerrilheiro; amarrou-o na casa dele e foi chamar o Exército para buscá-lo (...) contava festejadamente. Fui para minha cama, fumei uns dois cigarros, me refiz da coisa toda e comecei a pensar 'o que eu vou fazer com esse filho da puta?, servir de advogado dele, esse bandido que entregou um companheiro?'. Mas, finalmente, eu percebi que o camponês não tinha culpa no cartório, foi usado como instrumento da reação (...) voltei para conversar e a gente criou uma amizade".

O advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) procura dar régua-e-compasso para os mais de vinte caravaneiros, precisamente sobre como tratar e compreender os lavradores:

"O Manoel 'Gago' já era uma liderança de luta de massas da região dele quando começou a se desenvolver politicamente e a gente sempre conversava sobre a guerrilha quando discutia. O movimento de massas foi crescendo na região (...) até que chegou um momento em que o Manoel 'Gago' tomou consciência do que fora a guerrilha. Eu me lembro bem que eram umas cinco e meia da tarde quando eu bati no ombro do Manoel depois de um encontro pastoral: 'pois é Manoel, tu já sabes o que aquele pessoal estava fazendo aqui?', aí ele me disse: 'agora eu sei!'. Quando foi na hora da missa, têm a hora da remissão dos pecados em que o pessoal começa a pedir perdão (...) então o Manoel começou muito emocionado a pedir perdão à Deus: 'meu Deus, meu Deus, eu peço perdão pelo mal feito com gente que gostava de nós, que eu não sabia e que eu fiz muito mal'. Pois bem - prossegue Fonteles-  eu contei essa história do Manoel para explicar a conduta que uma parte da massa teve diante da guerrilha. Então, isso é para que a gente tenha consciência para que, se a gente encontrar um camponês que deseje falar e que tenha participado como guia ou como agente da repressão, ou que tenha entregue algum companheiro; a gente saiba ter uma conduta política diante desse camponês, perceber que, na verdade, ele mais do que culpado foi vítima daquela situação. Não é que a história vá se repetir (...) teve outro camponês que me contou a seguinte história: 'olha - o advogado comunista relata a advertência do lavrador para com os guerrilheiros - vocês vêm na minha casa e o dia que vocês vierem têm almoço, comida, têm tudo. Agora vocês não me digam o dia que vocês vem'.

A explicação para aquela atitude veio em seguida:

"Porque se eles, os guerrilheiros, dissessem e o Exército chegasse lá, ele, o camponês, submetido à tortura talvez dissesse o dia. E tem exemplos desse tipo, de fato. Um conjunto expressivo esteve até o fim do lado dos guerrilheiros. Bem, acho que esta história (...) é bom não entrar em digressão teórica, mas o exemplo vivo ensina muito mais coisas. Há hoje (1980) este movimento camponês na região. Será que têm alguma coisa haver com a guerrilha (...) e o movimento camponês hoje na região? (...) bem, alguns acham que não há (...) eu provo que há!".

A preocupação permanente  do advogado-do-mato, Paulo Fonteles, era o retraimento da população diante da caravana. A justeza da inquietação correspondia ao fato de que toda a área deflagrada pelo movimento guerrilheiro era um campo sensível para a aplicação da ideologia da segurança nacional, própria daqueles tempos. Entre os aspectos destacados está o fato de que "(...) Marabá, por exemplo, seria a última cidade onde a abertura política iria chegar".

O trabalho da CPT na região, tendo por base o serviço ao povo e a politização já estabelecia um contato mais aprofundado com os trabalhadores rurais araguaianos. Nos mais remotos dos sertões, naquilo que chamamos de país profundo, a equipe da pastoral preparava a população para o enfrentamento ao latifúndio e, via de regra, utilizava a questão da luta guerrilheira. Muitos lavradores abandonavam o termo pejorativo "terrorista" pelo justo "guerrilheiro" e estes passavam a entender os motivos da luta das Forças Guerrilheiras do Araguaia.

