
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Marta conquista pela 5ª vez a Bola de Ouro da Fifa

Índios suruí apostam no mercado de carbono para conservar sua terra em RO

De qualquer parte do planeta é possível ver a terra indígena Sete de Setembro, que pertence ao povo suruí e fica na divisa entre Rondônia e Mato Grosso.
Técnicos do Google reproduziram no computador tudo que tem na floresta. Pela internet, o usuário pode fazer um tour pelas árvores e ver o que os suruís estão fazendo.
Enquanto caminha no meio da floresta, o índio carrega n
“Avanço bastante nosso trabalho relativo à biomassa. A tecnologia está ajudando bastante ao trabalho relativo ao campo. A gente pensou que ia levar mais tempo”, diz Naraymi Suruí, coordenador do projeto.
Ao mostrar a floresta para o mundo os índios podem divulgar o que estão fazendo para conservar a área. Com isso, será possível vender créditos de carbono para financiar projetos sociais e ambientais nas aldeias.
Simplificadamente, o crédito de carbono é uma compensação em dinheiro paga por empresas de qualquer parte do mundo que emitem carbono na atmosfera para uma pessoa ou grupo de alguma forma conservar a natureza.
O Projeto Carbono Suruí utiliza duas formas de compensação: o seqüestro de carbono propriamente dito, por reflorestamento, e o desmatamento evitado e conservação de estoques de carbono através da redução do desmatamento e degradação florestal.
Os recursos recebidos vão para o Fundo Carbono Suruí. Técnicos do Idesam, o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, acompanham o processo.
“Eles aprenderam muito rápido. Pegaram muito rápido a forma de utilizar o aparelho”, explicou Heberton Barros, engenheiro florestal do Idesam.
O projeto começou a ser desenvolvido em 2007, com o reflorestamento. A criação do fundo indígena pode ser mais um passo para ajudar os suruís a conservar a região em que vivem. (Fonte: Globo Amazônia)
Comparato: Que o governo Dilma não se acovarde diante da mídia
Engajado na luta pela democratização da comunicação, o jurista e professor Fábio Konder Comparato decidiu provocar o governo, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal a tratarem do tema. Ele é autor de três ações diretas de inconstitucionalidade por omissão (ADO), contra o Congresso Nacional, que até hoje não regulamentou os artigos da Constituição de 1988 que tratam da comunicação.
“Nossa Constituição é uma brilhante fachada, por trás da qual se abre um enorme terreno baldio”, diz Comparato, em entrevista ao Vermelho. Segundo ele, ao longo desses 22 anos, grande parte dos parlamentares tem cedido à pressão do que ele chama de “oligopólio empresarial que domina o mercado de comunicação”, sempre interessado em perpetuar a falta de rédeas no setor.
Com as ADOs, o jurista pretende que os parlamentares se pronunciem sobre temas ainda em aberto na legislação brasileira, como a garantia do direito de resposta nos meios de comunicação; a proibição do monopólio e do oligopólio no setor; e o cumprimento, pelas emissoras de Rádio e TV, de alguns princípios que devem reger a programação.
Mais que conseguir uma posição favorável no Judiciário, a ideia é trazer o tema a debate na sociedade e pressionar o governo federal, para que ele proponha ao Congresso projetos para regulamentar e, assim, democratizar as comunicações brasileiras.
Em muitos momentos um crítico do governo Lula, Fábio Konder Comparato expõe suas expectativas em relação à nova gestão: “Espero que o governo da presidente Dilma Rousseff não se acovarde, nem diante do oligopólio empresarial de comunicação de massa, nem perante os chefes militares, que continuam a defender abertamente os assassinos, torturadores e estupradores” da ditadura.
Segundo ele, para que o Brasil ingresse em uma verdadeira democracia, os meios de comunicação precisam ser “utilizados pelo povo como seus canais de comunicação, e não apropriados por grandes empresários, que deles se utilizam exclusivamente em seu próprio interesse e benefício”.
Para aprofundar as discussões sobre o assunto, o professor participa, nesta terça-feira (11), às 19h, do debate “O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil”, ao lado do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, e do jornalista Paulo Henrique Amorim. O evento, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, acontece no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e é aberto ao público.
Veja abaixo a entrevista completa de Comparato ao Vermelho:
Portal Vermelho: Qual o contexto que motivou essas ações e quais os seus objetivos?
Fábio Konder Comparato: A razão da propositura de ações de inconstitucionalidade por omissão é o fato de que há mais de duas décadas, ou seja, desde que a Constituição foi promulgada, em outubro de 1988, vários dos seus dispositivos da maior importância, relativos à organização e ao funcionamento dos meios de comunicação de massa, permanecem inaplicados, porque não foram regulamentados por lei. Vale dizer, a nossa Constituição é uma brilhante fachada, por trás da qual se abre um enorme terreno baldio.
Vermelho: O senhor pode dar exemplos de casos recentes em que essa falta de regulamentação causou prejuízos?
Comparato: Como exemplo do malefício causado pela omissão do Con-gresso Nacional em legislar a respeito dessa matéria, cito o descumprimento da proibição constitucional da existência de monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social. É fato notório que o setor de televisão no Brasil, por exemplo, dominado por empresas privadas, é um dos mais concentrados do mundo. A Globo controla 340 empresas; o SBT, 195; a Bandeirantes, 166; e a Record, 142.
Outro exemplo é a não-regulamentação do art. 220, § 3º, II da Constituição, por força do qual a lei deve estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Em 15 de junho de 2010, a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária baixou resolução, regulamentado “a oferta, propaganda, publicidade, informação e outras práticas correlatas, cujo objetivo seja a divulgação e a promoção comercial de alimentos considerados com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans, de sódio e de bebidas com baixo teor nutricional”.
Como sabido, desde 2005 a Organização Mundial da Saúde tem lançado advertências sobre os efeitos nocivos à saúde, provocados pela obesidade, sobretudo entre crianças e adolescentes. Pois bem, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação – Abia ingressou com ação na Justiça Federal de Brasília contra a Anvisa, pedindo que esta se abstivesse de aplicar aos associados da autora os dispositivos de dita resolução, pois somente a lei pode regulamentar a Constituição, e, no caso, tal lei ainda não foi votada.
A Justiça decidiu suspender os efeitos da resolução. Ou seja, o interesse econômico das empresas de alimentos foi mais forte do que o dever do Estado de proteger a saúde da população.
Vermelho: Que efeitos práticos podem ter essas ações, caso alguma seja acatada pelo STF? Como garantir que o Congresso analisará de fato a questão?
Comparato: O objetivo prático das ações judiciais já intentadas é de fazer pressão sobre o governo federal, a fim de que ele tome a iniciativa de apresentar ao Congresso um ou vários projetos de lei para regulamentar a Constituição nessa parte; sabendo-se que, no Congresso, os projetos de lei de iniciativa do Executivo têm muito mais probabilidade de serem apreciados e votados rapidamente, do que os apresentados pelos parlamentares.
