quarta-feira, 2 de maio de 2012
Luta hoje é pela redução da jornada
Ontem, terça-feira (01), em
Belém.Dezenas de trabalhadores reuniram-se para por em pauta as conquistas e
reivindicações. A (CTB) Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil fez
uma grande manifestação com o tema “ Mais salários,mais emprego e mais
desenvolvimento,se fez presente também a (CUT) Central Única dos Trabalhadores
e outras forças representativas no ato central sindical estiveram na Praça da
República,no centro da cidade, O Dia do trabalhador foi marcado por manifestações
pacíficas,na manhã de para um ato cultural.
Os sindicatos se mobilizaram
para pedir redução de jornada de trabalho e melhores condições salárias.”Além
de comemorar o Dia do Trabalhador, queremos debater as bandeiras gerais,como
redução de 44 para 40 horas semanais da jornada de trabalho, o combate ao
trabalho escravo,melhores salários,redução real das taxas de juros,fim fator
previdenciário e o cumprimento da lei da licença maternidade de seis meses”,disse Cleber Rezende, secretário geral da CTB.
Aline Samia.
Investir em educação gera remuneração melhor
Voltar para a sala de aula. Essa é a forma que muitos brasileiros com emprego fixo encontraram para alcançar novos cargos e, com isso, aumentar a renda. Dividindo o tempo entre trabalho e estudo, o esforço tem recompensa: maior competitividade no mercado de trabalho, maior probabilidade de ganhar melhores salários e ascensão social.
A facilidade de voltar a estudar também motiva esse retorno. Programas do Governo Federal, como o Prouni e o FIES; bolsas de estudos fornecidas por projetos de intercâmbio como “Ciências sem Fronteira”; agências de fomento como CNPq, Capes, e outras instituições de ensino dentro e fora do Brasil trazem novas perspectivas.
No setor privado, a concorrência entre as faculdades particulares só faz crescer o número de cursos de graduação e pós-graduação, presencial ou à distância, com preços acessíveis.
E não para por aí. As empresas privadas também estão ajudando, ou melhor, investindo em funcionários que buscam mais conhecimento. A Hydro Alunorte, por exemplo, proporciona dois importantes benefícios aos empregados que pretendem seguir carreira na refinaria de alumina: o reembolso de curso superior e a bolsa de curso técnico profissionalizante. Atualmente quase 300 empregados recebem o incentivo da empresa para investir na qualificação profissional. “A empresa entra com uma parte das despesas e o empregado com outra. Esta é uma forma de incentivar os estudos de quem quer seguir carreira na fábrica. É uma forma de qualificar nossos empregados e trazer à empresa uma mão de obra especializada”, explica Cilene Sousa, consultora de RH da Hydro Alunorte.
O benefício se estende, também, ao empregado interessado em cursos técnicos nas áreas de segurança do trabalho, mecânica, eletromecânica, eletrotécnica, automação, química e metalurgia. A refinaria disponibiliza 100 bolsas com subsídio de 70% do valor do curso. A empresa pode liberar até duas bolsas, uma sendo para o empregado e outra para alguém da família, incluindo filhos de até 24 anos de idade.
O eletricista instrumentista, Claudinei dos Santos Matos, voltou para a sala de aula há um ano para cursar Engenharia de Produção. O incentivo dado pela empresa ajudou na decisão de voltar a estudar. “Foi mais um motivo pra eu tentar me formar em um curso superior. Eu quero concluir o curso e tentar subir de cargo na fábrica”, complementa.
No Grupo Alubar, os funcionários também possuem o benefício Ajuda Universitária. “O auxílio ressarci em até R$ 179,71 a mensalidade de cursos de graduação, pós-graduação e técnico. Basta o funcionário apresentar o boleto de pagamento do mês corrente para receber o benefício”, explica a analista de recursos humanos, Adilane Oliveira. Cerca de 60 funcionários utilizam por mês o subsídio, o que significa um investimento da empresa em mais de 10 mil reais por mês. “A gente faz isso para investir no funcionário. Se ele cresce, a empresa cresce junto”, acredita a analista.
Para o grupo, é importante ter funcionários cada vez mais capacitados. Sendo assim, alguns processos seletivos internos são realizados para ocupar cargos superiores, alguns até de liderança. Vislumbrando essa possibilidade de crescimento, a assistente financeiro, Maria Edna Trindade, não para de estudar. Ela, que começou como terceirizada de serviços gerais, conseguiu a contratação. Desde então, concluiu a graduação e, agora, está na pós-graduação com a ajuda do benefício. “Como a empresa está crescendo, quero me especializar para crescer junto. Tenho essa visão de futuro e pretendo continuar”, diz a funcionária, que mora, trabalha e estuda em Barcarena, no nordeste do Estado.
Mas, nem sempre é possível estudar próximo de casa. A técnica de processo da Imerys, Rosana Belo, enfrenta 40 km de estrada, de Barcarena a Belém, para estudar o curso de engenharia de automação, depois de oito horas de trabalho. "Chego em casa depois das 23h. Mas a minha maior motivação tem quatro anos de idade. Meu filho é quem me inspira para conquistar um futuro melhor. Tenho mais dois anos de batalha, mas tenho um objetivo em mente e vou conseguir alcançar esse sonho", acredita.
O eletricista, Leandro Frassate também pertence a esse time. Atualmente ele está no primeiro ano do curso técnico em Qualidade. Assim como os seus colegas de trabalho, vê a educação como a forma mais inteligente de atingir voos altos na empresa, que oferece benefício educação para todos os funcionários. "A Imerys me dá todo o suporte para crescer, então, vejo os estudos como uma oportunidade e não um sacrifício. Estou certo de que serei recompensado no futuro e faço isso por mim e pela minha família", diz.