Na prática o entendimento se manifestou quando, em 1976, os camponeses organizaram em São Geraldo do Araguaia a "Guerra dos Perdidos" ou a "Segunda Guerra", segundo a memória dos que, com armas nas mãos enfrentaram o Exército e a Polícia Militar do Pará. Tal enfrentamento ocorreu por conta da ação do Incra que, atuava favoravelmente à grande empresa rural ensejando a expulsão de numerosas famílias de suas terras. A "Guerra dos Perdidos" foi relatada há poucos anos pelo jornalista Leonencio Nossa, de "O Estado de São Paulo", num conjunto artigos sobre eventos de lutas sociais - "As guerras desconhecidas do Brasil" - ocorridas no século XX, sempre nos áridos sertões brasileiros.

Para ilustrar aquele ambiente de luta campesina, Paulo Fonteles, que desde 1978 atuava na região exemplificava:

"(...) não sou, companheiros, apologista da guerrilha (...) a caravana pode contribuir muito para o avanço das informações sobre a guerrilha. O fato é que estende-se por toda a região um movimento camponês muito forte a ponto de lavradores, às vezes analfabetos, discutirem 'testa a testa' com coronel e firmarem posição. Há quinze dias atrás, na região dos 'Claros' (São Geraldo do Araguaia) um grupo de lavradores impediu que os agrimensores do Grupo Executivo de Terras Araguaia-Tocantins (Getat) - orgão militarizado de política fundiária- de cortar uma área (...) foram lá e disseram: 'vocês não vão cortar a área porque a área já está cortada (...) o Getat não vai mexer em terra de ninguém (...) "lei nós já têm", vocês tem que medir (...)'. Os lavradores estão contrariando toda a política do Getat e foram fazer discussão na sede do Getat em São Geraldo do Araguaia com coronel e representantes de Brasília dizendo que lá 'ninguém vai mexer na terra' (...) e o Getat respeitou, até porque por trás da ação de um grupo de lavradores têm toda uma massa relativamente organizada".

O advogado aborda uma questão absolutamente delicada:

"(...) o problema central do movimento camponês na região é a crença no papel das forças armadas, que estas respeitam o povo - e cita exemplos- antes de estourar a guerrilha o Exército demagogicamente impediu que a terra de um lavrador fosse grilada. Foram lá, prenderam os jagunços (...) problema de terra, vai no oito (52 Bis), lá se encaminha para o juiz, para o delegado (...). Fato novo, dia 13 de setembro último ocorreu no caso da Fazenda Bamerindus quando um lavrador fora sequestrado por pistoleiros e setenta e sete homens armados cercaram a fazenda. O Exército baixou lá um capitão que, desastradamente, afirmou no final de contas que não havia pistoleiro nenhum e que se os lavradores não fizessem acordo iam entrar no pau com o Exército. 
Foi a primeira vez que um oficial comete um erro dessa natureza (...)".

Paulo Fonteles explica:

"Porque eu coloco isso? (...) o Exército não participa da luta direta do grileiro com posseiro, encaminha para o juiz, para o delegado e o pau corre solto".

Reportando-se a um dos mais famigerados agentes da repressão, destacou:

"O Curió é um quadro do mais alto calibre das forças armadas, inteligentissímo, habilissímo, bom de conversa. O nome dele é Curió mesmo porque é um cantador. Gentil, educado, dá tapinhas nas costas, bate-papo, conversa, conta piada, vai na casa do lavrador, toma café, dorme na rede, se junta com a massa. Têm o papel de botar sempre 'panos quentes'".