Sob esse aspecto, aliás, a propositura das ações de inconstitucionalidade por omissão já começou a surtir efeito. Logo depois de proposta a primeira ação, Franklin Martins, então chefe da assessoria de comunicação social da presidência da República no governo anterior, declarou ser “um absurdo” a falta de regulamentação legal da Constituição no capítulo dos meios de comunicação social. E fez elaborar um anteprojeto de lei regulamentadora, que está atualmente em mãos do ministro da comunicação do governo Dilma Rousseff.
É indispensável continuar a fazer pressão sobre o governo e o Congresso, a fim de levantar o bloqueio orquestrado pelo oligopólio empresarial dos meios de comunicação de massa.
Vermelho: O senhor está na terceira tentativa de que o Supremo analise esse assunto. O que houve com as primeiras ações?
Comparato: A primeira ação foi proposta em nome da Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e da Fitert – Federação Interestadual de Rádio e Televisão. A relatora no Supremo Tribunal Federal, a ministra Ellen Gracie, no entanto, não autorizou o seu processamento, declarando que somente as confederações sindicais, e não as federações, podem propor tais ações.
Ora, o art. 103, IX da Constituição é claro: são legitimadas a propor ações diretas de inconstitucionalidade, não só as confederações sindicais, mas também as “entidades de classe de âmbito nacional”.
Diante disso, entrei em contato com o PSOL e a Contcop – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicação e Propaganda, e ambos decidiram ingressar no Supremo com ações da mesma natureza, as quais já estão sendo processadas.
Vermelho: Por que os parlamentares têm feito vista grossa para essas lacunas?
Comparato: Na verdade, a maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, nas diferentes legislaturas, tem cedido à pressão do oligopólio empresarial que domina o mercado de comunicação de massa no Brasil.
Vermelho: Hoje há um movimento que desponta para combater distorções nas comunicações brasileiras. Como o senhor vê esse movimento? Que poder de pressão ele tem em prol dessa regulamentação e da democratização da mídia?
Comparato: A resistência à dominação do citado oligopólio privado dos meios de comunicação de massa é um trabalho que está apenas no começo, e vai exigir grande esforço de organização e de esclarecimento público, sobretudo por meio da internet.
Nesse sentido, deve ser saudada a recente criação do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, que reúne os principais sites e blogs não comprometidos com o mencionado oligopólio.
Vermelho: Que avaliação o senhor faz da mídia brasileira?
Comparato: A Constituição brasileira dispõe que os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens devem ser explorados pela União Federal, diretamente ou mediante concessão administrativa. Trata-se, portanto, de um serviço público, e não de atividades de livre iniciativa privada.
Na prática, porém, como todos sabem, tais setores são dominados por grandes empresas no seu interesse particular. Chegou-se mesmo ao extremo de uma concessionária de televisão arrendar a terceiro o canal cuja exploração lhe foi concedida.
Quanto à imprensa, os donos de grandes jornais e revistas agem como verdadeiros patrões irresponsáveis, perante jornalistas submissos e um público leitor, tradicionalmente mantido na ignorância, ou vergonhosamente enganado.
Antigamente, os órgãos de imprensa eram valorosos instrumentos de controle do poder e de defesa das liberdades públicas. Hoje, a maioria deles, em nosso país, integra o bloco oligárquico que defende os interesses dos grupos dominantes.
Vermelho: E em outros países? Que comprações podem ser feitas com a regulamentação e a democratização da comunicação pelo mundo?
Comparato: A experiência dos Estados Unidos a respeito da não-regulamentação do setor de comunicação de massa é muito instrutiva. Em 1934, uma lei federal criou uma agência reguladora do setor (Federal Communications Commission) e estabeleceu regras rígidas para impedir a formação de conglomerados.
Em 1996, por força da pressão neoliberal, essa legislação foi revogada, e em 2003 a citada agencia reguladora levantou todas as restrições a participações cruzadas, na formação de grupos empresariais que exploram meios de comunicação de massa.
Os efeitos dessa mudança regulatória não se fizeram esperar. Até então, havia nos Estados Unidos 50 grupos médios de imprensa, rádio ou televisão, não interligados entre si. Agora, o mercado norte-americano de comunicações é dominado por apenas cinco macro-empresas, que controlam promiscuamente veículos de imprensa, redes de TV, emissoras de rádio e produtoras cinematográficas.
Vermelho: Que expectativa o senhor tem em relação ao novo governo, no que diz respeito às comunicações?
Comparato: Eu espero que o governo da presidente Dilma Rousseff não se acovarde, nem diante do oligopólio empresarial de comunicação de massa, nem perante os chefes militares, que continuam a defender abertamente os assassinos, torturadores e estupradores de oponentes políticos, durante o regime castrense de 1964 a 1985.
Vermelho: O que o senhor aponta como essencial para que a comunicação ajude a democracia brasileira?
Comparato: O sentido original da palavra comunicação é de pôr em comum. No mundo inteiro percebe-se, hoje, que a verdadeira democracia é o regime político em que o povo toma, diretamente, as grandes decisões que dizem respeito ao bem comum, e não se limita a eleger os governantes, incumbidos de decidir em lugar dele.
Ora, para que o povo possa tomar, ele próprio, as grandes decisões nacionais, é indispensável, primeiro, que ele seja corretamente informado sobre as questões a serem decididas; segundo, que as diferentes parcelas do povo possam se comunicar entre si, isto é, pôr em comum suas dúvidas, sugestões e propostas; e, terceiro, que os governantes possam ser questionados diretamente pelo povo.
Para que tudo isso aconteça, é indispensável que os meios de comunicação de massa – imprensa, rádio e televisão, sobretudo – sejam normalmente utilizados pelo povo como seus canais de comunicação, e não apropriados por grandes empresários, que deles se utilizam exclusivamente em seu próprio interesse e benefício
Carta Capital
sábado, 8 de janeiro de 2011
Pesquisa na Rússia: maioria lamenta fim da URSS
A percentagem dos que naquele país consideram o fim do socialismo uma catástrofe é ainda mais significativa quando os inquiridos se encontram na faixa etária dos maiores de 60 anos, 83%, mas é consideravelmente mais baixa entre os jovens, 17%.
Os dados recolhidos no inquérito citado pela EFE indicam igualmente que 53% dos russos acreditam que a dissolução da URSS podia ter sido evitada, contra apenas 32% que pensam exactamente o contrário.Acresce que mais de metade dos entrevistados defende um reforço significativo das relações da Rússia com as 15 ex-repúblicas soviéticas, afirmando-se mesmo favoráveis à reconstituição da União como bloco político-económico.
Recorde-se, ainda, que na Primavera de 1991, o próprio Gorbachev promoveu um referendo sobre a preservação da URSS. Na consulta participaram 80% dos eleitores, dos quais 74,4% se manifestaram favoráveis à manutenção da URSS. Seis meses depois, Gorbachev assinou a dissolução agora lamentada pela maioria dos russos. (Fonte: Avante)
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Elba Ramalho lança DVD "Marco Zero" no Rio