Intercâmbio
O Projeto “Ciência sem Fronteiras” fruto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes -, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC, busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. O Projeto prevê a utilização de até 75 mil bolsas oferecidas pelo Governo Federal e mais 26 mil serão concedidas com recursos da iniciativa privada. Em quatro anos o projeto quer promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Para saber mais acesse o site: http://www.cienciasemfronteiras.gov.br
Cursos Técnicos
A pesquisa “As Razões da Educação Profissional: Olhar da Demanda”, feita pela Fundação Getúlio Vargas e Senai, coordenada pelo economista Marcelo Neri, mostrou que o número de pessoas que não tem interesse em fazer cursos técnicos ainda é muito significativo. Para o economista, o motivo do desinteresse pode ser a falta de informação, já que quem faz cursos técnicos aumenta a probabilidade de ganhar melhores salários. O economista garante que o mercado remunera bem quem tem esses tipos de cursos, principalmente a área de indústria e serviços de saúde. “Há um aumento de 14% no salário de quem faz um técnico médio em comparação quem faz apenas o ensino médio puro; e um aumento de 24% no salário de quem faz o superior técnico em relação de quem faz o superior puro”, afirma.
Para democratizar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica para a população brasileira, o Governo Federal criou em 2011 o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
A facilidade de voltar a estudar também motiva esse retorno. Programas do Governo Federal, como o Prouni e o FIES; bolsas de estudos fornecidas por projetos de intercâmbio como “Ciências sem Fronteira”; agências de fomento como CNPq, Capes, e outras instituições de ensino dentro e fora do Brasil trazem novas perspectivas.
No setor privado, a concorrência entre as faculdades particulares só faz crescer o número de cursos de graduação e pós-graduação, presencial ou à distância, com preços acessíveis.
E não para por aí. As empresas privadas também estão ajudando, ou melhor, investindo em funcionários que buscam mais conhecimento. A Hydro Alunorte, por exemplo, proporciona dois importantes benefícios aos empregados que pretendem seguir carreira na refinaria de alumina: o reembolso de curso superior e a bolsa de curso técnico profissionalizante. Atualmente quase 300 empregados recebem o incentivo da empresa para investir na qualificação profissional. “A empresa entra com uma parte das despesas e o empregado com outra. Esta é uma forma de incentivar os estudos de quem quer seguir carreira na fábrica. É uma forma de qualificar nossos empregados e trazer à empresa uma mão de obra especializada”, explica Cilene Sousa, consultora de RH da Hydro Alunorte.
O benefício se estende, também, ao empregado interessado em cursos técnicos nas áreas de segurança do trabalho, mecânica, eletromecânica, eletrotécnica, automação, química e metalurgia. A refinaria disponibiliza 100 bolsas com subsídio de 70% do valor do curso. A empresa pode liberar até duas bolsas, uma sendo para o empregado e outra para alguém da família, incluindo filhos de até 24 anos de idade.
O eletricista instrumentista, Claudinei dos Santos Matos, voltou para a sala de aula há um ano para cursar Engenharia de Produção. O incentivo dado pela empresa ajudou na decisão de voltar a estudar. “Foi mais um motivo pra eu tentar me formar em um curso superior. Eu quero concluir o curso e tentar subir de cargo na fábrica”, complementa.
No Grupo Alubar, os funcionários também possuem o benefício Ajuda Universitária. “O auxílio ressarci em até R$ 179,71 a mensalidade de cursos de graduação, pós-graduação e técnico. Basta o funcionário apresentar o boleto de pagamento do mês corrente para receber o benefício”, explica a analista de recursos humanos, Adilane Oliveira. Cerca de 60 funcionários utilizam por mês o subsídio, o que significa um investimento da empresa em mais de 10 mil reais por mês. “A gente faz isso para investir no funcionário. Se ele cresce, a empresa cresce junto”, acredita a analista.
Para o grupo, é importante ter funcionários cada vez mais capacitados. Sendo assim, alguns processos seletivos internos são realizados para ocupar cargos superiores, alguns até de liderança. Vislumbrando essa possibilidade de crescimento, a assistente financeiro, Maria Edna Trindade, não para de estudar. Ela, que começou como terceirizada de serviços gerais, conseguiu a contratação. Desde então, concluiu a graduação e, agora, está na pós-graduação com a ajuda do benefício. “Como a empresa está crescendo, quero me especializar para crescer junto. Tenho essa visão de futuro e pretendo continuar”, diz a funcionária, que mora, trabalha e estuda em Barcarena, no nordeste do Estado.
Mas, nem sempre é possível estudar próximo de casa. A técnica de processo da Imerys, Rosana Belo, enfrenta 40 km de estrada, de Barcarena a Belém, para estudar o curso de engenharia de automação, depois de oito horas de trabalho. "Chego em casa depois das 23h. Mas a minha maior motivação tem quatro anos de idade. Meu filho é quem me inspira para conquistar um futuro melhor. Tenho mais dois anos de batalha, mas tenho um objetivo em mente e vou conseguir alcançar esse sonho", acredita.
O eletricista, Leandro Frassate também pertence a esse time. Atualmente ele está no primeiro ano do curso técnico em Qualidade. Assim como os seus colegas de trabalho, vê a educação como a forma mais inteligente de atingir voos altos na empresa, que oferece benefício educação para todos os funcionários. "A Imerys me dá todo o suporte para crescer, então, vejo os estudos como uma oportunidade e não um sacrifício. Estou certo de que serei recompensado no futuro e faço isso por mim e pela minha família", diz.