Sobre o barril de pólvora no araguaia, testemunhou:

"Agora, independente disso, os grupos econômicos atuam para tirar o lavrador da terra e a coisa chegou a tal ponto que o Exército começa objetivamente a intervir na área (...) já existe uma companhia acantonada com cento e cinquenta homens em São Geraldo para construir um quartel (...) uma estrada será aberta que ligará São Geraldo à Itaipavas (atual município de Piçarra do Pará), atravessando toda a região (...) mais ou menos uns 60 Km (...) essa estrada é uma operacional militar já preparando uma intervenção direta na área. Quando Dom Alano Penna (então Bispo de Marabá) disse que eles estão preparando uma nova guerra é porque nos últimos meses têm se desenvolvido muita luta e os lavradores estão numa ofensiva geral, estão ocupando as terras, botando pra fora o gerente, o jagunço, o fazendeirão e ficando nelas (...) só falo isso porque o Exército sabe e é por isso que manobra e faz concessão (...) porque o Exército sabe que se intervir desastradamente pode criar uma rebelião camponesa que talvez não teria condições de debelar e é por isso que eles manobram (...)".

Uma voz interrompeu-lhe a fala, perguntando:

"O povo não vincula a morte dos guerrilheiros ao Exército?"

"Claro que vincula - respondeu o advogado - eles eram amados, todo o povo gostava do pessoal, gostava pela prática correta, justa. No que toca a população, eram amigos do povo, ajudavam, socorriam. E de um modo geral, jamais encontrei um lavrador que se queixasse deles, todos só falam bem. Agora, mediante a propaganda que realizou o Exército de que eram terroristas, assaltantes de bancos, que queriam entregar o Brasil para Cuba, Rússia e China, mediante uma intensa campanha de assistência (as Operações Aciso) à população (...) e depois mediante à tortura, a violência desencadeada contra a população, eles conseguiram, na verdade, o apoio de uma parte da massa contra os guerrilheiros (...)".

É sabido que uma terrível repressão se abateu sobre toda área conflagrada da guerrilha. 
Angelo Arroyo, em seu histórico relatório, afirmara que mais de mil moradores foram presos e torturados pelas forças armadas. A caravana de familiares de 1980 constatou esse fato de que centenas de lavradores pobres, castanheiros, pequenos comerciantes, barqueiros e artezãos foram atingidos pela brutal repressão.

Em currutelas, como São Domingos das Latas e Palestina do Pará,  quase toda a população fora presa. Muitos foram trancafiados por meses e bestializados até a náusea o que revela que muitos dos camponeses haviam se ligado à guerrilha em alto nível.

Muitos, lavradores anônimos, jamais voltaram para suas casas e suas vidas modestas de trabalho duro de roça.

A força da ditadura militar, apenas no período de 1972 até 1975, tempo da existência do movimento insurgente pode ter produzido mais de trezentos assassinatos. A Comissão Nacional da Verdade têm, também, a tarefa de tirar da escuridão tais acontecimentos da vida brasileira.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Deputados do Pará fazem lei para financiar suas campanhas eleitorais



Os deputados estaduais querem, através de lei, criar um fundo para destinar o dinheiro que sobra, e que não é pouco, no final do ano na Assembléia Legislativa para financiar suas campanhas eleitorais através de ONGs e outras entidades ligas a seus correligionários, apoiadores ou cabos eleitorais.

Hoje estas transferências estão sendo feitas de forma ilegal e vem sendo investigadas pelo Ministério Público do Estado. Ao que tudo indica, eles encontram um jeitinho através de uma lei inconstitucional e, no mínimo, questionável, de continuar a fazer os repasses.

As ongs e associações, para receber recursos desse fundo a ser criado precisam ser indicadas pelo Deputado e ficaram amarradas politicamente ao seu esquema eleitoral. Uma tremenda bandalheira.

A Assembléia Legislativa só tem dinheiro sobrando porque os deputados criaram um percentual de repasse obrigatório na Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO maior que as suas necessidades, justamente para ter esta sobra e poder usá-las politicamente.