O título do DVD, produzido por Elba e seu sanfoneiro Cezinha, também arranjador, é uma alusão ao local em que o grandioso show foi realizado: o marco do nascimento do Recife, no centro histórico. Cem mil pessoas cantaram com essa autodefinida "paraibucana" bem no dia do aniversário de 473 anos da cidade, em 12 de março de 2010. Na ocasião, mesmo depois de ter atravessado o carnaval pulando com (e para) os foliões, a cantora, filha da Paraíba, mas de pai pernambucano, comandou a massa por cinco horas.
Boa parte de seus sucessos está no repertório desse show, das românticas "Gostoso Demais" (Dominguinhos/Nando Cordel), "De Volta Pro Aconchego" (outra da dupla) e "É Só Você Querer" (Nando Cordel) aos forrós "Anunciação" (Alceu Valença), "Banquete dos Signos" (Zé Ramalho) e "Qui Nem Jiló" (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) e os frevos "Chuva de Sombrinhas" (Almir Rouche), "Tropicana" (Alceu Valença/Vicente Barreto) e "Frevo Mulher" (Zé Ramalho). Outros clássicos seus, como "Leão do Norte" (Lenine/Paulo César Pinheiro), "O Meu Amor" (Chico Buarque), "Veja Margarida" (Vital Farias) e "Chão de Giz" (Zé Ramalho) não ficam de fora.
Dos convidados que estão no DVD (Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Lenine, Chico César, gente que compartilhou boa parte desses 30 anos), somente a forrozeira pernambucana Cristina Amaral - que, diferentemente de Elba, não fincou os pés no Sudeste - virá cantar no Rio. Todos os 13 músicos da banda (sanfona, violão, guitarra, bandolim, cavaquinho, baixo, bateria, percussão, zabumba, teclados e sopros) foram convocados.
A luta de classes política nos Estados Unidos
Os Estados Unidos estão em rota de colisão consigo mesmo. O acordo firmado em dezembro entre o presidente Barack Obama e os republicanos no Congresso para manter os cortes de impostos iniciados há uma década pelo presidente George W. Bush está sendo saudado como o começo de um novo consenso bipartidário. Creio, ao contrário, que é uma falsa trégua naquilo que será uma batalha campal pela alma da política estadunidense.
Do mesmo modo que ocorre em muitos países, os conflitos sobre a moral pública e a estratégia nacional se reduzem a questões envolvendo dinheiro. Nos Estados Unidos, isso é mais certo do que nunca. O país tem um déficit orçamentário anual ao redor de US$ 1 trilhão, que pode aumentar ainda mais como resultado de um novo acordo tributário. Esse nível de endividamento anual é demasiadamente alto. É preciso reduzi-lo, mas como?O problema é a política corrupta e a perda de moral cívica dos EUA.
Um partido político, o Republicano, aposta em pouco mais do que reduzir os impostos, objetivo que coloca acima de qualquer outro. Os democratas têm um leque mais amplo de interesses, como o apoio ao serviço de saúde, a educação, a formação e a infraestrutura. Mas, como os republicanos, também estão interessados em presentear com profusão cortes de impostos para seus grandes contribuintes de campanha, entre os quais predominam os estadunidenses ricos.O resultado é um paradoxo perigoso.
O déficit orçamentário dos EUA é enorme e insustentável. Os pobres são espremidos pelos cortes nos programas sociais e um mercado de trabalho fraco. Um em cada oito estadunidenses depende de cartões de alimentação para comer. No entanto, apesar deste quadro, um partido político quer acabar com as receitas tributárias por completo, e o outro se vê arrastado facilmente, contra seus melhores instintos, na tentativa de manter contentes seus contribuintes ricos.
Surpreendentemente, o 1% mais rico dos lares estadunidenses tem agora um valor mais alto que o dos 90% que estão abaixo. A receita anual dos 12 mil lares mais ricos é maior que o dos 24 milhões de lares mais pobres.
Ao final, não creio que o consigam. No momento, a maioria dos estadunidenses parece estar de acordo com os argumentos republicanos de que é melhor diminuir o déficit orçamentário mediante cortes de gastos ao invés de aumento de impostos. No entanto, quando chegar a hora de fazer propostas orçamentárias reais, haverá uma reação cada vez maior.
Prevejo que, empurrados contra a parede, os estadunidenses pobres e da classe trabalhadora começarão a se manifestar por justiça social.Isso pode levar tempo. O nível de corrupção política nos Estados Unidos é assombroso. Agora tudo gira em torno do dinheiro para as campanhas eleitorais que se tornaram incrivelmente caras. As eleições da metade do mandato tiveram um custo estimado de US$ 4,5 bilhões, e a maior parte desse dinheiro veio de grandes empresas e contribuintes ricos. Estas forças poderosas, muitas das quais operando de forma anônima sob as leis dos EUA, trabalham sem descanso para defender aqueles que se encontram no topo da pirâmide da riqueza.
Mas não nos equivoquemos: ambos partidos estão implicados. Já se fala que Obama vai arrecadar US$ 1 bilhão ou mais para sua campanha de reeleição. Esta soma não virá dos pobres.Obama chegou a poder com a promessa de mudança. Até agora não fez nenhuma.
Seu governo está cheio de banqueiros de Wall Street. Seus altos funcionários acabam indo se unir aos bancos, como fez recentemente seu diretor de orçamento, Peter Orszag. Está sempre disposto a atender os interesses dos ricos e poderosos, sem traçar uma linha na areia, sem limites ao “toma lá, dá cá”.
(Por Jeffrey Sachs - professor de Economia e Diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia e assessor especial do secretário geral das Nações Unidas sobre as Metas de Desenvolvimento do Milênio)
Capitalismo: o que é isso?
As crises revelam a essência da irracionalidade do capitalismo: porque há excesso de produção ou falta de consumo, se destroem mercadorias e empregos, se fecham empresas, agudizando os problemas.
Até que o mercado “se depura”, derrotando os que competiam em piores condições.
Por Terra e Liberdade
A cabanagem foi um fenomeno, ocorrida no século XIX, com a alcunha ainda hoje dada por alguns historiadores de que teria sido mais uma revolta típica do periodo regencial do immério brasileiro, ela na verdade, nunca foi mais "uma", ela extrapola seu proprios limites. abarca um grande numero de participantes - cada grupo social com seus proprios anseios de classe é bem verdade - e percorre um raio territorial incrivelmente amplo, digo incrivelmente, pois há registros de sua luta no Marajó, em Santarem, em Cametá e outras localidades em um período em que o grande meio de locomoção é a navegação por corrente marítima.
O alvo principal do movimento foram os Portugueses. O sentimento que permeava a revolução era de ódio aos brancos, odio ao mandonismo, ao abandono que as terras amazonidas eram remetidas, principalmente ao pos 1808 (onde os investimentos passaram a se concrentrar no sudeste Brasileiro mais precisamente no RJ e o Pará que detinha até então economia prospera devido a proximidade maritima e as relaçoes que detinha com Lisboa, entra em profundo declínio, alimentando ainda mais o sentimento de "Dois Brasis"), e parte da elite muda, a velha aristocracia colonial dá lugar a elite mestiça e bastarda. Porém para a grande maioria nada muda, a vida ainda era a mesma que ainda em 1821, Felipe Patroni ja denunciava na imprensa paraense atraves do "O Paraense", na verdade as ideias liberais da revolução do Porto também fez ecos por aqui! Patroni dizia: o povo vive em condiçoes sub-humanas, vivem em cabanas e palafitas! O governo Luso-Brasileiro precisar olhar com carinho para o Pará.
Pois bem, este sentimento fez surgir um identidade a todos os povos e etnias da Amazônia. Desde indígenas, negros africanos e mestiços, ainda que cada grupo tenha suas peculiariedades, perceberam os problemas e as lutas que detinham em comum!
A historiografia Brasileira fez ao longo dos anos várias abordagens sobre a cabanagem, é nao poderia deixar de ser diferente, o homem é fruto de seu tempo, então desde Domingos Antonio Rayol ou Barão de Guajará (que teve inclusive seu pai que era vereador assasinado em vigia pelos cabanos) que classificou o movimento como motim das classes infames, muuitos fizeram diversas abordagens como: João Palma Muniz, ou Dilke Barbosa, Ernesto Cruz, Vincente Salles, Jorge Hulley e também o marxista Caio Prado Júnior que atribuiu aos cabanos a prerrogtiva de unicos revolucinários populares de ideais libertários que conseguiram depor um governo das elites e chegar ao poder.
Apesar da grande importancia em que devese analisar a historiografia sobre os cabanos, o motivo do declinio do governo e etc, não há duvidas de que tal movimento precisar estar no patamar dos grandes feitos do nosso povo. A cabanagem é hoje simbolo de acão popular, de movimentos sociais, de assim como na Guerrilha do Araguaia de formação do sentimento de organização da luta camponesa. Sua memória deve ser secular e celebrada! Viva o 7 de Janeiro e Viva a maior Revolução Popular da Amazônia! Afinal, seus combatentes, não foram mortos nem enterrados, foram plantados nas terras úmidas do Grão-Pará, como exemplos de revolucionários!
Pedro Fonteles
Presidente da União Academica Paraense - UAP
Saúde terá maior orçamento: R$ 77 bilhões em 2011