Intercâmbio
O Projeto “Ciência sem Fronteiras” fruto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes -, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC, busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. O Projeto prevê a utilização de até 75 mil bolsas oferecidas pelo Governo Federal e mais 26 mil serão concedidas com recursos da iniciativa privada. Em quatro anos o projeto quer promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Para saber mais acesse o site: http://www.cienciasemfronteiras.gov.br
Cursos Técnicos
A pesquisa “As Razões da Educação Profissional: Olhar da Demanda”, feita pela Fundação Getúlio Vargas e Senai, coordenada pelo economista Marcelo Neri, mostrou que o número de pessoas que não tem interesse em fazer cursos técnicos ainda é muito significativo. Para o economista, o motivo do desinteresse pode ser a falta de informação, já que quem faz cursos técnicos aumenta a probabilidade de ganhar melhores salários. O economista garante que o mercado remunera bem quem tem esses tipos de cursos, principalmente a área de indústria e serviços de saúde. “Há um aumento de 14% no salário de quem faz um técnico médio em comparação quem faz apenas o ensino médio puro; e um aumento de 24% no salário de quem faz o superior técnico em relação de quem faz o superior puro”, afirma.
Para democratizar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica para a população brasileira, o Governo Federal criou em 2011 o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Trabalhadores desfilam em Cuba a favor do socialismo
Centenas de milhares de operários, empregados e estudantes desfilaram neste 1º de maio em Havana com as cores da bandeira cubana devido ao Dia Internacional dos Trabalhadores, tendo o socialismo como norte.
Uma enorme faixa com a palavra de ordem "Preservar e aperfeiçoar o socialismo" liderou a marcha popular na esplanada da Praça da Revolução José Martí, da qual participaram o presidente Raúl Castro e dirigentes operários, do Partido Comunista, do Estado, do governo e de organizações políticas e sociais.
O desfile iniciado às 7h29 (8h29 de Brasília) foi liderado por um bloco de trabalhadores da saúde em Havana, setor emblemático da cooperação internacional cubana, presente atualmente em 66 países.
Vários participantes portavam as bandeiras das nações nas quais trabalham brigadas médicas cubanas, representadas em todos os continentes.
Bandeiras cubanas gigantes, cartazes referentes à celebração e as cores azul, vermelho e branco são os principais símbolos da manifestação, realizada simultaneamente em outras cidades do país.
Agrupados em 23 blocos, membros dos sindicatos, muitos deles com símbolos de seus ramos respectivos (como bonecas vestidas de enfermeiras, táxis, computadores, bicos e pás)marcharam diante do monumento ao Herói Nacional cubano José Martí.
Os manifestantes levavam fotografias do líder da Revolução cubana, Fidel Castro, e de revolucionários mundiais como Karl Marx e Vladímir Ilitch Lênin.
Foram predominantes os cartazes com as imagens dos Cinco Patriotas antiterroristas Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González, presos há mais de 13 anos nos Estados Unidos, bem como a exigência de sua liberdade e de seu imediato regresso ao país.
Por quase uma hora e meia, os participantes gritaram palavras de ordem em apoio à Revolução, ao socialismo e à liderança de Fidel Castro e Raúl Castro.
Cerca de 1.900 dirigentes sindicais de 209 organizações de 117 países presentes nos festejos estavam posicionados na tribuna, assistindo ao desfile de centenas de milhares de havanenses representando toda a população cubana.
Fonte: Prensa Latina
segunda-feira, 30 de abril de 2012
PESQUISA ELEITORAL: SE A ELEIÇÃO FOSSE HOJE, EDMILSON E PRIANTE ESTARIAM NO SEGUNDO TURNO
A Pesquisa foi registrada junto ao TSE e TRE/PA em cumprimento ao que dispõe o art. 33º e seus §§ 1º e 2º da Lei nº 9.504/97, assim como o art. 7º da Resolução TSE nº 23.364/201. O Número de registro da pesquisa é PA-00005/ 2012. Ela aconteceu no período de 18 a 21 de abril de 2012. Vale ressaltar a margem de erro de 4,0% sobre os resultados gerais da pesquisa, que totalizou um número de 630 entrevistas. Quem realizou a pesquisa em questão foi a Acertar Ltda.
Neste estudo o método utilizado foi o descritivo para a execução da leitura e interpretação dos dados coletados e na criação do banco de dados e no cruzamento entre variáveis, foram utilizadas técnicas estatísticas e recursos de informática. Os dados foram tabulados nos programas SPSS (Statistic Package for Social Sciences).
Vamos acompanhar a simulação eleitoral
Intenção de voto para Prefeito (Espontânea)
Na intenção de voto espontânea (sem o estímulo dos nomes) para o cargo de prefeito na eleição municipal do ano 2012, os dados da pesquisa mostram que 39,7% dos eleitores de Belém citaram em quem gostariam de votar. O ex-prefeito Edmilson Rodrigues lidera as intenções com 18,9% das indicações, seguido pelo Deputado Federal José Priante que alcançou 6,8%, Arnaldo Jordy obteve 5,2%, Almir Gabriel 4,0%, Zenaldo Coutinho 2,1% e Alfredo Costa obteve 1,7% das intenções de voto espontâneas. Os demais nomes citados não ultrapassaram o índice de 1,0%. Os indecisos somaram 54,9%
e 5,4% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto.
Intenção de voto para Prefeito (Estimulado)
Na intenção de voto estimulado, com a apresentação de um cartão circular com os nomes de todos os possíveis pré-candidatos a prefeito de Belém, se a eleição fosse hoje, Edmilson Rodrigues obteria 38,1% da preferência dos eleitores, contra 16,1% de Priante – diferença de 22,0%. Seguidos de Almir Gabriel com intenção de voto de 12,4%, Arnaldo Jordy 11,1%, Zenaldo 8,3% e de Alfredo Costa que obteve 3,8%. Os votos brancos e nulos somariam 5,9% e 4,3% encontram-se indecisos.
Potencial de voto e rejeição dos candidatos à prefeitura de Belém
Na investigação da certeza de voto e da rejeição dos seis principais candidatos, nota-se que Edmilson Rodrigues tem expressivos 32,4% de certeza de voto e mais 37,0%, que poderiam votar nele mais também em outro, somando, portanto, um potencial de voto de 69,4%. Sua taxa de rejeição é de 29,8% e a de “não conhece o suficiente” de 0,8%.