A solução correta, ética, decente, republicana é simples, basta diminuir o percentual da Assembléia Legislativa e o dinheiro ficará com o Executiva que pode usá-lo para financiar programas e atividades ou destiná-los através de convênios com as prefeituras municipais para atender as demandas legitimas das comunidades.

Não podemos aceitar esta confissão de indecência que os deputados estão fazendo através da criação deste fundo eleitoral de reeleição.

As pessoas procuram os postos de saúde e não tem atendimento e nem medicamento. As cidades do Pará são as piores do Brasil, não tem água tratada, saneamento, os ramais de produção são verdadeiros atoleiros, a qualidade de vida das pessoas foi para o espaço e a Assembléia Legislativa com dinheiro sobrando para esbanjar e financiar campanhas. Tá certo isto?

Na quarta-feira, dia 18.04, as 09 horas, na própria Assembléia Legislativa, haverá uma reunião organizada pela Secretaria de Planejamento Orçamento e Finanças, SEPOF onde ira discutir a LDO, Lei de Diretrizes Orçamentárias. Vamos todos para lá exigir que o percentual de repasses obrigatórios para a Assembléia Legislativa seja diminuído a um valor que garanta que os deputados exerçam apenas as prerrogativas escritas na Constituição Federal, ou seja, fazer leis decentes e fiscalizar os gastos do nosso dinheiro. Se eles quiserem ser reeleitos, sejam bons políticos nestas duas missões constitucionais e nós os eleitores saberemos avaliá-los
( Zé Carlos)
Fonte: Blog do Bacana.

Dilma ou Jatene quem paga a conta da CELPA


Foi realizado na última quarta feira (10), a Sessão Especial Sobre federalização ou estatização da Celpa, tema que vem preocupando a população paraense, que até este momento não entende bem o que está acontecendo, e o Governo do Estado e o Grupo Rede faz questão de não esclarecer.
A rede Celpa hoje tem uma dívida acumulada de cerca de 3 Bilhões de R$,cifra esta que coloca a empresa no que hoje eles chamam de recuperação judicial, que nada mais é do que a falência no popular. Está Sessão Especial teve o objetivo de debater e buscar medidas para que mais uma vez a população não tenha seus direitos corrompidos. Sendo que os mais esperados não se fizeram presentes a Rede Celpa e o Governo do Estado do Pará, que mais uma vez demostra desrespeito pelo nosso povo. O ato contou com a participação da bancada do PT membros do PCdoB, a ARCON, PROCON, Sindicato dos Urbánitarios, CUT, CTB, FEMAMB e entidades de bairros.
A partir hoje (12), 40% da energia do Marajó será racionada porque a empresa GUASCOR que fornece combustível para usinas termoelétricas não recebeu o pagamento da Celpa de receber R$ 19 milhões , foi o que afirmou o promotor Sávio Brabo,
Outro dado que chamou a atenção dos presentes, repassado pela ARCON foi que a rede Celpa de 1999 a 2011 foi fiscalizada 525 vezes autuada 56 vezes e multada em R$ 119.445.510,72 Milhões.
              

Marcos Duarte – A importância da participação popular é fundamental para que o nosso povo não seja explorado mais uma vez pelas oligarquias que corrompem as nossas riquezas há séculos. Por isso não fique de fora desse debate que influencia na qualidade de serviços e na vida de tantos trabalhadores de uma empresa que tem tanta importância para o nosso povo, não esquecendo que hoje pagamos uma das maiores tarifas do país mesmo sendo um grande produtor de energia limpa e renovada. 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sábado Resistente homenageia os 40 anos da Guerrilha do Araguaia


O Sábado Resistente deste mês será dedicado aos 40 anos da Guerrilha do Araguaia, considerado o maior movimento armado brasileiro de contestação ao regime militar. A resistência dos combatentes do Araguaia durou mais de dois anos e envolveu um efetivo de mais de 10 mil militares do Exército.


