sexta-feira, 11 de junho de 2010

Paulo Fonteles exemplo de bravura, Homem de Partido!



Ha exatos 23 anos, no dia 11 de junho de 1987, tombava assassinado o dirigente comunista e ex deputado Paulo Fonteles. Aos 38 anos, muito ainda tinha a dar para o Partido que ajudou a reorganizar. Paulo iniciou sua militancia no movimento estudantil na antiga faculdade de direito, onde foi cooptado para a Ação Popular. Participu ativamente das ocupações das faculdades em 1968. Já em 1970 a AP iniciou um processo de revolucionarização que mais tarte resultaria da sua incoporação no PCdoB. Nesse contexto Paulo e sua companheira Hecilda Veiga foram "convidados" a transferirem seus cursos para a UNB, onde passariam a militar. No entanto a célula da AP, já então Marxista Leninista (ML) foi descoberta e o casal foi preso e barbaramente espancados. Na prisão Paulo conheceu José Genoíno, o primeiro Guerrilehiro do PCdoB preso no Araguaia, e tomou conhecimento do que ocorria no Sul do Pará. Hecilda deu a a luz o primeiro filho do casal, camarada Paulo Fonteles Filho. Após serem julgados e condenados pela Auditoria Militar, Paulo cumpriu pena no presídio São José, onde nos anos 30 Dalcídio Jurandir, Pedro Pomar e João Amazonas estiveram presos.

Na metade dos anos 70 retomou seu curso de direito na UFPa e participou da rearticulção do movimento estudantil, na verdade deu a linha para a geração que viria a derrotar a direita no DCE da UFPa. Do ME para a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, da SDDH para o Congresso de reconstrução da UNE em Salvador onde levou o veterano dirigente sindical, o "velho" Doza. Foi certo que ali se deu os primeiros contatos com o Partido, um pouco antes do retorno de Amazonas ao Brasil.

Mais foi o enfrentamento com o grupo de Humberto Cunha, Oséas Duarte, José Gomes Novaes, que queriam detruir o PCdoB que mais capacidade política exigiu de Paulo naquele período. Para tanto contou com a ajuda dos reforços de peso enviados pelo Comitê Central, Neuton Miranda e Marcos (NECO) Casteli Panzera, com instruções expressas de Amazonas: derrotar os liquidacionaistas e reorganizar o Partido.

Humberto Cunha foi expulso, e junto com seus asseclas veio a construir o PRC. O PCdoB então lançou Paulo Fonteles candidato a deputado estadual pelo PMDB pois não possuia registro legal no país, tendo sido eleito com expressiva votação. Com um dos mais combativos mandatos na Assembléia Legislativa, o PCdoB atraiu a ira dos inimigos de classe, principlamente latinfudiários, que esperam friamente o término do mandato e sua não eleição para a Assembléia Nacional Constituinte para assassinalo covardemente.

Paulo Fonteles, assim como Carlos Danielle, Lincon Bicalho Roque, João Batista Drumont, Pedro Pomar, Angelo Arroyo, Osvaldão, Helenira Rezende, João Canuto, e outros que deram sua vida são gigantes do Partido. Sua história de luta são exemplos de bravura. São Homens de Partido!

Mario Hesketh
Presidente do Comitê Municipal de Belém

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