Priante soma 62,5% de potencial de voto; 10,2% de certeza de voto e mais significativos 52,4% de poderia votar, rejeição de 35,1% e 2,4% de desconhecimento. Arnaldo Jordy soma 53,5% de potencial de voto (8,4% de certeza, e 45,1% de poderia votar), rejeição de 41,4% e 5,1% de não conhece o suficiente. Zenaldo Coutinho soma 41,1% de potencial de voto (4,6% de certeza de voto, e 36,5% de poderia votar) com rejeição de 49,8% e não conhece o suficiente de 9,0%. Almir Gabriel soma 42,1% de potencial de voto (10,3% certeza de voto e 31,7% de poderia votar) com rejeição de 57,9%. Quanto a Alfredo Costa apresenta 14,3% de potencial de voto (2,9% certeza de voto e 11,4% de poderia votar) com rejeição de 52,7% e não conhece o suficiente de 33,0%.
Avaliação de governo
Avaliação geral do governo Duciomar Costa (03 anos e 03 meses)
A aprovação ao governo de Duciomar Costa após 03 anos e 03 meses de seu segundo mandato atinge 36,2% (3,7% de ótimo, 14,1% de bom e 18,44% de regular positivo) entre a população eleitora de Belém, enquanto a reprovação soma 55,9% (10,5% de regular negativo, 11,1% ruim e péssimo 34,3%) avaliação regular-regular é de 6,8% e 1,1% não souberam opinar.
Em relação às variáveis sócio-demográficas, os segmentos mais desfavoráveis ao governo de Duciomar encontram-se junto às mulheres (56,6%), entre pessoas com 45 a 59 anos, correspondendo a (65,7%). Em relação à ocupação do entrevistado, os mais insatisfeitos são os autônomos (58,4%), os servidores públicos (57,1%) e as donas-de-casa (59,0%).
Operários de Belo Monte decidem volta ao trabalho
Os trabalhadores da
Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, em greve há uma semana, esperam uma
nova proposta de acordo do Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM) entre hoje
(30) e amanhã (1º), para decidir se voltarão ao trabalho na próxima quarta-feira
(2).
Na última quarta-feira (25), o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, em
decisão liminar, considerou a greve dos trabalhadores ilegal. Os efeitos da
liminar, no entanto, foram suspensos temporariamente depois de uma reunião
entre as partes, mediada pela Vara de Trabalho de Altamira (PA). Mas se os
grevistas não retornarem ao trabalho na quarta-feira, a liminar será aplicada.
Ela prevê multa diária de R$ 200 mil.
O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Pesada (Sintrapav), Roginel Gobbo, disse que os grevistas estão aguardando uma
nova proposta do consórcio para então decidir se voltarão ao trabalho na data
estipulada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região. “Se não
apresentarem nada, vamos nos reunir com a diretoria para decidir o que devemos
fazer”. O CCBM informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tem
previsão de apresentar uma nova proposta e que está aguardando a volta ao
trabalho na próxima quarta-feira.
Os trabalhadores reivindicam reajuste do vale-alimentação, dos atuais R$ 95
para R$ 300, e a redução do período entre as baixadas (folga dada aos
trabalhadores para que visitem suas famílias em outros estados). A Justiça do
Trabalho considerou a greve ilegal, porque o acordo coletivo firmado em
novembro do ano passado ainda está em vigência.
De olho
O desembarque de Flexa, Couto e meio ninho tucano dia desses em Canaã dos Carajás para lançar a candidatura do filiado do partido por lá, mostra a importância da cidade.
Que em 2014 deve estar produzindo a mesma quantidade que Carajás produz, ou algo como 4 viagens de trens de 13 vagões cada, saindo por dia da Serra, cada vagão com 90 toneladas de minério, vezes 360 dias ao ano.
Consegue acompanhar as contas?
Os caciques tucanos, não só conseguem entender a conta, como já estão de olho nela.
Consegue acompanhar as contas?
Os caciques tucanos, não só conseguem entender a conta, como já estão de olho nela.
Fonte:Blog do Bacana.
domingo, 29 de abril de 2012
PCdoB-Belém realiza Encontro sobre Emancipação da Mulher
No último sábado, no auditório da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB seção Pará, realizou-se o Encontro preparatório à 2ª Conferência Nacional do PCdoB sobre a Emancipação da Mulher.
Com a particuipação de dirigentes e militantes do Partido o Encontro desenvolveu intenso e profícuo debate sobre o documento base do Fórum Permanente sobre a Questão da Mulher para a 2ª Conferência.
Houve duas mesas, a primeira com o debate teórico sobre a posição do PCdoB sobre "Qual Emancipação queremos?", apresentado pela dirigente Eneida Guimarães e a segunda apresentada por Leila Márcia Silva Santos, presidenta do Comitê Municipal do PCdoB/Belém e membro do Fórum Nacional permanente sobre a Questão da Mulher, abordando a realidade das mulheres brasileiras e a participação das mulheres nas esferas partidárias.
O Encontro foi coordenado pela Secretária de Mulheres do Comitê Municipal do PCdoB/Belém, Eva Navegantes
Com a particuipação de dirigentes e militantes do Partido o Encontro desenvolveu intenso e profícuo debate sobre o documento base do Fórum Permanente sobre a Questão da Mulher para a 2ª Conferência.
Houve duas mesas, a primeira com o debate teórico sobre a posição do PCdoB sobre "Qual Emancipação queremos?", apresentado pela dirigente Eneida Guimarães e a segunda apresentada por Leila Márcia Silva Santos, presidenta do Comitê Municipal do PCdoB/Belém e membro do Fórum Nacional permanente sobre a Questão da Mulher, abordando a realidade das mulheres brasileiras e a participação das mulheres nas esferas partidárias.
O Encontro foi coordenado pela Secretária de Mulheres do Comitê Municipal do PCdoB/Belém, Eva Navegantes
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Amaro Lins
Por Paulo Fonteles Filho.