“A Guerrilha do Araguaia é um exemplo de luta, não apenas dos comunistas, mas de todo brasileiro que não aceitava a ditadura. Grande parta dos combatentes do Araguaia eram jovens provindos do movimento estudantil. Estudantes de medicina, engenharia e artes que abandonaram a cidade para viver com o povo simples da região do Pará. Um exemplo de dedicação às causas populares”, explica o secretário-geral da Fundação Maurício Grabois, o historiador Augusto César Buonicore.

O evento, promovido pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, acontece no próximo sábado (14), a partir das 14 horas. Buonicore lembra que em função dos desaparecidos políticos, a Guerrilha do Araguaia ainda é uma página de nossa história que não foi virada.

“Mais de 60 corpos de guerrilheiros nunca foram devolvidos às suas famílias. Essa é a maior concentração de desaparecidos em um único evento da história brasileira”. Buonicore reforça que ao comemorar 40 anos da Guerrilha retoma-se ainda a questão da luta para que seja revelado o que aconteceu com aqueles brasileiros, as condições de seus assassinatos e o destino de seus restos mortais. “A intenção é também reverenciar os combatentes mortos no Araguaia”, enfatiza.

O evento terá a participação do professor da Universidade Federal de Goiás e autor do livro “Guerrilha do Araguaia: a esquerda em armas”, Romualdo Pessoa Campos Filho. Também participam o procurador da República em Ribeirão Preto e integrante do Grupo Direito à Memória e à Verdade do MPF, Andrey Borges de Mendonça e o secretário nacional de Justiça e presidente da Comissão de Anistia do Ministério Justiça, Paulo Abrão. Eles farão uma breve exposição sobre a história do Araguaia e o andamento dos processos em relação aos desaparecidos políticos.

O guerrilheiro do Araguaia e presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, Antônio Guilherme Ribeiro Ribas — assassinado pela ditadura militar —, familiares de mortos e desaparecidos durante a Guerrilha serão homenageados na figura de José Dalmo Ribeiro Ribas — irmão de Antônio. Em nome dos camponeses da região, o presidente da Associação dos Torturados da Guerrilha do Araguaia, José Moraes Silva (o Zé Onça), receberá um tributo.

O procurador da República, Andrey de Mendonça também receberá, em nome do Ministério Público Federal, uma homenagem por denunciar na Justiça Federal em Marabá o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura (o Major Curió) pelo sequestro qualificado de cinco combatentes da Guerrilha.

O secretário-geral da Fundação Maurício Grabois — co-promotora do evento — lembra que esse é um ato aberto à participação de todas as pessoas que se interessam em conhecer melhor como foi a resistência à ditadura e que também querem manifestar seu apoio ao restabelecimento da verdade. Também apoiam o evento entidades estudantis como UJS, UEE, Upes, Ubes e UNE.

Buonicore diz que essa será a primeira de muitas atividades de que a Fundação pretende participar em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política e o Memorial da Resistência de São Paulo. “No final do ano temos o centenário de Maurício Grabois. Já estamos planejando uma série de eventos conjuntos. Um dos nossos ramos de atuação é a memória e essa é uma de nossas afinidades comuns”.


 Por Mariana Viel, da redação do Vermelho


Sábado Resistente

O Sábado Resistente é um espaço de discussão das causas libertárias, em especial da resistência ao regime militar implantado no Brasil com o golpe de Estado de 1964. Seu principal objetivo é o aprofundamento dos conceitos de liberdade, igualdade e democracia, fundamentais ao ser humano.

Serviço

Sábado Resistente em homenagem aos 40 anos da Guerrilha do Araguaia
Sábado, 14 de abril
A partir das 14 horas
Local: Memorial da Resistência de São Paulo, Largo General Osório, 66 – Luz. Auditório Vitae – 5º andar

O PCdoB- Belém vem mostrando trabalho à população Paraense.