O orçamento do Ministério da Saúde para 2011 é o maior já registrado desde 1995, primeiro ano de governo Fernando Henrique Cardoso. Desde aquele ano, quando a dotação prevista para a área foi de R$ 91,6 bilhões, a verba para o setor se manteve na média de R$ 53 bilhões (em valores atualizados). Neste ano, a pasta comandada pelo médico Alexandre Padilha terá pouco mais de R$ 77 bilhões, segundo maior orçamento da Esplanada dos Ministérios, logo atrás da Previdência Social, que ficou com R$ 291 bilhões
Da quantia fixada para o ministério, R$ 14 bilhões serão destinados a pagamento de pessoal e encargos sociais (funcionários administrativos, médicos, enfermeiros, etc.), R$ 58,4 bilhões servirão para custear despesas correntes (água, luz, telefone, etc.) do próprio Ministério da Saúde e de todos os órgãos vinculados à pasta (Fundação Nacional de Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária postos de saúde, hospitais, entre outros), e R$ 4,8 bilhões serão investidos na execução de obras e compra de equipamentos.
O principal programa orçamentário do Ministério da Saúde é, tradicionalmente, o de “assistência ambulatorial e hospitalar especializada”. Mais de R$ 36,3 bilhões estão previstos para a rubrica. Apenas a ação de atendimento da população em procedimentos de média e alta complexidade, que integra o programa, tem R$ 30 bilhões orçados. Outra prioridade do maior programa da pasta é a de estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde, que conta com cerca de R$ 1,9 bilhão previsto em orçamento.
O segundo programa do Ministério da Saúde mais bem contemplado com verba para este ano é o de “atenção básica em saúde”. Serão R$ 12,2 bilhões para custear o acesso da população rural e urbana à atenção básica, por meio da transferência de recursos federais, dentre outras finalidades.
Distribuição per capita de R$ 398 ao ano
Segundo dados do Ministério da Saúde, há dez anos o investimento público federal por habitante era de aproximadamente R$ 200 ao ano. Em 2006 a cifra alcançou quase R$ 220 por habitante ao ano. Se ao final deste ano os R$ 77 bilhões previstos fossem efetivamente utilizados, a média de gastos da saúde por habitante chegaria ao recorde de R$ 398 ao ano, ou R$ 33 ao mês, tendo como base a estimativa populacional de 2009.
O especialista observa ainda que o aumento da expectativa de vida da população brasileira também tende a onerar ainda mais os cofres públicos. “Vários motivos justificam tal tendência. Dentre eles está o envelhecimento rápido da população, com maior prevalência de doenças crônicas; a educação da população sobre seus direitos e sobre a necessidade de cuidar da saúde; a transição epidemiológica, entre outros”, explica.(Milton Júnior Do Contas Abertas )
A situação financeira das famílias melhoram
Regiões Centro-Oeste e Norte registraram a maior proporção de famílias que acreditam ter melhorado a condição financeira, seguidas pelo Nordeste
Estudo divulgado nesta quinta-feira, 6, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que 77% das famílias brasileiras afirmaram, em dezembro, que estavam melhor financeiramente do que um ano antes, enquanto 19,8% sentiam-se em situação pior.
O estudo foi realizado em 3.810 domicílios, em 214 municípios de todas as unidades federativas. (Por Nonato Amorim De O Povo)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
China se firma como maior parceiro comercial do Brasil
Entre os países que mais venderam para o Brasil em 2010, ficaram Estados Unidos (US$ 27,2 bilhões), China (US$ 25,6 bilhões), Argentina (US$ 14,4 bilhões) e Alemanha (US$ 12,6 bilhões).
No ano passado, o Brasil quebrou recorde tanto de exportações (US$ 201,916 bilhões) como de importações (US$ 181,638 bilhões). Para 2011, o ministério anunciou meta de US$ 228 bilhões em vendas ao exterior, o que representaria crescimento de 13% sobre o ano passado. "Isso será possível em razão do crescimento econômico dos países em desenvolvimento. Levamos também em consideração a manutenção dos preços das commodities e do mesmo nível cambial", afirmou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.
Entre os principais produtos exportados em 2010, o país teve crescimento de de 117,4% em minério de ferro, 75,8% em petróleo em bruto, 74,5% em veículos de carga, 69,2% em milho em grãos, 69% em motores de veículos e partes, 53,4% em minério de cobre, 37,2% em café em grão e 27,2% em carne bovina.(Rede Brasil Atual)
Safra nacional bate recorde e cresce 11,6% em 2010