Um dos grandes destaques da caravana de familiares dos
desaparecidos políticos na guerrilha do Araguaia de 1980 foi o
"aparecimento" da figura emblemática de Amaro Lins.
Amaro Lins era operário no Rio de Janeiro e militava
no PC do Brasil desde a sua reorganização em 1962. Foi um dos primeiros a
chegar no Araguaia e teve papel destacado na preparação do movimento
insurgente, a mais elevada manifestação oposicionista ao tirânico regime dos
generais. Como todos os que se deslocaram para a Amazônia teve de largar tudo,
o emprego e a primeira familia, que só foi reencontrar na década de 1990 depois
de quase trinta anos vivendo em terras paraenses.
O início de sua jornada, em 1967, seguiu a segura rota
do Mato Grosso até aportar em Conceição do Araguaia, no Pará. A cidade situada
na margem esquerda do rio dos Karajás e fundada pelo dominicano francês Frei
Gil de Vilanova, ainda no século XIX, foi o local escolhido pelos dirigentes
comunistas para ser o inicial ponto de entrada daqueles que, anos depois, se
tornariam guerrilheiros quando as forças repressivas invadiram à região do
Bico-do-Papagaio em 1972.
Sabe-se que além da Amaro Lins, outros militantes como
Orlando Osvaldo da Costa, Daniel Callado e Paulo Rodrigues teriam passado certo
tempo em Conceição do Araguaia estudando a geografia da região, percorrendo as
grotas, os caminhos de mata fechada, sempre no sentido de criar bases profundas
para o estabelecimento das melhores condições materiais e políticas para
enfrentar a ditadura militar brasileira.
Em 1968 já morava em São Geraldo do Araguaia numa
gleba na beira do Araguaia com Paulo Rodrigues. Logo se juntaram Daniel Callado
e o médico João Carlos Haas, com a tarefa de montar uma farmácia. As tarefas
para atender a saúde da população local se confundiam com outras, como as de
regatão, no comércio, na agricultura e na pequena mineração.
Por esta época Dinalva Oliveira e o marido Antônio
Teixeira já estavam nas imediações, tocavam um açougue e faziam levantamentos
geológicos numa região farta em pedras preciosas, como diamantes e ametistas.
Ambos, com o endurecimento do regime de excessão largaram o confortáveis
empregos de geólogos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), na
Bahia.
O sucesso da luta no Araguaia dependia muito das
condições materiais criadas na própria região, na atividade laboral. Não havia
recursos de "fora" e o trabalho cotidiano foi um dos alicerces para -
além de promover a economia da empreitada rebelde - a integração mais amiúde
com os moradores araguaianos e a necessária compreensão das suas necessidades.
Tal economia foi que permitiu a abertura de vilarejos,
como o "Patrimônio", na região dos Caianos: Arildo e Áurea Valadão
davam aulas na currutela iniciada por Paulo Rodrigues.
Amaro Lins ia sempre na frente, abrindo picadas para
introduzir os "paulistas" que depois ficariam conhecidos pelos
camponeses como "o povo da
mata".
Nas lonjuras daqueles sertões foi que conheceu e se
apaixonou por Neuza e com ela resolveu casar, numa das várias histórias de amor
geradas à esteira da preparação do movimento guerrilheiro. Tais histórias de
amor precisam ser contadas porque assim falamos da humanidade que só a
resistência e a luta pela liberdade podem produzir.
Acontece que a necessidade da preservação da
empreitada, cuja a segurança era estratégica, fez com que Amaro Lins tivesse um
papel de "elemento de massa" quando as tropas governamentais atacaram
as bases da guerrilha em abril de 1972. O apoio material e de informações eram
suas principais tarefas.
Na caravana de 1980 Amaro Lins foi apresentado pelo
advogado-do-mato Paulo Fonteles aos viajantes e prestou o seguinte depoimento:
"(...) foi em 1972 quando estourou a guerrilha
(...) eles passavam pela minha roça e eu já tinha uma criança, o Vladimir e o
"Juca" (João Carlos Haas) cuidava amigavelmente. Minha vida era só
trabalhar e nada mais. Quando estourou eles entraram para dentro da mata,
deixaram uma pessoa cuidando da fazendinha deles. Nessa época três elementos de
metralhadora entraram na minha casa e eu não sabia de nada. Tinham prendido um
bocado de gente e eu fui delatado (...) chegaram perguntando se eu era o Amaro
e disseram-me: 'a guerra estourou' e eu respondi: 'guerra, guerra de quê?'. Um
deles me disse: 'o caso é o seguinte: eu já sei de toda tua vida e a finalidade
de tu estares aqui, já me contaram tudinho, não adianta mentir' (...) eu
respondi: 'se você já sabe não adianta nem eu falar!'. Eles diziam que queriam
que eu contasse minha história direito (...) fui levado para Xambioá onde
passei nove dias, fui submetido a choques elétricos por três vezes e depois, no
dia 22 de abril (de 1972) fui mandado para casa, no dia em que o Vladimir
completava dois anos. Antes da sair eles disseram-me: 'tu vai para lá e se
aquele "povo da mata" aparecer tu já sabes o que vai fazer, nos
comunicar'. Uma semana depois que eu tinha chegado em casa apareceram vinte e
dois soldados da Aeronáutica e queriam que eu acompanhasse a tropa até a casa
do Pedro 'Onça' que ficava à sete léguas, mais ou menos vinte quilômetros.
Naquele momento chegou um amigo da região, o seu Gilberto, com um animal.
Fizeram um campo de pouso e prenderam-me de novo. Nessa ocasião senti o medo da
morte porque um sujeito disse que eu dava comida para os guerrilheiros. O tal
sujeito se chamava Manoel Carneiro e me delatou para ganhar dinheiro. Nos dois
fomos humilhados, chegaram a botar aparelho de choque no saco do Manoel
Carneiro que afirmava que eu sabia onde estava o pessoal e que fazia dois dias
que chegara o pessoal: o 'Juca', Paulo Rodrigues e Daniel (Callado). O
comandante parece que percebeu a mentira e pararam com a tortura (...) naquela
época vi a Áurea (Valadão) chegando presa em Marabá (...) quando eu voltei vi o
Daniel e o piloto dizia que ele ia para o 'Arexim' que por nós é conhecida como
'Marcilinense' (base militar localizada na beira do Araguaia, na atual Piçarra
do Pará). A última vez que eu vi o Daniel ele ia sair com oito militares (...)