Marcio Freitas participou ontem (10) de uma entrevista na radio FM cabana no programa Pará pai’egua produzido pelo radislista Rosivaldo Rodrigues,a rádio localizada no bairro da Guanabara em Ananindeua com abrangência na grande Belém.
        Com o objetivo de tratar sobre a regularizão fundiária em terras da união, Márcio Freitas que já foi coordenador de regularizão fundiária, hoje coordena o setor de caracterização e identificação da SPU/PA- Superintendência do Patrimônio da União no Pará. Esclareceu o papel da regularização das terras públicas federais para a sociedade brasileira e em especial para os paraenses, sendo que no estado do Pará, já foram entregues cerca de 30 mil títulos e na capital cerca de 10 mil, ressaltou a necessidade de ampliar esses números de titulações. A SPU/PA vem trabalhando para alcançar a nossa população que ainda não recebeu seu título.
        

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Oposição deve ter várias candidaturas

Assim como ocorre com a base aliada, que não chegou ao consenso em torno de único nome na disputa à prefeitura de Belém, a oposição ao governo de Simão Jatene também deve chegar dividida às eleições deste ano. O momento ainda é de negociações, mas a tendência é de que haja vários candidatos com tendências mais à esquerda. As conversas dos oposicionistas gravitam em torno de dois nomes: Alfredo Costa do PT e Edmilson Rodrigues, do PSol.
Embora apareça com percentuais baixos nas pesquisas de intenção de votos, Alfredo Costa conta com a força do PT, que teria votos cativos, independente do nome em disputa. Além disso, contará com um cabo eleitoral de peso: a presidente Dilma Rousseff que, segundo pesquisa recente, atingiu recordes de popularidade. Oposição ao governo estadual e federal, Edmilson aparece em primeiro lugar nas pesquisas que têm sido feitas para consumo interno dos partidos. Além disso, tem a seu favor o fato de já ter sido prefeito e ter deixado o cargo com índices de aprovação superiores a 70%, embora não tenha conseguido eleger a sucessora. A candidata Ana Júlia Carepa foi derrota pelo atual prefeito Duciomar Costa.
Entre os partidos que podem ser aliados dos dois candidatos estão o PV, PC do B e o PSTU. Coordenador do diretório municipal do PSTU em Belém, William Mota confirma que tem conversado com Edmilson Rodrigues, mas a possibilidade de aliança é remota. Uma das condições para fechar o acordo é que a legenda do ex-prefeito não faça alianças com o PV, com quem também tem conversado.
“Vamos tomar uma decisão até maio. Tudo vai depender da política de alianças e do financiamento de campanha. Não vamos aceitar doações dos patrões”, diz Mota. Em caso de não fechar com o PSol, o PSTU deve lançar candidato à prefeitura para usar o horário eleitoral na defesa de suas bandeiras. Entre os nomes cotados estão Cleber Rabelo, que concorreu ao governo e se saiu bem nos debates e Ângela Azevedo. Se houver aliança, os dois serão lançados na disputa à Câmara Municipal.                                  
Fonte: Diário do Pará