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas cresceu 11,6% em 2010, na relação com o ano anterior, de acordo com a estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A produção foi de 149,5 milhões de toneladas, ante 134,0 milhões de toneladas de 2009. O indicador supera em 2,4% a safra recorde de 2008 (146,0 milhões de toneladas).
A área colhida em 2010, de 46,6 milhões de hectares, apresenta decréscimo de 1,3% frente à de 2009. As três principais culturas -- arroz, milho e soja -- que, somadas, representam 90,9% da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, respondem por 83,5% da área colhida e registram, em relação ao ano anterior, variações de 6,3%, -6,5% e +7,1%, respectivamente. No que se refere à produção, o milho e a soja apresentam, nessa ordem, acréscimos de 9,4% e 20,2%, enquanto que o arroz, decréscimo de 10,1%. (UOL)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Morre a viúva de Roberto Marinho, Dona Lily
Nascida em Colônia, na Alemanha, Dona Lily estava com 89 anos, e foi viúva por duas vezes. Primeiro, do jornalista e fazendeiro Horácio Gomes Leite de Carvalho Filho, com quem foi casada por 45 anos. Em 2003, após 15 anos de união, faleceu seu segundo marido, o empresário e fundador da Rede Globo de Televisão, Roberto Marinho.
A Central Globo de Comunicação divulgou comunicado enaltecendo honrarias recebidas por Dona Lily como a condecoração com o grau oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra pelo governo francês, em 1987, em reconhecimento pela difusão da cultura francesa no Brasil. Em 1999, ela foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade da Unesco.
A presidente Dilma Rousseff divulgou nota de pesar no site oficial da presidência da República. "Em julho passado, ela me deixou comovida ao oferecer almoço em minha homenagem em sua casa", menciona a nota. No texto, Dilma lembrou ainda da atuação de Lily nos projetos sociais em prol "dos mais necessitados" e do título que recebeu da Unesco.
O enterro será amanhã às 10h30 no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.
Estadão
Expedição faz levantamento inédito do Parque da Serra do Pardo, no Pará

Uma expedição científica fez um levantamento inédito da biodiversidade do Parque Nacional da Serra do Pardo, na região da Terra do Meio, no Pará.
Além do Instituto Chico Mendes, participam pesquisadores da Universidade Federal do Pará e do Museu Emílio Goeldi.
O local, marcado pela grilagem e pelo desmatamento, concentra uma imensa riqueza de plantas e animais.
A Terra do Meio fica no centro do Pará, entre Altamira e São Félix do Xingu. A área é uma das mais ricas em biodiversidade na Amazônia. Durante 11 dias um grupo de 50 pesquisadores fez uma expedição no Parque Nacional da Serra do Pardo, uma das unidades de conservação na Terra do Meio. Partindo de Belém, foram três horas de avião e helicóptero até chegar ao parque, que tem o tamanho equivalente a 450 mil campos de futebol.
No meio da floresta, o Instituto Chico Mendes montou três bases para o trabalho das equipes. Foram improvisados laboratórios e alojamentos. Foram encontradas cinco novas espécies de peixes e 35 espécies de aves que os biólogos não esperavam encontrar na região, como o pássaro conhecido como cancão, típico da caatinga.
“A área na Terra do Meio demanda inúmeros inventários. Essa é ponta do iceberg em termos de descobertas científicas”, explica Gianize Cunha, bióloga da UFPA.
O parque fica em uma área de transição geológica, entre o planalto central e a floresta amazônica. As descobertas podem ajudar os pesquisadores a entenderem como plantas e animais de outras florestas do país conseguiram se adaptar à Amazônia.
“Essa biodiversidade é muito importante não só para a pesquisa, mas para a sociedade brasileira. Daqui pode se achar uma série de espécies que podem alterar na área de segurança alimentar a cesta básica do mundo, com outras alternativas”, diz Rômulo Mello, presidente do Instituto Chico Mendes.
O estudo da biodiversidade da região pode abrir caminhos não apenas para novas descobertas, mas também para o turismo. A pesquisa é importante para definir se o parque poderá ou não ser aberto à visitação pública.
Na região há cachoeiras, igarapés e pequenas praias banhadas pelo Rio Xingu. O trabalho dos pesquisadores servirá para a elaboração do plano de manejo do parque, ou seja, em que áreas e condições a região poderá vir a receber os turistas.(Globo)
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Sindicalistas rechaçam declarações de Mantega sobre o salário mínimo.
CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, a CUT e a Força Sindical rechaçam as declarações de Mantega e defendem um aumento real do salário mínimo.
Haddad quer concurso nacional de professor e tempo integral
“Ministro vai apresentar a Dilma plano para que estudantes tenham formação profissionalizante em turno complementar”.
Além disso, já em 2012, Fernando Haddad vai realizar um concurso nacional para professor.
De posse da nota, o professor do Rio Grande do Sul pode ir dar aula no Ceará, se um prefeito do Ceará pagar um bom salário e se interessar por aquele professor de bom desempenho.
“O magistério é uma categoria nacional”, disse Haddad.
Ele pretende universalizar a pré-escola a partir de 2016.(deu no Globo)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado
Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente. Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, destroçado pelo terremoto e pela cólera. Enquanto isso, a ajuda prometida pelos EUA e outros países.
Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.
Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.
Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados.
De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente.
A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.
(Nina Lakhani, do The Independent)
Pergunta que não cala: Porque a mídia não diz nada sobre os médicos cubanos no Haiti?
Carta aberta vinda da Gaza sitiada: Dois anos após o massacre, uma exigência de justiça