Daniel e Áurea foram mortos covardemente, não foi em combate (...) quando
estourou a guerrilha eu morava na 'Água Saloba' e o 'Jorge' (Bergson Gurgão)
foi o primeiro a tombar na região. Nessa ocasião o Paulo Rodrigues apareceu
junto a minha casa e me disse que havia marcado um encontro com um tal de
'Cearense', que morava perto dele e que era muito amigo (...) o Paulo tinha
pedido (...) para comprar pilha e algumas coisas. Eu disse ao Paulo:
'companheiro você não devia ter se identificado' (...) eu vinha de Araguanã e disse que o tal 'Cearense' não era de
confiança. 'Não vá!', disse-lhe. O Paulo
Rodrigues me respondeu: 'será? eu já marquei'. No dia seguinte escutei na beira
dos Caianos uma rajada de metralhadora. Pensei: 'acabou com o pessoal'. Uma
parente da Neuza chorava e dizia: 'acabaram com o Paulo Rodrigues e todo
mundo'. As tropas chegaram de noite, dormiram pela área (...) aquele infeliz do
'Cearense' é que foi o culpado (...) pude ver um helicóptero baixando e pegou o
'Jorge'. Um praça foi baleado e outro morreu em Belém (...) no outro dia Paulo
Rodrigues apareceu lá onde eu estava e me disse: 'aquele informe que você deu
foi certo mesmo, só não foi todo mundo porque nós fomos vivos mas o
"Jorge" ficou' (...) desse dia em diante, ele, Paulo Rodrigues não
apareceu mais (...)".
Suas informações,
estimulou vários lavradores a falar sobre a repressão praticada pelas tropas
governamentais. Em tais depoimentos atestou-se que vários dos desaparecidos na
guerrilha foram presos e que, sob a custódia dos militares, foram assassinados
e tiveram mãos e as cabeças cortadas. Tal barbarismo era para efeito de
identificação, realizadas em Brasília ou em Belém do Pará.
Acerca de sua retomada na atividade política revelou:
"(...) fiquei todo esse período sendo vigiado,
isolado. Depois de muito tempo apareceu uma missa diferente e eu estava sem
documento e apareceu um padre por nome Aristide (Camió) por lá, celebrando
missa com os lavradores, achei a missa diferente e fui conversar com o padre e
me identifiquei para ele e contei a minha história (...) estou aqui até hoje e
sou membro do Partido (...) o padre me disse: 'hoje vai vir uma pessoa que quer
conversar com você'. É quando chega o Paulo Fonteles e desse dia para cá é o
dia em que me liguei ao Partido até hoje (...) por intermédio do padre, me
liguei ao Paulo Fonteles (...) fui até Belém (...) foi melhor eu não morrer
para contar a história da nossa luta (...) estou firme para o que der e vier e
caso amanhã precisar de um combatente contra a classe dominante o Amaro ainda
tem força para fazer qualquer coisa em beneficío do nosso Partido (...)".
Vai amanhecendo o dia e ao escrever este artigo vou
lembrando-me da passagem de Amaro Lins com a família por Belém, no início de
1980. Com os tons rubros da alvorada recordo-me que a família ficou muito tempo
em casa, hospedada, coisa muito comum na minha infância.
Por aqueles dias bem distantes tive o primeiro
entendimento da luta que meu pai travava e isso aconteceu pelo fato de ter
reclamado com "aqueles camponeses haviam ocupado o meu quarto". Tal
comentário fez com que rapidamente me respondesse "que não admitia que
filho seu falasse assim dos camponeses, pois que eles me dão suas redes para
dormir e me protegem a vida". Nunca mais dei um pio e na forma infantil de
entender as coisas sabia que eles eram o sal da vida daquela generosa
existência ceifada pela vileza do grande latifúndio, em junho de 1987.
Amaro Lins faleceu no início da década passada
deixando-nos o precioso legado que só a luta do povo pode engendrar, de muitos
combates, sempre por causas justas e civilizatórias.
Neuza Lins e os filhos Vladimir, Carlos, Maurício e
Helenira continuam em São Geraldo do Araguaia e seguem o legado do patriarca
"de viver a vida do Partido".
São como irmãos que a vida nos dá, irmãos de classe,
irmãos da igualdade, irmãos para que a vida prossiga como este sol que vai
banhando-me o rosto na exata hora em que tudo amanhece.
Estados da Amazônia preparam carta para a Rio+20
Enquanto diversos países debatem o esboço de um documento sobre
desenvolvimento sustentável que deve ser apresentado na Rio+20, os Estados da
Amazônia já têm um.
Governadores e técnicos de nove Estados (AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR
e TO) trabalham há dois meses em uma carta de propostas e compromissos que deve
ser apresentada no evento.
A versão preliminar está pronta. Agora cada Estado começa a ouvir
representantes da sociedade para incluir propostas ou fazer mudanças.
Todos têm até o dia 15 de maio para entregar as novas versões.
Um site para votação de propostas deve estar no ar ainda nesta semana,
segundo a secretária de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
do Amazonas, Nádia Ferreira, uma das idealizadoras da carta.
Chegar a um consenso, diz ela, foi o que demandou mais esforços para
chegar às 24 páginas. “Querem nos rotular como iguais, mas não somos.”
Em Mato Grosso, exemplifica Ferreira, o agronegócio é um dos temas de
maior destaque. No Amazonas, esse papel cabe à política de incentivo
industrial.