Carta aos camaradas

por Israel Bastos Junior Sales Bastos, quinta, 19 de Janeiro de 2012 às 18:47 ·
Camaradas, conheci o PCdoB junto com minhas primeiras palavras, via estampado na flâmula rubro escarlate, não só sangue ceifado de operários e camponeses, mas também as cores de uma paixão, que conduziu meus ideais de juventude, transformou minhas idéias juvenis em pensamentos maduros, sim o PCdo B foi e é meu farol político, que iluminou meu pai e o fez conduzir me ate aqui.
Mais simplório era quando conhecíamos nossos inimigos , quando o Mundo se debatia entre oriente e ocidente,Kremlin, Tirana e Washington, ”bons tempos”. Forjamos guerreiros e guerrilheiras na fornalha da “guerra fria”, mas acima de tudo construímos homens, e mulheres pautados nos mais nobres sentimentos humanitários e revolucionários, construímos um passado de lutas, um presente de força e um futuro de igualdades.
Viemos de tempos em tempos chorando nossos irmãos caídos na batalha, levando os feridos e sonhando com os vitoriosos.
O PCdoB foi e é o maior formador de militância política deste país, porque nunca deu as costas aos menos favorecidos, porque nunca esqueceu as razões e ideais de seus fundadores em 1922, trazemos conosco gravado na alma e impresso na mente os anseios de antes ainda,MAX,LENIN, e mais recentemente GUEVARA ideais não só de poder ,pelo o poder, mas o poder transformador e revolucionário, o poder presente na vida dos cidadãos, oportunizando condições iguais para todos, se assim não fosse , não seriamos comunistas.
Sim somos o PCdoB deste a sua base mais longínqua nos extremos deste país ate o comitê central em Brasília, sim somos deferentes não só pelos os símbolos da foice e do martelo, mas pelas atitudes e posicionamento ético, não transgredimos a razão, pois ela é nossa bussola, não negligenciamos o debate, pois ele é nosso escudo, não esquecemos nosso povo, pois ele é nossa espada.
Nessas trincheiras rasas que hoje lutamos, não podemos nos dar luxo de nos afastar do povo, desta massa que move este país, que apenas uma pequena parcela se encontra nos bairros nobres, é nas periferias e nas comunidades que encontra se as maiores razões de sermos comunistas.
Lá esta o povo e suas necessidades, pois lá também terá que estar o partido ou ele não mais os representará ...... sim somos o povo e somos o PCdo B.

Fortaleza, 18 novembro 2010
Israel Sales Bastos Junior.

Ibope: Manuela lidera disputa pela prefeitura de Porto Alegre



Manuela lidera a pesquisa Ibope para a prefeitura de Porto Alegre. Foto: Renato Araújo/Agência Brasil
Manuela lidera a pesquisa Ibope para a prefeitura de Porto Alegre
Foto: Renato Araújo/Agência Brasil
A deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) lidera a pesquisa Ibope para a prefeitura de Porto Alegre divulgada na edição deste domingo do jornal Zero Hora. Ela aparece à frente dos demais pré-candidatos em todas as simulações feitas pelo instituto. No primeiro cenário, a deputada registra 37% das intenções de voto, seguida pelo atual prefeito da capital gaúcha, José Fortunati (PDT), que aparece com 28%.
Na terceira posição aparece o deputado estadual Paulo Borges (DEM) com 6%, seguido por Ibsen Pinheiro (PMDB), com 4%; Adão Villaverde (PT) e Nelson Marchezan Jr., com 2% cada. Roberto Robaina (Psol) registrou 1% dos votos. Érico Correa (PSTU), José Francisco Mallman (PHS), Montserrat Martins (PV) e Sérgio Sparta (PRP) não pontuaram. Brancos e nulos somaram 11% das intenções, enquanto 7% dos eleitores não sabem ou não responderam.
Manuela também é a candidata com maior rejeição entre os eleitores porto-alegrenses, com 12%, empatada com o deputado Paulo Borges. Em seguida aparecem Ibsen Pinheiro, com 10%; José Fortunati, com 9%; e Adão Villaverde, com 8%.
Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados candidatos ao eleitor, a deputada também lidera, com 20% das intenções de voto, seguida do prefeito, que tem 16%. Na terceira posição aparecem a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário (PT), e Paulo Borges, com 2% cada.
O levantamento foi encomendado pelo Grupo RBS e ouviu 602 pessoas entre os dias 29 de março e 1º de abril. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número  RS-00006/2012.
Fonte:Terra.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Poesia para o PCdoB

Ser político,
é a essência do ser civilizado,
Ser comunista,
É opção dos mais esclarecidos,
Ser partido do povo,
É obrigação de nos comunistas,
Amar a causa,
É o requisito básico para abraça La,
Estudar e prepara-se,
é outra etapa,
a luta do povo,
é a epopéia mas apaixonante de todas,
Por isso temos nosso lado,
Nossa parte,
Fomos e seremos sempre,
Sempre o PC do B