Gaza sitiada, Palestina — Nós os palestinos da Faixa Sitiada de Gaza, neste dia, dois anos após o ataque genocida de Israel às nossas famílias, nossas casas, estradas, fábricas e escolas, estamos a dizer: basta de inacção, chega de discussão, chega de esperar – este é o momento para responsabilizar Israel pelos seus crimes permanentes contra nós.
Em 27 de Dezembro de 2008, Israel principiou um bombardeamento indiscriminado da Faixa de Gaza. O assalto perdurou durante 22 dias, matando 1417 palestinos, 352 dos quais crianças, segundo importantes Organizações de Direitos Humanos.
Durante estarrecedoras 528 horas, as forças de ocupação de Israel lançaram a partir dos seus F15s e F16 fornecidos pelos EUA e dos seus tanques Merkava, munições internacionalmente proibidas de fósforo branco, além de bombardear e invadir o pequeno enclave costeiro palestino que é o lar de 1,5 milhão de pessoas, das quais 800 mil são crianças e mais de 80 por cento refugiados registados pela ONU. Cerca de 5300 estão permanentemente lesionados.
Esta devastação excedeu em selvajaria todos os massacres sofridos anteriormente por Gaza, tais como as 21 crianças mortas em Jabalia em Março de 2008 ou os 19 civis mortos quando abrigados nas suas casas no Massacre de Bei Hanoun de 2006. A carnificina excedeu mesmo os ataques de Novembro de 1956 nos quais tropas israelenses agruparam e mataram 275 palestinos na cidade sulista de Khan Younis e mais 111 em Rafah.
Desde o massacre de Gaza de 2009, cidadãos do mundo tomaram a responsabilidade de pressionar Israel a cumprir com o direito internacional, através de uma estratégia de boicote, desinvestimento e sanções (BDS). Tal como no movimento BDS global que foi tão efectivo para terminar o regime do apartheid sul-africano, instamos as pessoas com consciência a aderirem ao apelo ao BDS feito em 2005 por mais de 170 organizações palestinas.
Tal como na África do Sul, o desequilíbrio de poder e representação nesta luta pode ser contra-balançado por um poderoso movimento internacional de solidariedade com o BDS, obrigando decisores políticos israelenses a prestar contas, algo que a comunidade governante internacional tem reiteradamente fracassado em fazer.
Analogamente, esforços civis criativos tais como os navios Free Gaza que romperam o sítio cinco vezes, a Marcha pela Libertação de Gaza, a Frota pela Liberdade Gaza e muitos comboios por terra nunca devem cessar a sua ruptura do cerca, destacando a desumanidade de manter 1,5 milhão de habitantes de Gaza numa prisão ao ar livre.
Já se passaram dois anos desde os mais graves actos genocidas de Israel, que deveriam ter desfeito quaisquer dúvidas sobre a dimensão brutal dos planos de Israel para os palestinos. O assalto naval assassino a activistas internacionais a bordo da Frota da Libertação de Gaza, no Mar Mediterrâneo, mostrou ao mundo o pouco valor que Israel atribui desde há muito à vida palestina. O mundo agora sabe, mas dois anos depois nada mudou para os palestinos.
Nós, portanto, apelamos à comunidade internacional para assumir a sua responsabilidade de proteger o povo palestino da odiosa agressão israelense, terminando imediatamente o sítio com plena compensação pela destruição das nossas vidas e infraestruturas por esta política explícita de punição colectiva.
Não há nada que justifique as políticas intencionais de selvajaria, incluindo o corte de acesso ao abastecimento de água e electricidade a 1,5 milhão de pessoas. A conspiração internacional de silêncio quanto à guerra genocida que está a ter lugar contra mais de 1,5 milhão de civis em Gaza indica cumplicidade nestes crimes de guerra.
27 de dezembro de 2010
Dilma quer reforma tributária aprovada no 1º semestre
Ela determinou que a Fazenda faça tudo o que puder para conseguir aprovar a reforma tributária já neste primeiro semestre.
Dilma quer que seja aprovada a reforma que já foi encaminhada pelo governo ao Congresso, considerada a mais ampla, que envolve a redistriuição de impostos para estados e municípios e reclassifica os impostos por origem e destino.
Por ser mais abrangente, essa reforma tributária é considerada também mais difícil de ser aprovada.
Se houver dificuldades, Dilma determinou que a Fazenda encontre uma saída alternativa, que elimine os eventurais complicadores políticos para aprovação da reforma.
A pressa de Dilma em aprova a reforma tributária se justifica. Ela quer aproveitar o momento político para aprovar as reformas mais complicadas.
Se deixar para depois, é possível que o governo encontre maiores dificuldades políticas, até em razão das incertezas que envolvem o relacionamento com o PMDB.
O grande teste para Dilma será a aprovação no Congresso do salário mínimo de R$ 540. Se aprovado sem restrições, as dificuldades para Dilma serão menores do que ela imagina.
Mortalidade infantil em Cuba é a menor da história
"A taxa alcançada em 2010 - sem precedentes em Cuba - é a confirmação de um colossal esforço de um país pobre e criminalmente bloqueado (pelo embargo dos Estados Unidos), que conseguiu reduzir a mortalidade infantil", diz o jornal na primeira página.
A taxa de mortalidade infantil em Cuba, em 2009, registrou 4,8 por 1.000 nascidos vivos, segundo os dados oficiais.
Informes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) situam Cuba com taxas de mortalidade semelhantes às do Canadá, numa situação melhor que a dos Estados Unidos.
Em 2010, foram registrados 127.710 nascimentos na Ilha - de 11,2 milhões de habitantes -, uma diminuição da natalidade de 2.326 contra 2009.