Entre os 145 tópicos apresentados no documento, estão a demanda da
repartição dos royalties do pré-sal e a implementação de políticas de incentivo
para aumentar o consumo de produtos sustentáveis.
A carta também sugere a criação do Conselho de Desenvolvimento
Sustentável para a Amazônia Legal até 2013.
“Esperamos que [a união dos Estados em torno de mesmos objetivos]
influencie a negociação.”
Por enquanto, a maioria dos pontos está sendo validada pela população no
Amazonas, adianta o coordenador do Centro Estadual de Mudanças Climáticas, João
Talocchi. A contribuição da sociedade civil tem vindo em forma de adição de
propostas, como educação, em encontros organizados pelo Estado.
Exposição - Representantes
dos nove Estados da Amazônia Legal também decidiram fazer uma exposição
conjunta na Rio+20.
O estande de 600 m² terá exposição de produtos da região e espaço para
que Estados com mais biomas, como o Pantanal, o cerrado e a caatinga, exponham
suas particularidades. Também haverá espaço comum para eventos. (Fonte: Raquel Bocato/ Folha.com)
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Biodiesel de fruto da Amazônia pode levar luz elétrica a comunidades rurais
Um pequeno fruto abundante na Amazônia pode ser uma alternativa para
solucionar o déficit de energia elétrica na região, de acordo com um projeto do
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
O tucumã, encontrado na palmeira de mesmo nome, se tornou matéria-prima
na produção de biodiesel capaz de movimentar geradores empregados no
fornecimento de luz elétrica para comunidades rurais.
Pesquisadores do Inpa conseguiram extrair da semente do fruto um óleo
vegetal que pode ser transformado em “combustível natural” após um processo
químico.
Segundo Sérgio Nunomura, pesquisador do instituto, a necessidade de se
criar formas alternativas para a geração de energia levou um grupo de
cientistas a desenvolver testes com o tucumã.
“Testes laboratoriais mostraram que é possível movimentar um gerador com
o biodiesel de tucumã. Isto poderia contribuir com comunidades isoladas da
Amazônia, onde ainda não existe energia elétrica”, explica Nunomura.
Energia como desenvolvimento – De acordo com o pesquisador, atualmente cerca de 500 comunidades do
Amazonas passam por dificuldades devido à falta de luz elétrica.
“É um dos principais empecilhos para melhorar o índice de
desenvolvimento humano na população do estado. Sem energia, não tem como
preservar o alimento, fica difícil o acesso à educação e à comunicação. [O óleo
de tucumã] seria uma alternativa natural ao problema”, explica.
A palmeira tucumã dá fruto o ano todo, segundo o Inpa. Cada unidade
produz até três cachos contendo cerca de 130 frutos. A produção do biodiesel
resolveria ainda um problema ambiental detectado em Manaus: o manejo dos
resíduos do tucumã.
Isso porque o fruto é empregado na culinária amazonense, tendo como
principal representante o sanduíche batizado de “x-caboquinho”, que é pão,
queijo coalho e o fruto picado – iguaria apreciada principalmente no café da
manhã.
“Só que hoje, as sementes, principal matéria-prima do biodiesel, vão
para o lixo. A produção em massa desse combustível alternativo poderia
reutilizar os restos deste fruto, evitando o desperdício”, diz Nunomura.
Ainda não há previsão para início de uma produção em larga escala do
combustível, já que o biodiesel ainda segue em fase de testes.
Cadeia produtiva – Entretanto, o pesquisador ressalta que são necessários investimentos
maciços em maquinário para conseguir produzir este combustível em massa nas
regiões mais isoladas. Sem especificar valores, Nunomura cita, por exemplo, a
criação de uma cadeia produtiva para que o projeto de biodiesel natural dê
certo.
“É preciso uma organização nas comunidades e investimentos nelas. Quando
você leva energia elétrica para essas regiões, gera um grande potencial
econômico que precisa ser administrado. Deste modo, a formação de cooperativas
é essencial”, disse. (Fonte: Eduardo Carvalho/
Globo Natureza)
terça-feira, 24 de abril de 2012
Por valorização, servidores de todo o país cruzam os braços
Trabalhadores do serviço público de todo o país irão fazer
uma paralisação massiva nesta quarta-feira (25), exigindo do governo federal a
valorização de seus salários. No total, 31 entidades sindicais – entre elas a
CTB – apoiam o movimento, que deve ser o primeiro passo de uma campanha de
mobilização de toda a categoria.
Para João Paulo Ribeiro, secretário do Trabalhador do Serviço Público da CTB, o Dia Nacional de Lutas marcado para esta quarta-feira (25) será um grande teste para a categoria. “O tamanho da nossa vitória será o tamanho de nossa luta. As repartições serão fechadas em todo o país. Queremos inviabilizar que qualquer espaço público seja aberto. É um absurdo o que está acontecendo. O governo investe em diversas áreas, mas há três anos sequer conversa conosco”, afirmou.
Ribeiro, que também é dirigente da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), lembra que durante os primeiros anos do governo Lula houve alguns avanços, mas no período mais recente o funcionalismo público tem estado à míngua. “Posso dar o exemplo da Fasubra: lá não temos reajuste real há três anos. Tivemos apenas a reposição da inflação do período”, destaca.
Na opinião do dirigente, além da desvalorização dos trabalhadores do serviço público, o resultado dessa política do governo federal é alta rotatividade que tem sido vista. “O profissional acaba ficando pouco tempo no cargo. Como não é valorizado, ele acaba prestando outros concursos”, explica Ribeiro, destacando também que essa situação acaba prejudicando os servidores com mais tempo de dedicação ao funcionalismo público. “A prioridade hoje tem sido a de valorizar apenas quem está chegando ao setor público. Aqueles com décadas de trabalho, perto de se aposentar, é que estão sentindo na pele esse problema.”