Israel Junior 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

PCdoB decide manter candidaturas a prefeitos em nove capitais




renatorabelo
A direção nacional do Partido Comunista do Brasil, reunida em São Paulo, decidiu neste domingo (1º), manter e reforçar as pré-candidaturas do Partido em nove capitais de estados para o pleito municipal de outubro próximo.
O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, afirmou que o partido está vivendo um importante momento de acumulação eleitoral, com o aparecimento de novas lideranças políticas capazes de arregimentar apoios, concertar alianças, obter expressivas votações e vencer as eleições. Os comunistas veem possibilidade de êxitos em vários municípios.
Rabelo destacou a candidatura de Manuela D´Ávila, que aparece nas sondagens em empate técnico com o atual prefeito , José Fortunati. A deputada federal comunista já conta com o apoio do PSB e outras adesões estão por ser anunciadas nas próximas semanas, destacadamente o PP, da senadora Ana Amélia. Com a consciência de que será uma batalha renhida, o presidente do PCdoB assinalou que Porto Alegre é uma das capitais em que os comunistas podem vencer.
Em São Paulo, o vereador Netinho de Paula desponta com uma candidatura forte, com possibilidades de obter enorme votação, sobretudo nas periferias. O vereador, que foi candidato a senador em 2010, quando obteve mais de sete milhões de votos, é uma liderança popular prestigiada com grandes possibilidades eleitorais. A manutenção da sua candidatura projeta a legenda comunista não apenas no quadro paulistano, mas na luta política nacional, tem o valor simbólico de apresentar o PCdoB como protagonista político de peso.
Na Bahia e em Santa Catarina, despontam duas lideranças femininas do PCdoB – a deputada federal Alice Portugal (BA) e a legisladora estadual Ângela Albino (SC), ambas em condições de galvanizar o eleitorado das respectivas capitais, Salvador e Florianópolis. No estado da Bahia e em sua capital atua uma numerosa militância comunista. Trata-se de uma das seções estaduais mais estruturadas do PCdoB no país. O Partido conta na Bahia com ampla influência de massas, traduzida em força política e organizativa nos movimentos sociais. Em tal quadro, a direção do PCdoB considera que é imprescindível, para o partido continuar crescendo, manter a candidatura de Alice e fazer uma aguerrida campanha eleitoral. Em Florianópolis, Ângela Albino é uma das mais importantes lideranças emergentes e já conta com o apoio do PT local.
Goiânia, com Isaura Lemos; Aracaju, onde foi lançado Jefferson Dantas; Macapá, com o deputado federal Evandro Milhomen e Teresina, onde desponta o nome do deputado federal Osmar Jr., são capitais em que o PCdoB terá candidatos próprios no pleito municipal, em aliança com outros partidos.
Uma das principais lideranças nacionais do PCdoB, o senador Inácio Arruda, é pré-candidato em Fortaleza. Desponta como um dos líderes nas pesquisas eleitorais e está empenhado em articulações políticas para ser o candidato de uma frente que reúna as principais forças da capital cearense.
O PCdoB reúne possibilidades também em cidades médias, nomeadamente em Olinda (PE), onde conquistará o quarto mandato consecutivo, com Renildo Calheiros, candidato à reeleição. Contagem (MG), Jundiaí (SP), Nova Iguaçu (RJ), Campina Grande (PB), Foz do Iguaçu (PR) e Caxias (RS), entre outras, são cidades em que o PCdoB também terá candidaturas próprias e reúne chance de alcançar bons desempenhos nas urnas.

Fonte: Vermelho.

A GLOBO MAIS UMA VEZ NÃO MOSTROU !



Ato Contra Comemoração do Golpe de 64
2993