Cuba dedica mais de 60% de seu orçamento à educação e à saúde - que são gratuitos desde a vitória da revolução de 1959. (Fonte: Terra)
A criação da ONU Mulheres
Nova instituição reúne quatro agências das Nações Unidas dedicadas à igualdade de gênero, entre elas, o Unifem.
A ONU Mulheres entra em vigor em 1º de janeiro. A nova agência foi criada pela Assembleia Geral em julho passado, depois de anos de negociações entre os Estados-membros e o movimento global de mulheres.
A instituição terá como diretora-executiva Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile. (blog do Nassif)
A primeira crise (do Gov. Jatene)
Não por acaso, o “olho” destaca a interrogação: “com um time misto, onde estão juntos o joio e o trigo, e com jogadores duvidosos, surge a pergunta: o que esperar do novo governo?” (assim mesmo, com a palavra em vermelho, a enfatizar o signo).
E o texto fustiga: “Se nos ativermos às promessas de campanha, teríamos coisas como pró-paz (sic), novos hospitais regionais e implantação de novos cursos superiores no interior. Também haveria novas estradas e a busca por socorro financeiro. Isto é muito pouco para um governo estadual.
E repta: “Reflita um instante e responda: qual será o modelo de desenvolvimento econômico do novo governador? Você não sabe porque, se as bases foram definidas em algum momento, o governo não as divulgou. Talvez porque não considere importante que o povo conheça e participe dos rumos da economia. Talvez porque não haja um plano definido, o que demonstraria inaptidão administrativa. Ou talvez porque o plano é tão flexível que não precisaria ser escrito.”
E provoca: “Não se pode esquecer que Simão Jatene se beneficiará dos resultados de obras estruturantes do PAC de Lula. Então, pelo menos do ponto de vista das obras, este será um governo que terá fama de trabalhador. A verdade é que todos os projetos foram elaborados e aprovados durante o governo Ana Júlia e o dinheiro que financiará as obras será herança de Lula.”
E fulmina: “O novo governo ainda não começou, mas já é possível questionar suas decisões políticas. E os questionamentos levam a uma pergunta fundamental: como será a cara do novo governo? Você não terá a resposta pelo mesmo motivo que não sabe o que o Pará fará para crescer diante dos outros estados da Amazônia legal, que planejam uma economia competitiva. A única certeza é que, na política, ninguém faz nada de graça. E quando o preço é anunciado, quem abre a carteira é o povo.”
O editorial do jornal, intitulado “Fisiologismos gulosos”, explica e corrobora a manifestação de Ronaldo Maiorana. Vejam só: “Uma coisa são as alianças políticas. Outra coisa, bastante diferente, são os princípios que as regem, que as comandam. Uma coisa são as alianças políticas. Outra coisa, bem diferente, é subordinar o interesse coletivo aos interesses partidários ou a conveniências e ditames de lideranças que estão permanentemente farejando a oportunidade de ocupar um cargozinho qualquer.”
Como já antecipei aqui no blog, a primeira crise no governo Simão Jatene já se instalou antes mesmo do primeiro dia útil da nova gestão. Sequer conseguiu fechar o secretariado e enfrenta ameaça de ruptura com um significativo apoiador. Aguardem os próximos lances. (blog da Franssinete Florenzano)
As campanhas salariais dos últimos anos vêm aumentando a participação do trabalho na renda nacional
Apesar desse desempenho, é imprudente afirmar que o trabalhador brasileiro é bem remunerado. Ao apresentar este ano um estudo sobre o tema, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, observou que a participação dos salários na renda é um indicador do desenvolvimento do país.
No período mais recente, o Brasil combinou positivamente redução no grau de desigualdade da renda pessoal e elevação da participação dos rendimentos do trabalho na riqueza nacional.
No período 2008-2009, a participação do trabalho na renda nacional atingiu 43,6% – dez anos antes era de 40%. Para uma década, pode parecer uma evolução pequena. A questão é que ela representa uma mudança de curso, já que essa proporção vinha caindo gradativamente desde os anos 1970, depois de, no intervalo 1959-1960, ter chegado a 56,6%.
No mercado formal, o salário médio apurado (R$ 1.595,22) avançou 2,51% em termos reais no ano passado em relação a 2008, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego. Mas as variações são grandes: o salário médio chegou a R$ 3.445,06 no Distrito Federal e a R$ 1.130,31 na Paraíba.
Depois de um primeiro semestre positivo, o segundo começou com o acordo dos metalúrgicos que, no caso das montadoras do ABC paulista, aprovaram reajuste de 9% na data-base (1º de setembro), 1,66% de resíduo referente a 2009 – totalizando 10,81% – e abono no valor de R$ 2.200. Bem acima da inflação acumulada no período (4,29%).
Os bancários, após 15 dias de greve, assinaram acordo nacional prevendo reajuste de 7,5%, que embute aumento real de 3,08% – para salários acima de R$ 5.250, o aumento seria de R$ 393,75 fixos ou no mínimo 4,29%, o que fosse mais vantajoso (no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, que empregam cerca de 190 mil pessoas, os 7,5% foram para todas as faixas). Para o piso, o aumento foi de 16,33%, com 11,54% de aumento real. O acordo também incluiu a participação nos lucros ou resultados (PLR).
O Dieese estima que os reajustes para os salários dos próximos 12 meses mais a PLR dos bancários, cerca de 470 mil em todo o país, representarão o ingresso de R$ 6,1 bilhões na economia do país. (Por: Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual )
domingo, 2 de janeiro de 2011
Fotos da posse de Dilma
Bruno Domingos/Reuters