Melhorias para a sociedade
A organização do Dia Nacional de Paralisação divulgou um documento no qual explica os motivos do protesto. Segundo as entidades, o governo federal tem se mostrado pouco disposto a conversar com as 31 entidades que articulam o movimento. “Sempre com um discurso de austeridade imposto pela crise internacional, até o momento o governo tem dito ‘NÃO’ a todas as demandas urgentes apresentadas pelos servidores para garantir melhorias e consequentemente qualidade no atendimento público”, diz o texto.
“Tratados até agora com descaso no processo de negociações com o governo, os servidores públicos precisam reagir e lutar se quiserem ver atendidas suas demandas mais urgentes. Demandas que são a ponte para se alcançar as melhorias de que o setor público tanto necessita”, dizem as entidades, que nesta terça-feira seriam recebidas por representantes do Ministério do Trabalho, em Brasília.
Fonte: Portal CTB
Cine Olympia completa 100 anos
Cine Olympia completa 100 anos com grande programação
cultural
Um século depois da inauguração do “esplendido e brilhante
Cinema Olympia, admiravelmente installado, em soberbo edifício”, como descreveu
a reportagem do jornal A Província do Pará de 25 de abril de 1912, um dia
depois da abertura, o espaço ganha uma grande programação com direito a recital
com execução da Valsa Olympia, tocada na estreia do cinema, exibição de filmes
e lançamento de livro sobre a história e importância do local para a cultura
paraense.
A festa está marcada para esta terça-feira, 24, e encerrará
no Theatro da Paz com o show da soprano Carmen Monarcha. A apresentação inclui
temas de filmes e interpretações de autores brasileiros como Chico Buarque,
Vinicius de Moraes e Villa-Lobos.“Toda a programação foi montada com a
colaboração de gente que veio aqui se oferecer para ajudar. Pessoas e
empresários que espontaneamente se propuseram a contribuir com homenagens ao
centenário. Isso porque a população de Belém tem paixão pelo Cine Olympia”,
conta Nazaré Moraes, há cinco anos gerente do Cine Olympia.
Ela garante ser um privilégio estar à frente do espaço,
diante do carinho manifestado pelo público. “Só para se ter uma ideia, nós
fizemos a exibição de doze filmes já em alusão aos cem anos do cinema e o
público foi muito participativo. O encerramento foi com ‘E o vento levou...’ e
as pessoas aplaudiram de pé espontaneamente. Isso foi muito tocante”,
emociona-se Nazaré.
Neste domingo, 22, centenas de pessoas lotaram o Cine
Olympia para discutir temas relacionados à produção cinematográfica no seminário
"O primeiro século do cinema Olympia: histórias, desafios e
perspectivas", que abriu as comemorações pelo aniversário do mais antigo
cinema em funcionamento no Brasil.
A programação teve ainda a exibição dos filmes
"Matinta" de Fernando Segtowick e "Ribeirinhos do Asfalto"
de Jorane Castro. “Eu vim aqui para rever o cinema e assistir um filme porque
deu saudade”, conta a enfermeira aposentada Bárbara Carvalho, que diz ter
frequentado muito o espaço durante a adolescência.
Dos cem anos do Cine Olympia, mais da metade teve grande
importância na vida do casal de críticos de cinema Pedro Veriano e Maria Luzia
Álvares. Foi lá que os dois se conheceram durante uma sessão e iniciaram um
romance que hoje soma cinquenta e cinco anos entre namoro, noivado e casamento.
Ainda hoje, a relação da família com o espaço é estreita. Na noite do
centenário, eles vão lançar o livro "100 Anos da História Social de Belém
(1912-2012)", onde recontam detalhes sobre a vida cultural da capital
paraense vivenciada no Olympia. “Eu venho pra cá desde bem pequeno. Via tudo
que é tipo de filme, inclusive grandes produções e os dramalhões mexicanos. Foi
onde aprendi muito de cinema”, conta Pedro Veriano. A esposa Maria Luzia,
explica que a paixão do casal contagia o restante da família. “Nossas quatro
filhas são apaixonadas por cinema e os nossos netos também”, relata orgulhosa.
Também testemunha e participante da história das ameaças de
fechamento e reabertura do Cine Olympia, o operador cinematográfico, ou
projetista como é mais conhecido, Luiz Otávio Muniz, se emociona ao falar da
relação com o espaço. Há 21 anos na atividade, ele atuou nos cinemas Palácio,
Nazaré e Iracema, todos pertencentes ao mesmo grupo do Olympia, e viu uma a uma
as casas de exibição fecharem as portas. “Em 2005, a gerente me chamou para
falar que o DVD tinha provocado uma crise no cinema e dizer que eu estava
demitido”, relata.
Pouco mais de um ano depois, Luiz voltou ao cinema na
reabertura do cine Olympia pela Prefeitura de Belém após a mobilização da
sociedade contra a ameaça de fechamento do espaço. “Isso aqui é minha vida,
passo mais tempo no cinema do que em casa com a minha família. Agora estou
ensinando para o meu filho como se faz a exibição”, conta.
Nesta terça-feira, a comemoração dos cem anos do Cine
Olympia pretende relembrar a grandeza da abertura do espaço que recebeu a elite
da sociedade belenense em um grande evento social na noite de 24 de abril de
1912, com a apresentação de orquestra.
Para relembrar a data, haverá execução da música do centenário
composta pelo maestro Altino Pimenta na década de 70 em homenagem ao cinema e
também uma peça composta pelo músico Salomão Habib também para homenagear o
espaço. A programação será restrita para quinhentos convidados entre
autoridades e personalidades da cultura paraense. Oito pessoas serão
condecoradas pela importância na história do centenário.
Serviço:
Celebração dos 100 anos do Cine Olympia
Data: 24 de abril (terça-feira)
Hora: 18h30
Local: Cine Olympia – Avenida Presidente Vargas com Primeiro
de Março.
Em entrevista à ANN, Jorge Panzera, presidente do PC do B e pré-candidato do partido à Prefeitura de Belém
|
Assinar:
Postagens (Atom)







