
Claro que ninguém pode ser contra mudanças que modernizem as relações de trabalho pensadas em uma era onde não havia muito do que hoje interfere no mundo do trabalho e da produção.
Hoje, ao contrário do que ocorria há 50 anos, é perfeitamente possível definir encargos trabalhistas sobre faturamento e lucros, por exemplo, do que pela simples relação contratual de trabalho. Mas, quando se fala nisso, o empresariado brasileiro, por exemplo, recua, porque não é por aí que estão as dificuldades que alegam no custo Brasil, na maioria das vezes.
O que fez a Espanha, um país que tem desemprego acima dos 20% – e cerca de 50% entre os jovens – só levará a uma nova onda de demissões.
O país vai sair da crise com menos empregos, com menos consumo, com menos atividade, com menos esperanças?
Como não vai resolver o problema dos protestos demitindo um chefe de polícia que chamou os manifestantes de “inimigos”. Afinal, quando se apela para a demissão em massa como forma de “resolver” uma crise financeira, não é aos trabalhadores que se está fazendo de “inimigos”?
Fonte: Blog de Brizola Neto
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