População aguarde em frente ao Palácio do Planalto, debaixo de chuva, a posse da presidente Dilma Rousseff
Fernando Bizerra Jr./Efe

População aguarda, debaixo de chuva, a cerimônia da presidente Dilma Rousseff
Marcelo Camargo/Folhapress

Batedoras da Policia Rodoviária Federal, que acompanharão a presidente eleitaDilma Rousseff até o Congresso Nacional, aguardam na Granja do Torto a saída de Dilma
Ueslei Marcelino/Reuters

A presidente eleita, Dilma Rousseff, cumprimenta chefes de estado enquanto caminha para a cerimônia de posse no Congresso Nacional
Bruno Domingos/Reuters

A presidente eleita, Dilma Rousseff, acena para população na chegada ao Congresso Nacional
Joel Silva/Folhapress

A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, toma posse como presidente no plenário do Congresso Nacional em Brasília onde assina o termo de posse
Evaristo Sá/AFP

A presidente eleita, Dilma Rousseff, recebe do presidente Lula, a faixa presidencial no palácio do Planalto, em Brasília
Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Presidente Dilma Rousseff acompanha a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado da ex-primeira-dama, Marisa Letícia, e do vice-presidente, Michel Temer
Fotos da Folha de São paulo
sábado, 1 de janeiro de 2011
Em primeira fala, Dilma promete erradicar a pobreza extrema, chora e lembra Lula

Em seu primeiro discurso já empossada como a primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff prometeu erradicar a pobreza extrema. Referindo-se o tempo todo "às queridas brasileiras e aos queridos brasileiros”, Dilma afirmou que "a luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos".
"Uma expressiva mobilidade social ocorreu nos dois mandatos do presidente Lula, mas ainda existe pobreza no Brasil", disse a presidente. "Não vou descansar enquanto houver brasileiros sem alimentos na mesa, enquanto houver famílias no desalento das ruas, enquanto houver crianças pobres abandonadas à própria sorte. O congraçamento das famílias se dá no alimento, na paz e na alegria. E este é o sonho que vou perseguir."
Choro
Dilma chorou em dois momentos. Primeiro, ao dizer que a partir de agora tinha se tornado "a presidenta de todos os brasileiros" e, depois, ao recordar os companheiros da sua geração que "tombaram pelo caminho". Em um discurso de 40 minutos no plenário da Câmara, a petista lembrou ainda o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e se comprometeu a erradicar a miséria.
"Reconhecer, acreditar e investir na força do povo foi a maior lição que o presidente Lula deixou para todos nós"
"Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres também possam, no futuro, serem presidentas"
"Muitos companheiros da minha geração que tombaram pelo caminho não podem compartilhar deste momento"
"Não vou descansar enquanto houver brasileiros sem alimentos na mesa, famílias no desalento das ruas, enquanto houver crianças pobres abandonadas à própria sorte"
Dilma se emocionou pela primeira vez ao dizer que havia se tornado a presidente de todos os brasileiros já próximo do fim do discurso.
Em seguida, fez menção à época em que combateu a ditadura. "Não tenho ressentimento ou rancor", disse. E completou, já com lágrimas nos olhos novamente: "Muitos dos meus companheiros da minha geração que tombaram pelo caminho não podem compartilhar deste momento".
Antes do discurso, Dilma leu e assinou, juntamente com o vice-presidente Michel Temer, o compromisso constitucional de posse, quando se tornou oficialmente a primeira presidente do Brasil.
Obras inauguradas por Ana Júlia nos últimos dias
A população de Belém recebeu, dia 29, o Terminal Hidroviário Luiz Rebelo Neto, que tem capacidade para transportar até 4,5 mil passageiros. A obra, que também será um terminal de cargas e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foi realizada em parceria com o governo federal e já poderá operar a partir do próximo mês, com a empresa licitada para a gestão do terminal.
Duplicação da Transmangueirão
A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, entregou mais um benefício à população de Belém, na manhã de quinta-feira (30). Acompanhada de uma comitiva de cerca de dois mil mototaxistas, ela inaugurou a obra de duplicação da rodovia Transmangueirão e garantiu que deixa ao próximo governo recursos garantidos para continuar o projeto Ação Metrópole.
São quatro quilômetros de via com asfalto de excelente qualidade, iluminação pública, meio-fio, calçamento e sinalização de trânsito. A Transmangueirão foi duplicada da avenida Dalcídio Jurandir até a avenida Júlio César e o acesso ao Mangueirão todo refeito, alcançando um dos maiores corredores de tráfego: a rodovia Augusto Montenegro.
Praça Dorothy Stang
A praça Dorothy Stang foi inaugurada pela governadora Ana Júlia Carepa, em Belém, na quinta-feira (30). O local integra o complexo viário Júlio César e servirá como espaço de lazer, esporte e cultura. Como anexo do elevado Daniel Berg, a praça está localizada entre as avenidas Pedro Álvares Cabral, Júlio César e Senador Lemos, no bairro da Sacramenta.
Composta por ginásio de esportes, anfiteatro, três quiosques para lanches, pista de skate, um infocentro do NavegaPará e três quadras de areia, a praça também tem espaço para eventos dos centros comunitários de seu entorno. Sérgio Almeida, presidente da Associação Comunitária que reúne os bairros envolvidos, será o gerente do local.
Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá
Com foco de pesquisa em energia, biotecnologia, tecnologias do alumínio e tecnologias da informação e comunicação, o parque tecnológico será o primeiro do estado a fazer a mediação entre a produção de ciência, tecnologia e inovação produzida pelas instituições de pesquisa, com o setor empresarial e a realidade local.
Instalado à beira da baía do Guajará, em área contígua à Universidade Federal do Pará, o PCT Guamá já tem funcionando importantes laboratórios de pesquisa como o do Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon) e o do Instituto Nacional em Pesquisas Espaciais (Inpe).
Jatene toma posse

A posse de Simão Jatene teve início às 8h30 onde assistiu a Missa de ação de graças na Catedral da Sé, celebrada pelo arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, e o arcebispo emérito Dom Vicente Zico.
Depois, Jatene, acompanhado pelo vice Helenilson Pontes, foi a pé até a Alepa, onde houve o juramento solene.
Às 11:34hrs, recebeu a faixa das mãos de Ana Júlia Carepa, em frente ao Palácio Lauro Sodré, onde discursou aos presentes.
Um ano de palíndromos
É uma palavra ou número ou frase que é idêntica lendo da esquerda para direita ou da direita para a esquerda.
Por exemplo: a palavra “OVO” ou “ARARA” são palíndromos.
O mesmo acontece com os números. Este ano de 1011 será rico em números que formam um padrão, segundo artigo de John Grimond no “The Economist”.
Em 2003 tivemos o 1º de fevereiro: 01/02/03. Neste ano teremos em outubro o 09/10/11, e em novembro o 11/11/11, data que em 1918, às 11 hrs ocorreu o armistício encerrando a 1ª Guerra Mundial. Começamos o ano com a prevalência do número um. O dia de hoje é repleto de uns (01/01/11), como ocorrerá por todo o ano.
“Em 2011 os onze estarão por toda a parte e, para os entusiastas numerológicos, a excitação poderá ser incontrolável. Para começar, o 11 gera palíndromos como nenhum outro número.
Qualquer criança sabe que 11 x 11= 121,
Mas quantos sabem que 111 x 111 = 12321 e que a progressão continua:
11.111 x 11.111 = 123454321 e
111.111.111 x 111.111.111 = 12345678987654321”
E para terminar, o último dia do ano será 31/12/11.
Que o ano dos onze seja um ano cheio de felicidade, saúde, paz e amor para todos e de muitas conquistas para nosso povo.




